Arquivo da categoria: EL na copa

Alemanha, Santa Cruz Cabrália, Podolski e a Copa das Redes Sociais

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Grande constatação inquestionável hoje no mundo do futebol. Alemanha, tetra campeã, com futebol reverenciado, craques aclamados e um carisma que superou todas expectativas e se transformou em um dos maiores shows dessa copa do mundo de forma que o esporte mundial nunca viu. Foi a copa das Redes Sociais.

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A vergonha

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Sim, eu me enganei. pra variar

Escrevi aqui neste texto, antes do jogo que a seleção brasileira não passaria mais vergonha na copa, que sem o Neymar o time ia melhorar, que íamos para a final e mais um monte de coisa que agora sabemos não fazer mais sentido algum.

Como explicar a derrota de hoje? A humilhação? Como explicar o inexplicável? Continue lendo A vergonha

Quando o bom jogador vira ídolo!

Brasil está na semi. Que bom! Neymar está fora da Copa. Perda irreparável. Muitos posts poderiam e serão escritos sobre o jogo.

Mas de tudo que aconteceu, uma cena me chamou a atenção. Um momento merece muito destaque. O momento da foto acima.

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França X Alemanha: Matem Minha Saudade

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Nestas quartas de final da Copa do Mundo do Brasil, França e Alemanha voltam a se encontrar em Copa do Mundo. Eu espero ansiosamente que estes jogadores, das duas equipes que entrarão em campo neste confronto tenham condições de diminuir minha saudade do futebol que vivi, ou melhor, sonhei, na Copa de 1982, aquela da inesquecível seleção brasileira de Zico, Falcão, Éder, etc.

Para os que não foram agraciados com a felicidade de viver

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QUARTAS DE FINAL DA COPA E AS SELEÇÕES DOS SONHOS

Estava eu olhando os confrontos das quartas de final da copa, e me peguei lembrando de grandes jogadores desses países. Me lembrei dos jogos de futebol no videogame onde eu podia montar o meu time e montar assim “o meu time dos sonhos”.  Resolvi então fazer uma lista com esses grandes nomes, e não é que me surgiu a idéia de montar uma “seleção do passado”, mas eram tantos nomes que acabei montando duas.

Separei por chaves. De um lado, Brasil/Colômbia/França/Alemanha e do outro, Holanda/Costa Rica/Argentina/Bélgica. Continue lendo QUARTAS DE FINAL DA COPA E AS SELEÇÕES DOS SONHOS

As camisas pesadas ainda entortam varal na copa do mundo

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Nessa copa do mundo de 2014 não tivemos nenhuma seleção que tenha se destacado 100% e atropelado todos adversários. Único time que não teve complicações sérias até aqui foi a Colômbia que ainda assim pegou um grupo C bastante fraco e um Uruguai derrubado pelo caso Suárez nas oitavas de final.

Porém, ainda assim vamos avançando as rodadas e o cenário continua o mesmo de outras edições anteriores de copa do mundo. As gigantes estão da mesma forma na disputa pelo título e os pequenos e médios vão caindo um a um ainda que os grandes tenham passado sufocos históricos e tenham contado com uma pitada absurda de sorte nos finais dos jogos.  Continue lendo As camisas pesadas ainda entortam varal na copa do mundo

O Estranho Ostracismo do sucesso

A seleção belga é cheia de talentos. Jogadores que tiveram excelentes temporadas na Europa, seja a última ou ainda a anterior. Ora, qual o resultado óbvio disso; criou-se, principalmente entre os jovens, uma expectativa muito grande em torno da sua participação na Copa.

Todos queriam ver Hazard, Lukaku, De Bruyne e até Courtois arrebentando no Brasil. E por isso, os “velhos de guerra” de Copa do Mundo taxaram a Bélgica de time de modinha. E decretaram o seu fracasso retumbante.

É impressionante como as pessoas adoram vaticinar o fracasso. Como se sentem confortáveis em afirmar qual será a decepção da Copa, que jogador “amarelará”. E o pior, têm um prazer sádico em dizer “eu avisei, viu como essa seleção aí ‘pipoca’; como esse jogador só se olha no telão”. Não consigo entender tal prazer.

