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Alemanha, Santa Cruz Cabrália, Podolski e a Copa das Redes Sociais

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Grande constatação inquestionável hoje no mundo do futebol. Alemanha, tetra campeã, com futebol reverenciado, craques aclamados e um carisma que superou todas expectativas e se transformou em um dos maiores shows dessa copa do mundo de forma que o esporte mundial nunca viu. Foi a copa das Redes Sociais.

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As camisas pesadas ainda entortam varal na copa do mundo

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Nessa copa do mundo de 2014 não tivemos nenhuma seleção que tenha se destacado 100% e atropelado todos adversários. Único time que não teve complicações sérias até aqui foi a Colômbia que ainda assim pegou um grupo C bastante fraco e um Uruguai derrubado pelo caso Suárez nas oitavas de final.

Porém, ainda assim vamos avançando as rodadas e o cenário continua o mesmo de outras edições anteriores de copa do mundo. As gigantes estão da mesma forma na disputa pelo título e os pequenos e médios vão caindo um a um ainda que os grandes tenham passado sufocos históricos e tenham contado com uma pitada absurda de sorte nos finais dos jogos.  Continue lendo As camisas pesadas ainda entortam varal na copa do mundo

Técnicos Tipo Exportação

Todos desfrutamos de um passeio hoje no Maracanã. O Chile, com seu futebol atual, rápido, agressivo,  colocou a Espanha na roda e eliminou a atual campeã.

Amanhã a Colômbia enfrentará a Costa do Marfim, e a repetir a atuação da primeira rodada, encaminhará, certamente,  sua passagem para as Oitavas.

E aí você pensa, o que tem a ver uma coisa com a outra…

Ambas equipes, as Sulamericanas que demonstraram o melhor futebol até agora, são treinadas por técnicos argentinos. E o que me espanta, o pior time taticamente, aquele que demonstrou a pior formação em campo, foi a própria Argentina.

A verdade é que tanto Sampaoli quanto Pekerman não são novidades no mundo do futebol. Este por ter tido muito sucesso com as seleções de base argentinas e aquele pelas temporadas brilhantes comandando a equipe da Universidade do Chile.

E mais, Sampaoli é um discípulo assumido de Bielsa. Outro técnico argentino com muito sucesso fora de lá.

Na verdade, ou Messi, Di María e Aguero começam a jogar, ou o melhor argentino da Copa pode defender outras cores.

Estou dividido, não gostaria de pegar a Holanda logo agora, mas ao mesmo tempo queria muito que o Chile fosse longe nessa Copa.

Vidal, Vargas, Sanchéz, Bravo e, principalmente, Sampaoli merecem chegar lá.

Se é cedo para decretar o fim do Tiki Taka, não é cedo para enaltecermos o estilo coletivo, veloz e ofensivo de La Roja.

Enquanto isso, Messi e companhia entram em campo com GPS para poderem se achar nas quatros linhas.

E se reclamamos de vermos que nossos craques estão fora do país, imaginem os “hermanos”, que se viram com Maradona, Sabella e afins…

 

Grupo F – Um jogo para decidir

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Bom, estou aqui para falar do grupo F, o grupo de nossos hermanos argentinos.

Acredito que seja um dos grupos mais fáceis de prever o que vai acontecer, isso se não for o mais fácil.

Neste grupo teremos a torcida torcendo enlouquecidamente contra os argentinos, o que dará um espetáculo à parte nos estádios, com as melhores piadas possíveis sobre nossos vizinhos

A Argentina, com um ataque de respeito, um meio de campo razoável e uma defessa assustadoramente ruim, deve passar o carro e classificar-se com 9 pontos, tranquila. Acredito que somente uma grande sacanagem orquestrada pela FIFA má arbitragem poderia assustar a equipe do Técnico Sabella. Liderados por Lionel Messi, os hermanos já devem começar a se preocupar com quem será o adversário das oitavas.

Dos outros três times, muito equilíbrio entre Bósnia e Nigéria, e o Irã como saco de pancadas oficial da copa sem muitas chances de conseguir algo. Acredito que o que vai definir a segunda vaga será o jogo entre Bósnia e Nigéria, em Cuiabá, no dia 21 – jogo esse que será acompanhado in loco por mim e pelo Henrique Siqueira, que também escreve aqui.

Com uma seleção jovem e rápida, a Bósnia faz sua estreia como país independente em Copas do Mundo, uma vez que é uma dissidência da antiga Iugoslávia. Por esse seu DNA, tem um time leve, com certa habilidade, e deposita todas suas esperanças no craque Edin Dzeko, que pra ser sincero eu nem acho lá essas coisas mas é bom falar que é craque pra ver se torna o jogo mais interessante. Não acredito que a Bósnia vá longe, mas se conseguir a classificação também não tem muita esperança, porque deve enfrentar uma Alemanha na fase seguinte.

