Arquivo da categoria: Casos Curiosos

Pi pi pi pi pi

Certamente hoje o mundo ficou um pouco mais triste com a morte de Roberto Gomes Bolaños, o eterno Chaves, Chapolin, Doutor Chapatin, Chaparron, entre tantos outros personagens marcantes há tantas gerações e que certamente continuarão por muitas mais.

Aqui vamos deixar uma pequena homenagem a esse que sempre foi um apaixonado por futebol, sendo um grande fã do rei Pelé(que também anda mal de saúde, e fica a torcida pela sua melhora), jogador de futebol frustrado e torcedor fanático do América do México.

Para quem não sabe, o clássico episódio do cinema, onde ele fala “teria sido melhor ir ver o filme do Pelé”, é porque de fato existe esse filme! Por sinal um filme que o Pelé gravou com o Stallone, chamado “fuga para a vitória”

Para os curiosos sobre esse filme(que diga-se, já assisti e é muito bom, ainda mais pela história, que foi baseada em fatos reais, vale a pena ver), aqui tem mais detalhes sobre ele:

Fuga para a vitória – Sinopse

 
Diga-se também que no original, o filme ao qual ele se refere no cinema, chama-se “el chanfle”, que foi um filme que o próprio elenco do chaves atuou, onde ele fazia papel de um roupeiro do América-MEX.

Para quem tiver a curiosidade de ver(ainda não assisti, mas pretendo fazê-lo), segue o link do filme completo legendado:

 
Por sinal a fascinação dele pelo Pelé vem de tempos, inclusive ele quase chegou a atuar com ele no cinema, pois o rei do futebol chegou a procurá-lo, porém ele preferiu não levar o personagem Chaves ao cinema e acabou que isso só ficou no projeto.

Ele até chegou a ganhar uma camisa da seleção autografada pelo Pelé, que o deixou profundamente emocionado, tão fã que ele sempre foi do rei.

chaves camisa do pelé
Fica a saudade desse que tanto divertiu, e ainda diverte a gente na tv e o luto também do mundo do futebol pela perda de um de seus apaixonados torcedores.

 

Muito obrigado!

Alemanha, Santa Cruz Cabrália, Podolski e a Copa das Redes Sociais

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Grande constatação inquestionável hoje no mundo do futebol. Alemanha, tetra campeã, com futebol reverenciado, craques aclamados e um carisma que superou todas expectativas e se transformou em um dos maiores shows dessa copa do mundo de forma que o esporte mundial nunca viu. Foi a copa das Redes Sociais.

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Curiosidades – Maldição dos campeões mundiais europeus

Ano de 2014, copa no Brasil, Espanha eliminada na primeira fase e uma maldição que se iniciou com a França, continua a assombrar os times europeus: vencer uma copa do mundo e na seguinte dar vexame de ser eliminado na primeira fase em seu grupo.

Há alguma semelhança entre os casos? Ou seria apenas um novo tipo de praga a assolar os times europeus? Vamos analisar então cada um dos casos.
França

Em 1998:

O time base era: Barthez, Lizarazu, Leboeuf, Desailly, Thuram, Karembeu, Djorkaeff, Zidane, Petit, Deschamps e Guirvach.

Na copa – O time era excelente, porém o ataque como se nota era patético, pois quando o Guirvach não jogava, entrava o Dugarry, de nível muito contestável também e Henry e Trezeguet ainda estavam “verdes” nessa época.

Resultado – Campeã em 1998 em cima do Brasil por 3 a 0

Em 2002:

Grupo da França – França, Senegal, Uruguai e Dinamarca.

Time base era: Barthez, Thuram, Desailly, Leboeuf, Lizarazu, Petit, Vieira, Zidane, Djorkaeff, Henry e Trezeguet.

Na copa – O time que já era muito bom, conseguiu dois matadores de primeira linha, que vinham ainda em excelente fase na época e pegou um grupo que pelo nível do seu time não tinha nada de especial, pois contava com um Senegal novato, Uruguai com um time bem meia boca(se salvava o Recoba só) e uma Dinamarca que nem de longe lembrava a de 98, pois já haviam se aposentado os irmãos Laudrup e o Schmeichel.