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Um Resumo do Grupo H

Ao iniciar a cobertura do grupo H disse que tinha tudo pra ser o grupo mais divertido dessa copa, e agora posso dizer, nunca errei tanto. Com exceção de uma partida (Argélia X Coréia do Sul) todos os jogos foram mornos, muito abaixo do nível da copa e praticamente todas seleções desse grupo decepcionaram, com exceção da seleção Argelina. Vamos a uma analise de cada integrante do grupo: Continue lendo Um Resumo do Grupo H

Entrevistamos a psicóloga esportiva Fernanda Nascimento para entender o caso Luiz Suárez

Como já era esperado o jogador uruguaio Luis Suárez foi suspenso pela FIFA por 9 jogos e 4 meses devido a mordida que deu no jogador Chiellini na última partida uruguaia na primeira fase da copa do mundo contra a Itália.

Como o jogador é reincidente pela 3ª vez e mesmo depois de 2 punições ainda repetiu novamente o ato de violência, todo nos perguntamos o que leva um atleta profissional a repetir o mesmo erro diversas vezes mesmo que seja punido brandamente. Para tentar entender melhor o caso e obter algumas respostas, entrevistamos a psicóloga esportiva Fernanda Nascimento que deu a versão profissional do caso ainda que seja impossível uma avaliação clara e exata sem conhecer pessoalmente o atleta.

Em cima da Linha:  Bom dia Fernanda. Como podemos entender a atitude do Suárez de morder o adversário deliberadamente e pela 3ª vez na carreira? Existe alguma explicação para atos assim em decorrência da competição esportiva?

Fernanda Nascimento: Bom dia Diogo. De modo geral podemos encaixar a atitude de Suárez como uma agressão ao adversário e isso acontece com certa frequência em ambientes esportivos. Podemos atribuir manifestações de agressão nesse contexto a competição uma vez que machucar ou desestabilizar o adversário ‘favorece’ o jogador que pratica esses atos (obviamente se deixarmos certa ética de lado). Podemos aqui pensar os comportamentos indesejáveis que surgem quando colocamos o ‘ganhar a qualquer custo’ como objetivo. Acredito que a mordida chama a atenção, pois não é comum vermos isso em jogos de futebol, mas muitas outras agressões ‘sem sentido’ acontecem o tempo todo no esporte. E podem acontecer por uma intenção real de ferir o adversário ou como uma resposta do jogador sobre a qual ele tem pouco controle, ou seja, uma reação frente a um ambiente muito estressante que o faz perder o controle emocional – lembrando que frente a situações ameaçadoras nosso organismo responde lutando ou fugindo.

Em cima da Linha:  O fato dele já ter sido punido 2 vezes anteriormente e ter repetido o ato prova que há a necessidade de um tratamento psicológico e não apenas a punição esportiva?

Fernanda Nascimento: O fato de ele já ter sido punido duas vezes e ainda sim manter esse comportamento que, aparentemente, afeta sua carreira – e sua imagem – negativamente parece nos mostrar que ele não tem controle sobre isso e nesse caso o trabalho de um psicólogo poderia ajudá-lo. A psicologia aplicada ao esporte procura ajudar o atleta a se conhecer e ter maior controle de si; maior controle sobre seus pensamentos, emoções e comportamentos e a realização desse trabalho, buscando minimizar comportamentos indesejáveis através do autoconhecimento e autocontrole, poderia ser interessante para esse jogador nesse momento.

Em cima da Linha:  Você como psicóloga esportiva já presenciou outros casos semelhantes a esse? E como poderiam agir seleção e clube do atleta na busca de evitar novas ocorrências?

Fernanda Nascimento: Já presenciei casos de atletas que perdiam o controle emocional num momento de maior tensão do jogo ou em jogos mais decisivos e acabavam tendo comportamentos que prejudicam o seu desempenho e o do grupo. Nesses casos é importante identificar os comportamentos que atrapalham, discutir isso com o atleta e com o grupo (ás vezes eles não identificam o quanto comportamentos agressivos os prejudicam) e entender junto a eles o que tem levado esses comportamentos a acontecerem tanto em relação ao ambiente exterior quanto ao interior (emoções, pensamentos, etc.). Assim identificamos quando e porque os comportamentos indesejáveis acontecem e então podemos trabalhar para mudar as variáveis que fazem com que ele se manifeste. Com essa investigação criamos um plano de ação, mas o autocontrole que o atleta deve desenvolver para mudar tudo isso é um treinamento constante, em termos tanto emocionais quanto comportamentais.

Em cima da Linha:  A pressão e o stress que são submetidos os atletas tanto pela competição como pelas cobranças externas podem gerar atos extremos de violência e de ausência de controle emocional?