Já a Nigéria tem o perfil clássico das seleções modernas africanas. Ao contrário dos times que encantaram o mundo nas décadas de 90 e 00 (e não ganharam nada importante além de olimpíadas com jogadores uns dez anos mais velhos que os documentos apontavam), hoje vemos nos times africanos grupos envelhecidos, que privilegiam a força física e não trazem aquela irreverência e irresponsabilidade de outrora. Como taticamente são ruins e a violência não costuma resolver em campo, os resultados têm sido muito ruins. A Federação Africana de Futebol (ou órgão que o valha, sei lá qual o nome) deveria começar a repensar a política de exportar seus melhores jogadores para a Europa, pois temos visto cada vez mais jogadores de cintura dura e pouca criatividade.

Sobre o Irã, nada muito a dizer, apenas que vai perder de todo mundo por pelo menos dois gols de diferença – o mais interessante que poderíamos dizer sobre o Irã seria uma série de trocadilhos com atacantes que possuem bombas no pé e por aí vai, então é melhor não falar nada.

Se tivesse que arriscar um palpite e tenho, diria que neste grupo dá Argentina e Bósnia. E fiquem atentos ao jogo Argentina e Irã, forte candidato a maior goleada da copa.

O sonho continua…

 

Infelizmente não foi desta vez que a seleção “vinotinto” conseguiu disputar a final de uma competição oficial. Os venezuelanos estão fora da final da Copa América.

Em um jogo em que as melhores chances foram criadas pela Venezuela, o Paraguai se classifica nos penaltis e pode ser campeão sem uma vitória sequer.

A Venezuela dominou todo o jogo enquanto a seleção paraguaia se acovardava jogando recuada e a espera de um contra-ataque que não aconteceu. Qualquer espectador  desavisado acreditaria que a seleção mais tradicional era a “vinotinto” já que os paraguaios limitavam-se a se defender.

Foram várias chances, com três chutes acertando a trave do goleiro paraguaio – dois destes chutes ocorreram já no tempo extra, e um gol anulado corretamente (embora tenha sido um lance em que normalmente os árbitros assistentes não percebem).

O Paraguai teve um atleta expulso, Jhonatan Santana após falta cometida em Rondon – embora o árbitro deveria ter expulsado também o paraguaio Dario Veron que agrediu Miku Fedor. Após a expulsão de Santana a Venezuela impôs seu melhor futebol porém não conseguiu transformar a superioridade em gol. O jogo se arrastou para os penaltis e brilhou a estrela de Justo Villar – goleiro paraguaio.

A nota triste por parte da seleção venezuelana, ficou por parte da briga generalizada depois do jogo.

A Venezuela, invicta até aqui, enfrenta no sábado a seleção peruana na disputa do 3º lugar da competição, e mesmo com derrota já garantiu sua melhor colocação na história da Copa América – a frente de potências do futebol mundial como Argentina e Brasil.

O sonho acabou? Não, logo após a disputa do 3º lugar a “vinotinto” focará suas atenções para conquista da inédita classificação a uma Copa do Mundo, já que a excelente campanha na Copa América faz com que todos acreditem que o sonho de disputar uma Copa do Mundo é um sonho possível.

O sonho continua…

 

Palmas para o futebol

Eu preferi não escrever logo depois do jogo de ontem porque fui pra balada não queria analisar o jogo sob fortes emoções.

Depois de sentar, respirar dar risada assistir ao jogo do Brasil de hoje, vibrar com a Venezuela, ler tudo o monte de besteira que foi escrito sobre o jogo de ontem, finalmente vou sair do muro formei uma opinião sobre a partida.

Não dá pra ficar analisando taticamente, jogo no qual sai gol aos 5 minutos de partida muda tudo, todo o planejamento que foi feito para os 90 minutos vai por água abaixo e as equipes vão se moldando conforme o desenrolar.

Acho que o Uruguai bateu muito e arbitragem foi complacente; o Messi começou muito bem e caiu, até porque é desesperador vê-lo tocando e ninguém devolvendo a bola redonda pra ela; o Forlán e o Suarez jogaram demais; o Musleira, historicamente frangueiro, teve sua noite de herói; o Tevez poderia ter feito aquele fol de falta e ser o herói da partida também; a Argentina não soube se aproveitar do jogador a mais; o Uruguai foi mais perigoso mesmo com jogador a menos; bola aérea na defesa argentina é certeza de emoção; o Lugano poderia ter feito um belo gol de cabeça por cobertura…

Percebem quantas emoções e possibilidade tivemos em 120 minutos de futebol? Isso, meus caros, é futebol (e não o papelão que a Seleção Brasileira fez hoje, viu, Neymar?). Um jogo eletrizante, tenso, polêmico, histórico, épico! Duvido que alguém tenha conseguido assistir ao jogo sem tomar partido por alguma das seleções, não dava para ver sem torcer. É por jogos como este que amamos o futebol.