Resultado – eliminada na primeira fase perdendo de 1 a 0 para Senegal, empatando em 0 a 0 com Uruguai e perdendo de 2 a 0 para a Dinamarca

zidane eliminado

Avaliação – O time chegou com excesso de confiança e muita, mas muita soberba e mesmo com uma seleção com totais condições de ganhar o título, acabou parando em um grupo médio, por simplesmente achar que poderia ganhar a qualquer hora. Os jogadores do time vinham em boa fase ou pelo menos em uma fase razoável e mesmo os veteranos(caso por exemplo de Desailly), não vinham comprometendo. Caso clássico do time que perde para ele mesmo.

 

Itália

Em 2006:

O time base era: Buffon, Cannavaro, Materazzi, Zambrotta, Grosso, Gattuso, Perrota, Camoranesi, Pirlo, Totti e Toni.

Na copa – Certamente um dos campeões de futebol mais feio das últimas copas(eu diria até mais feio que o Brasil de 94), parecia adepto do estilo “melhor ataque é uma boa defesa” e terminou campeão tendo levado apenas 2 gols(o que mostra que apesar de tudo foi muito eficiente), não para menos que nesse ano o zagueiro Canavarro foi eleito o melhor do mundo(com muita justiça diga-se, pois ele jogou demais). Vale destaque para Buffon, Totti e Pirlo, que fizeram excelente copa também.

Resultado – Campeã em 2006 nos pênaltis sobre a França.

Em 2010:

Grupo da Itália – Itália, Eslováquia, Nova Zelândia e Paraguai.

Time base era: Buffon, Zambrotta, Cannavaro, Chielini, Grosso, De Rossi, Camoranesi, Marchisio, Pirlo, Gilardino e Iaquinta

Na copa – Diferente da França, o time italiano, que já era feio, conseguiu ficar ainda pior, pois além de não ter conseguido renovar sua seleção(apostava ainda nas estrelas do título passado, que já não vinham mais em tão boa fase), além de ter perdido o pouco talento ofensivo que tinha, no caso com Totti. Pegou um grupo fraco, com a inexpressiva Nova Zelândia, a mediana Eslováquia e o bom time do Paraguai. Com um grupo desses, mesmo com o time meia boca que tinha, o mínimo era passar da primeira fase, nem que fosse para cair nas oitavas(haja visto que pegaria Espanha ou Suiça, que vinham com bons times).

Resultado – eliminada na primeira fase empatando em 1 a 1 com o Paraguai, 0 a 0 com a Nova Zelândia e perdendo de 3 a 2 para a Eslováquia.

buffon eliminado

Avaliação – Não dá para dizer que o time entrou com soberba como foi no caso da França, o time era simplesmente ruim, entretanto a eliminação não dá pra se justificar apenas por isso, pelo simples fato de que não caiu em nenhum grupo da morte ou coisa do tipo. Olhar seleção por seleção dá para dizer sem dúvida que foi um vexame maior que o da França, porém as condições para um bom papel eram muito piores que as do selecionado francês.
Espanha

Em 2010:

O time base era: Casillas, Sergio Ramos, Pique, Puyol, Capdevila, Busquets, Xabi Alonso, Xavi, Iniesta, David Villa e Pedro.

Na copa – Campeão daqueles que todo mundo considerava justo, talvez o primeiro em tempos(nem Itália, Brasil, França apenas para ficar nos últimos, tinham esse favoritismo). O time veio de uma conquista da euro, tirando a pecha de fúria amarelona e na copa, com o futebol que vinha de um período de sucesso destacado pelo Barcelona, que levou o “tiki-taka” para o mundo. Estilo muito eficiente, mas que eu particularmente acho extremamente tedioso. Foi muito eficiente durante toda a copa(apesar de um ou outro percalço), tanto que até a final tinha uma posse de bola muito superior a de todos adversários. Justo na época por sem dúvida ser o melhor futebol.