Fernanda Nascimento: Com certeza a pressão e o stress pode tornar a violência mais provável justamente pela dificuldade de se manter o controle emocional nessas situações. Mesmo no futebol de fim de semana podemos notar que as agressões (físicas ou verbais) aparecem em momentos mais ‘tensos’ do jogo; mesmo considerando que a pressão ali é quase inexistente. E todos nós já vivenciamos momentos de stress, no esporte ou fora dele, onde fomos ‘agressivos’ mesmo sem necessidade e sem tirar nenhuma vantagem disso. Como disse anteriormente em situações de ameaça (e perder na copa do mundo é uma ameaça bem grande) nosso organismo responde lutando ou fugindo e, portanto, ficar mais inclinado a agir de forma agressiva nessas situações é natural. Mas nós temos escolha. Não é sempre que ficamos irritados que precisamos gritar com as pessoas que estão por perto, ou seja, aprendemos ao longo da vida a entender e a controlar o que se passa dentro de nós e não reagir impulsivamente de acordo com o que estamos sentindo. Esse desenvolvimento de autocontrole é que pode impedir que atos violentos aconteçam mesmo em momentos de muita pressão e stress.

Em cima da Linha:  Esse ato repetitivo do jogador possibilita detectarmos algum trauma ou influência da infância do jogador por exemplo?

Fernanda Nascimento: É muito difícil detectar algo apenas por esse ato, mesmo ele tendo se repetido algumas vezes. Com certeza esse comportamento do jogador pode ter relação com alguma influência da infância porque aprendemos muitas das nossas formas de agir e encarar as situações quando somos pequenos, mas a dimensão dessa influência é difícil discernir. Ele pode ter aprendido quando criança que se deve ‘ganhar a qualquer custo’ (como muitos de nós aprendemos também no esporte e na vida) e se comportar assim até hoje, ou pode ter aprendido ainda pequeno a valorizar tanto a seleção de seu país que se descontrolou quando pensou que ela poderia ser eliminada, ou nada disso, é difícil dizer. Mas de qualquer maneira pensamentos, emoções e comportamentos que se manifestam hoje provavelmente trazem aprendizados da infância.

Para contatar a Doutora Fernanda Nascimento acesse: http://www.fernandanascimento.com.br/

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Eles estão chegando.

Escrevo este texto com um misto de felicidade e medo.

Não vou me alongar sobre o Grupo G, pois certamente o James fará isso aqui com muito mais conhecimento de causa. Quero fazer apenas um rápido comentário sobre a seleção dos EUA.

Eles por anos e anos ignoraram o futebol. Para eles, o futebol é um esporte praticado basicamente por mulheres. Porém, para quem está um pouco mais atento, há duas décadas o chamado esporte bretão vem crescendo muito na terra do Tio Sam.

Com a eliminação heroica (sim, uma eliminação pode ser heroica, quando frente a um adversário muito superior e vendida com muita braveza e dificuldade) na copa de 94 em pleno dia da independência, com um dos uniformes mais legais que já vi na história das copas, a impressão é que o esporte fosse deslanchar, mas demorou um pouco a mais.

O lendário jogador roqueiro Alexi Lalas na copa de 94.
O lendário jogador roqueiro Alexi Lalas na copa de 94.

Agora, com a chegada de grandes jogadores para a disputa da MLS e a participação de estado unidenses nos campeonatos europeus, é evidente o crescimento deles no cenário do futebol mundial.

O México, adversário tão temido por nós brasileiros, só veio para a copa devido a uma vitória dos EUA na última rodada das eliminatórias. Nesta copa, acredito que eles tenham chances de chegar às quartas, se bobear uma semifinal. Para as próximas duas ou três copas, acredito que estarão brigando pelo título.

O povo americano comprou a ideia do esporte, e como em tudo que os nossos vizinhos do norte participam, é para ganhar. A audiência na televisão já superou o baseball e o basquete, só falta ultrapassar a NFL. Para o jogo de hoje, foi decretado feriado para que o país pudesse acompanhar a luta contra a Alemanha.

Então, meus amigos, o recado está dado: eles estão chegando. E quando chegarem, quero ver segurar.

Barack Obama dando uma pausinha no trabalho para ver o jogo no Air Force One.
Barack Obama dando uma pausinha no trabalho para ver o jogo no Air Force One.