Acredito que independente do resultado, das causas e consequências que a partida trará, quem ganhou ontem, abusando do chavão, foi o torcedor.

Este foi, para mim, disparado, o melhor jogo de 2011 até aqui. E vocês, o que acharam?

Não há mais bobos no futebol ou os bobos não são mais os mesmos?

A seleção venezuelana de futebol tem sido a maior surpresa nesta Copa América, principalmente depois do empate heroico com Paraguai no último jogo.

Neste jogo os “vinotintos” foram superiores  à seleção paraguaia durante todo o jogo. Já no começo do jogo a Venezuela fez um gol (um golaço na verdade) e dominou todo o jogo até que o Paraguai achasse o empate em um lance fortuito.

Depois do gol, a seleção venezuelana teve uma pane (o que acontece até em seleções mais tradicionais) e com isto sofreu a virada do Paraguai, que depois ainda ampliou para 3X1.

Mesmo com a classificação assegurada, os venezuelanos não se deram por satisfeitos e buscaram incessantemente o gol, encurralando o Paraguai em seu campo de defesa até conseguir o empate (2 gols nos 4 minutos finais – contando acréscimos) de forma cinematográfica com a assistência do goleiro Vega.

Com este resultado, a Venezuela, que ficou em segundo lugar do grupo pelo saldo de gols, enfrenta o Chile (talvez o melhor adversário possível por causa da tradição) e pode jogar de igual para igual e passar para a inédita semi-final.

Ainda que a seleção não consiga a classificação, há uma perspectiva positiva com relação às eliminatórias para Copa 2014 que pode dar a inédita classificação a uma Copa do Mundo.

A Copa América nos deixa uma dúvida: Não há mais bobos no futebol ou os bobos não são os mesmos?

Começa a copa América!

Não, meus amigos, não estou ficando louco.

Mas devemos esquecer tudo que (não) foi jogado até agora na Copa América. As seleções aproveitaram a primeira fase para ajustar suas equipes, e agora, a partir do mata-mata, é que veremos qual a real.

O técnico Argentino parece que assistiu ao nosso último Em Cima da Linha Ao Vivo, fez várias atuações e agora dá para dizer que pelo menos há um meio de campo decente.

Contra o Uruguai, muito difícil fazer alguma previsão, duas seleções grandes, com camisas de peso, história para contar.

O futebol uruguaio em ascenção, a Argentina em decadência…

Saindo de cima do muro, aposto em nossos hermanos, pela força da torcida e principalmente porque vi na entrevista coletiva de hoje um Messi que ainda pretende mostrar ao mundo que pode sim carregar uma seleção nas costas.

E do lado de cá da fronteira, o Brasil também vai se acertando contra adversários mais fracos (tão fracos quanto os adversários da anfitriã). Não vi se os cruzamentos permitem, mas tudo leva a crer que mais uma vez teremos uma final Brasil X Argentina!

 

O Grande desperdício

Quando fui convidado para acompanhar a seleção Argentina pela Copa América para o Em Cima da linha, fiquei extremamente feliz.

Não somente por ser torcedor dos hermanos, mas também por ter a oportunidade de acompanhar um dos ataques mais talentosos dos últimos anos.

Carlitos Tevez, Aguero, Milito e… Lionel Messi. Não tem como não ter uma bela expectativa com tantos bons jogadores (sobre Lavezzi, falo mais à frente).

Porém, ao analisar a primeira partida, a escalação, as alterações, cheguei À duas conclusões: 1 – a Argentina tem um sério problema tático; 2 – O técnico atual, Batista, consegue ser pior que Diego Maradona.

Historicamente, a Argentina joga com uma linha de 4 zagueiros (são raros os laterais que sobem), um volante muito marcador, que joga quase como zagueiro, e daí pra frente habilidade, toque de bola, cadência. Pois bem, a Argentina deste ano mantém os 4 marcadores lá atrás (Zanetti tem um ótimo apoio, mas raramente passa do meio de campo, pelo sistema montado e pela idade avançada), Mascherano no meio de campo, quase como um terceiro zagueiro, e na armação das jogadas… Banega e Cambiasso! Aí não dá. A bola simplesmente não chega no ataque, pois há um buraco enorme entre os volantes e os atacantes.

E é aí que entra o fanfarrão técnico argentino. ele escala Tevez pela ponta esquerda, ok. O mais sensato seria escalar Messi um pouco mais recuado, para jogar nas costas dos volantes adversários, e alguém enfiado, pode ser Milito, Aguero, até o Di Maria que é meia serviria ali. Mas ele escolhe a pior dentre as opções e escala Lavezzi, o “mirandinha argentino”. Ele é esforçado, corre, briga, mas… talento que é bom, nada né?

E assim, como quem brinca de escalar um time para o Cartola, o señor Batista faz o favor de desperdiçar uma das mais talentosas gerações de atacantes argentinos… lamentável.