Resultado – Campeã em 2010 vencendo a Holanda na prorrogação por 1 a 0.

Em 2014:

Grupo da Espanha – Espanha, Holanda, Chile e Austrália.

Time base: Casillas, Azpilicueta, Sergio Ramos, Pique, Jordi Alba, Busquets, Xabi Alonso, Iniesta, Xavi, Pedro e Diego Costa.
Na copa – O time da Espanha nessa copa pode-se dizer um misto do que foram França e Itália, pois era um time envelhecido, com jogadores que foram destaque no mundial passado já não mais em tão boa fase(Xavi talvez seja o maior exemplo), além da soberba que dominava o time(Casillas chegou a declarar que estavam vindo para cá apenas para buscar a taça). O grupo mostrava ter sérios problemas de ego, além do notado problema do técnico de não mexer no time nas peças que já mostravam não estar rendendo, talvez por gratidão, talvez medo ou simplesmente teimosia. Perdeu de forma vexatória para a Holanda e ao tentar mudar um pouco o time para o jogo contra o Chile, numa tentativa desesperada de dar um chacoalhão no time, já era tarde… o time continuava insosso, foi dominado e perdeu.

Resultado – eliminada na primeira fase tendo perdido de 5 a 1 para a Holanda, 2 a 0 para o Chile e vencendo a Austrália na despedida por 3 a 0.
Avaliação – Despedida melancólica daquela que foi a melhor geração da história da Espanha. Jogadores como Fernando Torres, Villa e Pedro(um pouco menos o Villa) já vinham em má fase, ao contrário do Llorente e Negredo que fizeram boas temporadas pelos seus times. Xavi fez uma péssima temporada, diferente do Koke que foi dos destaques do Atlético de Madrid. Talvez levar algumas das peças, mas modificar o time titular como forma de deixar o time mais dinâmico seria uma excelente alternativa. O sistema de troca de passes nessa copa nada mais era do que um toca pra lá e pra cá sem objetividade nenhuma. Time lento onde jogadores pareciam achar que o time marcaria a qualquer hora e depois de ver que a coisa não era assim, sucumbiram ao nervosismo e da falta de alternativas, pois quando tiveram de sair da sua zona de conforto simplesmente não sabiam o que fazer.

Rogério Ceni – o MITO dos 1000 jogos

Presenciei boa parte dos mil jogos realizados pelo capitão Rogério Ceni na meta tricolor. Como já tenho mais de 30 anos, assisti jogos do Rogério desde os juniores, como no título da Copa São Paulo de 1993, vi seus jogos pelo “Expressinho” campeão da Conmebol de 1994, sofri no período em que diziam que ele nunca conseguiria um título de expressão pelo tricolor (culminando com o Paulistinha de 1998), tive o privilégio de vê-lo erguer por 3 vezes a taça de campeão brasileiro (2006, 2007 e 2008) e também as taças de campeão da Libertadores e Mundial (ambas em 2005).

Muitos jogos passam pela minha cabeça: a final do Mundial 2005 foi muito marcante, assim como o jogo do recorde de gols contra o Cruzeiro em 2006, uma das poucas notas 10 distribuídas pelo Prêmio Bola de Prata da Placar, o jogo do centésimo em 2011 contra o SCCP, mas a partida que considero a melhor atuação do MITO com a camisa tricolor foi a vitória épica contra o Rosário Central nas oitavas da Libertadores de 2004.

Esta era a primeira Libertadores do tricolor em 10 anos, desde a final de 1994, o tricolor não havia conseguido se classificar para o torneio mais desejado das Américas. O tricolor havia perdido o primeiro jogo em Rosário por 1X0 e precisava vencer por 2 gols de diferença para se classificar (não existia a babaquice do desempate por gols fora).

O tricolor saiu perdendo logo aos seis minutos do primeiro tempo, com um gol de Herrera, em uma besteira da defesa tricolor. O São Paulo se abateu com o gol, os argentinos pressionavam e o Rogério mostrava segurança quando era exigido. Aos 22 minutos o lance que poderia ser a redenção tricolor, pênalti (mal marcado) para o tricolor – o lance havia sido fora da área. Luis Fabiano bate e o goleiro defende a cobrança.

Aos 47, Grafite de cabeça empata o jogo. Ao final do primeiro tempo o tricolor não desce para os vestiários, e recebe as orientações do técnico Cuca no gramado do Morumbi.

No segundo tempo, o tricolor pressionou do inicio ao fim.  Perdia muitos gols até que aos 32 minutos, surge o gol mais sofrido que já vi, Grafite, de novo, aos trancos e barrancos faz 2X1.

O jogo foi para os pênaltis, logo na primeira cobrança Cicinho perde, os argentinos acertam 4 cobranças seguidas e o tricolor acerta as 3 seguidas com Grafite, Luis Fabiano e Fabão.

O jogo estava agora nas mãos e nos pés do capitão, ele precisa converter sua cobrança e pegar o pênalti seguinte para que o tricolor empatasse a disputa e levasse para as cobranças alternadas.

Ele bateu com maestria a sua cobrança e empatou a disputa. Na sequência com a frieza que só os grandes jogadores da história têm defendeu a 5ª cobrança dos argentinos no cantinho ­direito – é bom lembrar que ele não escolheu um canto e sim aguardou a cobrança e foi em direção da bola depois da cobrança direito – e manteve as esperanças dos tricolores.

Nas cobranças alternadas Gabriel fez para o tricolor e o MITO defendeu a cobrança do argentino, desta fez no canto esquerdo.

O São Paulo, infelizmente, não venceu aquele torneio, porém escolho este jogo como o jogo inesquecível do MITO, pois esta atuação fez com que os torcedores tricolores tivessem certeza que a trajetória de glórias do tricolor continuar.

Esta partida mostrou que Rogério Ceni é um excelente goleiro, embora seus feitos com a bola nos pés façam com que muitos críticos se esqueçam de suas qualidades debaixo das traves, um grande líder e principalmente um jogador capaz de mesmo nos momentos mais difíceis de uma partida de demonstrar a frieza necessária.

Hoje é dia de celebrar os 1000 jogos do maior e melhor goleiro da história do futebol brasileiro, de um jogador que honra a camisa que veste, de um vencedor (são 31 títulos com a camisa tricolor).

Portanto, torcedor tricolor no jogo de hoje no Morumbi esqueça as vaias, esqueça as fragilidades da equipe, a defesa de brucutus, o meio sem criatividade e o ataque que não faz gols. Celebre, aplauda, incentive e comemore no jogo de hoje.

Porque todos têm goleiro, nós temos Rogério Ceni!

Time do coração, amor à camisa e profissionalismo

O assunto do dia de hoje no futebol brasileiro foi: Kleber “O Gladiador”. Um dos ídolos do time do Palmeiras, e que foi revelado e criado durante nove anos no São Paulo, é na verdade corintiano. Ou era corintiano, pois foi divulgada pela torcida Gaviões da Fiel, imagem da ficha de inscrição do jogador quando ainda aos 18 anos, 10 anos atrás, se matriculou sócio da torcida.

No fundo, o que tudo isso significa? Nada. Mas em uma semana de clássico, Palmeiras x Corinthians, como se ainda precisasse disso, é mais um gás para apimentar a rivalidade.

Se pararmos pra pensar, quem em sã consciência alegaria que todos jogadores que defenderam São Paulo, Palmeiras, Corinthians e qualquer outro time grande, sempre torceram e torcem por esses times? É claro que com o tempo de casa, com as conquistas e com o respectivo sucesso, muitos abdicam de sua paixão de infância e criam sentimentos pelo clube em que defendeu a bandeira. Mas é claro que na grande maioria das vezes, os jogadores não trocam seu time de coração.

Quando crianças, por motivos de influência, de identificação, ou até mesmo sem explicação alguma, definimos um time a torcer, e quem realmente gosta de futebol, sabe que é quase, pra não dizer com certeza, impossível trocar de time em que gostamos e torcemos.  Mas o que isso influencia no rendimento do atleta? Em muitos casos, nada. E o caso do Kleber é um desses.

Qual Palmeirense não idolatra Kleber e sua garra, sua disposição e sua entrega dentro de campo? Creio que nenhum duvide de sua raça. Então qual é o problema dele torcer por esse ou aquele time? Pergunta feita em um programa de televisão hoje e que achei bastante pertinente. Vocês acham que ele não comemorará se fizer gol domingo no clássico? Tenho certeza que sim, e muito.

Outro caso exposto semelhante na mídia dias atrás, foi a exibição de uma foto do árbitro Marcelo de Lima Henrique com a camiseta do Flamengo. Foto essa já mostrada na grande rede desde o ano passado, mas neste caso específico, a torcida do Corinthians após um pênalti duvidoso marcado por ele em um jogo com o Atlético-MG, a utilizou como argumento para um possível favorecimento ao time carioca em plena disputa pela liderança do brasileirão com o alvinegro paulista.

Que juiz de futebol também tem paixão por algum clube, isso é inegável, mas até que ponto isso é relevante é uma questão a se discutir. Diferentemente do atleta, que veste a camisa de um time, seja o que ele torce ou não, o árbitro não pode de forma alguma ser influenciado por esse amor clubístico. E Marcelo de Lima Henrique não pode se dar ao luxo de vacilos como esse da exposição da foto. Uma pessoa com o cargo em que ele ocupa, muito mais que ser honesto, ele precisa parecer honesto. A Internet é um veículo de comunicação traiçoeiro, e personalidades públicas não podem esquecer de que é preciso privacidade total em certas situações particulares.

Situação semelhante vivem os jornalistas esportivos. Até que ponto pode-se declarar a qual time se tem simpatia? A partir do momento em que a exposição pública do clube do coração é notória, a imparcialidade do profissional da imprensa é posta muito mais em xeque do que os demais. Caberá a cada um comprovar sua qualidade profissional e cativar telespectadores, ouvintes e leitores, que mais do que nunca são influenciados por paixão, e com um grau de tolerância muito abaixo do comum com a imprensa.

No final das contas tudo não passa de uma luta diária para separar amor ao seu time de coração e sua profissão exercida. Todos nós apaixonados por futebol temos nosso clube do coração, só que 99% desses apaixonados não tem problema em declarar o seu amor exacerbado por um deles. Cabe aos privilegiados que podem ganhar sua vida e seu “ganha pão” através de uma função ligada a essa paixão, saber diferenciar o que acontece dentro e fora das 4 línhas.

 

 

 

 

 

 

 

 

L’Equip Petit – Quando competir realmente é o mais importante.

Navegando pelo blog do Leonardo Bertozzi (que teve a dica por Fernando Graziani) encontrei esse documentário que conta a história do time infantil Margàtania, composto por crianças de 2 colégios de Vilanova i la Geltrú, em Barcelona. No documentário os garotos explicam toda suas dificuldades de marcar gols e vencer jogos, além de mostrarem uma paixão e alegria pelo esporte que é admirável. Numa época onde o vencer a qualquer custo é o que vale e que tem que ser rival de tudo e todos esse vídeo serve como uma aula sobre o que é uma competição. http://youtu.be/TvLV5Iy6YDk

Sonhar não custa nada

A Venezuela acaba de se classificar para a semifinal da Copa América 2011. Depois de mais um jogo emocionante, desta fez contra o Chile a Venezuela em uma só competição iguala o número de vitórias conquistadas em todas as suas participações na Copa América e JÁ alcançou a MAIOR colocação do futebol venezuelano em todos os tempos.

A “vinotinto” dominou o primeiro tempo, envolvendo o Chile com seu toque de bola e sua objetividade (a Venezuela joga com a bola sem tocar de lado, verticalmente em busca do gol) e fez 1X0 quando já merecia estar vencendo.

No segundo tempo, a equipe estranhamente recuou em demasia, não conseguia encaixar nenhum contra-ataque e sofreu uma enorme pressão do Chile – foram 2 bolas na trave e diversas defesas do goleiro Vega – até sofrer o empate.

Com o jogo empatado a Venezuela voltou a jogar ofensivamente, e jogo ficou aberto com chances de ambas equipes, e em uma falha do goleiro chileno conseguiu o gol da histórica classficação.

Agora os venezuelanos enfrentam o Paraguai, que desclassificou o Brasil nos penaltis, e podem chegar à final já que na fase de classificação jogaram MUITO melhor que os paraguaios.

A Venezuela ser campeã é algo impossível? Não sei, até pouquíssimo tempo todos acreditavam que uma seleção brasileira perder 4 penaltis no mesmo jogo era impossível e aconteceu.

Da-lhe Venezuela! Em busca do título, porque sonhar não custa nada!

Em busca da melhor campanha de todos os tempos

Terei a gloriosa tarefa de escrever colunas sobre o desempenho da seleção venezuelana de futebol na Copa América 2011.

A seleção “Vinhotinto” que estréia no dia 03 de Julho contra o Brasil é a seleção com o pior desempenho na história da Copa América. São 14 participações, com:

49 jogos;

2 vitórias;

9 empates;

38 derrotas;

34 gols pró;

155 gols contra;.

 

Nesta edição da competição a Venezuela está no Grupo B, junto com Brasil (atual campeão), Equador e Paraguai.

Os jogadores venezuelanos, dirigidos por César Farías, permaneceram dez dias em um centro de treinamentos na cidade de Dallas (EUA) para se preparar para o torneio. A seleção continuará sua preparação em seu país na ilha de Margarita.

A lista com os 23 jogadores que viajam para a Argentina deverá ser anunciada somente hoje (27/06).

O objetivo da seleção “Vinhotinto” é realizar a melhor campanha da história do futebol venezuelano que foi um modesto 5º lugar em 1967 quando somente 6 países disputaram o torneio.

 

Los Angeles Galaxy Joga Segundo tempo inteiro com atacante como goleiro

No jogo da MLS entre Los Angeles Galaxy (1º da Conferência Oeste) contra o San Jose Eartquake (6º da Conferencia Oeste) em Santa Clara, Califórnia, o Galaxy conseguiu a proeza de perder seus 2 goleiros em um intervalo de 20 minutos,e o mais íncrivel, no primeiro tempo.
Tudo começou quando aos 20 minutos do primeiro tempo, o goleiro titular, o Jamaicano Donovan Ricketts, ao dividir uma bola com o atacante da equipe adversária se contudiu e precisou ser substituido, dando lugar ao goleiro reserva Josh Saunders.
Porém aos 42 minutos Saunders recupera uma bola recuada e no momento que procura qual jogador passar a bola, o atacante Steven Lenhart dá uma cabeçada na bola, que a tira do controle do goleiro, e Saunders ao se recuperar tenta dar uma cotovelada no atacante. O juiz, na minha opinião rigorosamente, resolve expulsar o goleiro e dar cartão amarelo ao atacante, por isso, como não tinha mais goleiros no banco, o time do Galaxy precisou colocar o atacante Mike Magee no gol, que lá ficou até o fim do jogo. Mesmo com o goleiro improvisado desde o fim do primeiro tempo, o time de Los Angeles não sofreu gols e a partida terminou 0 a 0.
Ja havia visto partidas em que algum jogador da linha precisou jogar no gol, porém não por tanto tempo e não me recordo de nenhum caso em que isso foi necessário por não haver mais goleiros no banco. Para quem ficou curioso veja os melhores momentos da partida, a contusão do goleiro titular, a expulsão do reserva e 2 defesas do atacante/goleiro: