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Ranking das seleções da copa (por relevância dos jogadores na última temporada)

Meu último texto, que falava que a seleção brasileira não é mais a mesma, causou certa polêmica, porque a maioria não concorda que não temos mais jogadores de destaque ao redor do mundo como tínhamos antigamente… Pois bem, baseado nisso, resolvi montar um ranking de seleções, tendo como base o desempenho dos jogadores na última temporada. Para isso, é necessário considerar que:

– Este estudo é obviamente uma brincadeira e não tem valor científico;

– Variáveis importantes como a titularidade ou não de cada jogador em seu time e a participação ativa de cada um no sucesso (ou fracasso) do mesmo não foram consideradas;

– Estar em um time vencedor não significa que o cara é bom, e jogar em um time ruim não aponta o jogador como perna de pau;

– O peso de cada campeonato foi distribuído de forma subjetiva, de acordo com o que eu acho relevante – e aí cada um fica à vontade para concordar ou discordar.

Posto isso, vamos aos critérios. A pontuação foi atribuída para cada jogador, considerando o time que defendeu na última temporada. A referência utilizada para cada jogador foi o álbum oficial de figurinhas da copa, e para os jogadores que não estão lá, o São Google. (assim como a grafia dos jogadores e equipes também seguiu a do álbum). Por fim, utilizei a escalação de cada equipe no jogo de estreia na copa, por julgar que a partir dali os times podem ter sofrido por contusão e/ou suspensão. A única exceção foi o goleiro Buffon, da Itália, que não jogou a primeira partida mas creio que ninguém aqui tenha dúvidas a respeito de sua titularidade. Para cada campeonato, foram atribuídos pontos de acordo com a seguinte tabela:

Critérios para o ranking de seleções
Critérios para o ranking de seleções

Sem mais delongas, vamos ao resultado do nosso ranking: Continue lendo Ranking das seleções da copa (por relevância dos jogadores na última temporada)

A seleção brasileira não é mais a mesma

“Caos no transporte? Imagina na copa”.

“A seleção brasileira é sempre favorita quando entra em campo”.

Difícil de acreditar, mas essas duas frases costumam sair da boca de milhões de brasileiros. Sim, os mesmos brasileiros que Continue lendo A seleção brasileira não é mais a mesma

A Seleção da Copa: os melhores da primeira fase

Quem não quer um Messi, um Muller ou um Neymar em campo defendendo sua seleção? Na visão de muitos especialistas, os jogadores são craques e não ficariam de fora da lista de titulares.
Mas não é o que pensa a Fifa e seus patrocinadores. A entidade divulgou uma lista elaborada por um patrocinador que escala os onze titulares da Copa na primeira fase. O ranking aponta os melhores por posição em campo e é atualizado a cada rodada do Mundial.
Com notas 9,52 para Neymar (Brasil), 9,45 para Messi (Argentina) com e 9,12 para Müller (Alemanha), os artilheiros do Mundial ficaram de fora. .
A boa notícia, é que apesar do nosso artilheiro não ter sido escolhido, a Seleção Brasileira garantiu duas vagas com os zagueiros David Luiz e o capitão Thiago Silva.
A Seleção que representa a primeira fase da Copa do Mundo, de acordo com avaliação dos especialistas selecionados pelo patrocinador, ficou com Enyeama (Nigéria – nota 9,35), David Luiz (Brasil – 9,69), Van Buyten (Bélgica – 9,58), Thiago Silva (Brasil – 9,5) e Sakho (França – 9,47); James Rodríguez (Colômbia – 9,79), Perisic (Croácia – 9,74), Shaqiri (Suíça – 9,55) e Lahm (Alemanha – 9,33); Benzema (França – 9,65) e Robben (Holanda – 9,62).

Vale lembrar que em 2013, na Copa das Confederações, o primeiro lugar do ranking ficou o atacante Fred, que ao lado do espanhol Fernando Torres, foi um dos artilheiros da competição com cinco gols.

Entrevistamos a psicóloga esportiva Fernanda Nascimento para entender o caso Luiz Suárez

Como já era esperado o jogador uruguaio Luis Suárez foi suspenso pela FIFA por 9 jogos e 4 meses devido a mordida que deu no jogador Chiellini na última partida uruguaia na primeira fase da copa do mundo contra a Itália.

Como o jogador é reincidente pela 3ª vez e mesmo depois de 2 punições ainda repetiu novamente o ato de violência, todo nos perguntamos o que leva um atleta profissional a repetir o mesmo erro diversas vezes mesmo que seja punido brandamente. Para tentar entender melhor o caso e obter algumas respostas, entrevistamos a psicóloga esportiva Fernanda Nascimento que deu a versão profissional do caso ainda que seja impossível uma avaliação clara e exata sem conhecer pessoalmente o atleta.

Em cima da Linha:  Bom dia Fernanda. Como podemos entender a atitude do Suárez de morder o adversário deliberadamente e pela 3ª vez na carreira? Existe alguma explicação para atos assim em decorrência da competição esportiva?

Fernanda Nascimento: Bom dia Diogo. De modo geral podemos encaixar a atitude de Suárez como uma agressão ao adversário e isso acontece com certa frequência em ambientes esportivos. Podemos atribuir manifestações de agressão nesse contexto a competição uma vez que machucar ou desestabilizar o adversário ‘favorece’ o jogador que pratica esses atos (obviamente se deixarmos certa ética de lado). Podemos aqui pensar os comportamentos indesejáveis que surgem quando colocamos o ‘ganhar a qualquer custo’ como objetivo. Acredito que a mordida chama a atenção, pois não é comum vermos isso em jogos de futebol, mas muitas outras agressões ‘sem sentido’ acontecem o tempo todo no esporte. E podem acontecer por uma intenção real de ferir o adversário ou como uma resposta do jogador sobre a qual ele tem pouco controle, ou seja, uma reação frente a um ambiente muito estressante que o faz perder o controle emocional – lembrando que frente a situações ameaçadoras nosso organismo responde lutando ou fugindo.

Em cima da Linha:  O fato dele já ter sido punido 2 vezes anteriormente e ter repetido o ato prova que há a necessidade de um tratamento psicológico e não apenas a punição esportiva?

Fernanda Nascimento: O fato de ele já ter sido punido duas vezes e ainda sim manter esse comportamento que, aparentemente, afeta sua carreira – e sua imagem – negativamente parece nos mostrar que ele não tem controle sobre isso e nesse caso o trabalho de um psicólogo poderia ajudá-lo. A psicologia aplicada ao esporte procura ajudar o atleta a se conhecer e ter maior controle de si; maior controle sobre seus pensamentos, emoções e comportamentos e a realização desse trabalho, buscando minimizar comportamentos indesejáveis através do autoconhecimento e autocontrole, poderia ser interessante para esse jogador nesse momento.

Em cima da Linha:  Você como psicóloga esportiva já presenciou outros casos semelhantes a esse? E como poderiam agir seleção e clube do atleta na busca de evitar novas ocorrências?

Fernanda Nascimento: Já presenciei casos de atletas que perdiam o controle emocional num momento de maior tensão do jogo ou em jogos mais decisivos e acabavam tendo comportamentos que prejudicam o seu desempenho e o do grupo. Nesses casos é importante identificar os comportamentos que atrapalham, discutir isso com o atleta e com o grupo (ás vezes eles não identificam o quanto comportamentos agressivos os prejudicam) e entender junto a eles o que tem levado esses comportamentos a acontecerem tanto em relação ao ambiente exterior quanto ao interior (emoções, pensamentos, etc.). Assim identificamos quando e porque os comportamentos indesejáveis acontecem e então podemos trabalhar para mudar as variáveis que fazem com que ele se manifeste. Com essa investigação criamos um plano de ação, mas o autocontrole que o atleta deve desenvolver para mudar tudo isso é um treinamento constante, em termos tanto emocionais quanto comportamentais.

Em cima da Linha:  A pressão e o stress que são submetidos os atletas tanto pela competição como pelas cobranças externas podem gerar atos extremos de violência e de ausência de controle emocional?

Fernanda Nascimento: Com certeza a pressão e o stress pode tornar a violência mais provável justamente pela dificuldade de se manter o controle emocional nessas situações. Mesmo no futebol de fim de semana podemos notar que as agressões (físicas ou verbais) aparecem em momentos mais ‘tensos’ do jogo; mesmo considerando que a pressão ali é quase inexistente. E todos nós já vivenciamos momentos de stress, no esporte ou fora dele, onde fomos ‘agressivos’ mesmo sem necessidade e sem tirar nenhuma vantagem disso. Como disse anteriormente em situações de ameaça (e perder na copa do mundo é uma ameaça bem grande) nosso organismo responde lutando ou fugindo e, portanto, ficar mais inclinado a agir de forma agressiva nessas situações é natural. Mas nós temos escolha. Não é sempre que ficamos irritados que precisamos gritar com as pessoas que estão por perto, ou seja, aprendemos ao longo da vida a entender e a controlar o que se passa dentro de nós e não reagir impulsivamente de acordo com o que estamos sentindo. Esse desenvolvimento de autocontrole é que pode impedir que atos violentos aconteçam mesmo em momentos de muita pressão e stress.

Em cima da Linha:  Esse ato repetitivo do jogador possibilita detectarmos algum trauma ou influência da infância do jogador por exemplo?

Fernanda Nascimento: É muito difícil detectar algo apenas por esse ato, mesmo ele tendo se repetido algumas vezes. Com certeza esse comportamento do jogador pode ter relação com alguma influência da infância porque aprendemos muitas das nossas formas de agir e encarar as situações quando somos pequenos, mas a dimensão dessa influência é difícil discernir. Ele pode ter aprendido quando criança que se deve ‘ganhar a qualquer custo’ (como muitos de nós aprendemos também no esporte e na vida) e se comportar assim até hoje, ou pode ter aprendido ainda pequeno a valorizar tanto a seleção de seu país que se descontrolou quando pensou que ela poderia ser eliminada, ou nada disso, é difícil dizer. Mas de qualquer maneira pensamentos, emoções e comportamentos que se manifestam hoje provavelmente trazem aprendizados da infância.

Para contatar a Doutora Fernanda Nascimento acesse: http://www.fernandanascimento.com.br/

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Saldo da primeira fase da Copa do Mundo em São Paulo

A primeira fase da Copa do Mundo acabou hoje e já é possível analisar o que vem dando certo e o que não está dando tão certo assim.

Nesta análise vamos fazer um recorte do Mundial aqui em São Paulo. Em relação à ida e vinda para o Itaquerão, é sabido que as barreiras montadas pelo setor de Transporte impedem os carros não-credenciados de chegar no perímetro do estádio. Esta é uma operação importante e levada a sério pelos organizadores, o que faz com que o transporte público seja usado pela grande maioria, inclusive pelos turistas que estão surpresos pela limpeza, rapidez e pontualidade dos trens e metrôs. Além disto, funcionários do metrô especialmente treinados dão informações em inglês e espanhol nas estações.

Os copos promocionais da Coca-Cola e da Budweiser viraram os suvenires prediletos da galera e são disputados por todos. Alguns torcedores chegam a sair com mais de 10 copos na mão.

A segurança ao redor do estádio também tem sido eficaz e ostensiva. Rondas constantes são realizadas por todas as polícias.

Se temos muitos motivos para celebrar, por outro lado, a nossa não-fluidez em outras línguas tem surpreendido negativamente os turistas estrangeiros. Alguns encontram dificuldades para conseguir chegar, andar e sair do estádio. Na maioria dos casos, os voluntários é que precisam fazer o papel de tradutores.

Apesar de lindo, o estádio ainda não está 100%. A arquibancada provisória não inspira muita segurança. Quando chove, surgem várias goteiras no interior do local e por aí vai.

Outra coisa que não tem agradado são os preços dos produtos dentro do estádio (por exemplo: 10 reais um saco médio de pipoca e 8 reais um copo de refrigerante), isso sem falar nos produtos oficiais da loja da FIFA, onde um chaveiro custa R$ 20.

Outra coisa que não pegou muito bem é a FIFA não permitir visitas dentro do estádio em dias de não-jogos. Muitos torcedores que não conseguiram ingressos para a partida vão até a porta do estádio para tirar fotos e conhecer a dependência da Arena São Paulo mas se decepcionam ao descobrir que a entidade não libera a visita. Para piorar, as tais lojas oficiais só abrem em dias de jogos e dentro do estádio e só pode ser visitadas por quem tem ingresso, o que frustra quem quer voltar para casa com uma pequena lembrança.

Mas inegável mesmo é a interação que se vê por todos os lados da cidade. Os comércios estão lotados de turistas encantados com a simpatia dos brasileiros. E tudo vira motivo de farra e festa. Para coroar tudo isto, uma chuva de gols marcados pelos nossos craques promete deixar saudades pelos próximos quatro anos.

Eles estão chegando.

Escrevo este texto com um misto de felicidade e medo.

Não vou me alongar sobre o Grupo G, pois certamente o James fará isso aqui com muito mais conhecimento de causa. Quero fazer apenas um rápido comentário sobre a seleção dos EUA.

Eles por anos e anos ignoraram o futebol. Para eles, o futebol é um esporte praticado basicamente por mulheres. Porém, para quem está um pouco mais atento, há duas décadas o chamado esporte bretão vem crescendo muito na terra do Tio Sam.

Com a eliminação heroica (sim, uma eliminação pode ser heroica, quando frente a um adversário muito superior e vendida com muita braveza e dificuldade) na copa de 94 em pleno dia da independência, com um dos uniformes mais legais que já vi na história das copas, a impressão é que o esporte fosse deslanchar, mas demorou um pouco a mais.

O lendário jogador roqueiro Alexi Lalas na copa de 94.
O lendário jogador roqueiro Alexi Lalas na copa de 94.

Agora, com a chegada de grandes jogadores para a disputa da MLS e a participação de estado unidenses nos campeonatos europeus, é evidente o crescimento deles no cenário do futebol mundial.

O México, adversário tão temido por nós brasileiros, só veio para a copa devido a uma vitória dos EUA na última rodada das eliminatórias. Nesta copa, acredito que eles tenham chances de chegar às quartas, se bobear uma semifinal. Para as próximas duas ou três copas, acredito que estarão brigando pelo título.

O povo americano comprou a ideia do esporte, e como em tudo que os nossos vizinhos do norte participam, é para ganhar. A audiência na televisão já superou o baseball e o basquete, só falta ultrapassar a NFL. Para o jogo de hoje, foi decretado feriado para que o país pudesse acompanhar a luta contra a Alemanha.

Então, meus amigos, o recado está dado: eles estão chegando. E quando chegarem, quero ver segurar.

Barack Obama dando uma pausinha no trabalho para ver o jogo no Air Force One.
Barack Obama dando uma pausinha no trabalho para ver o jogo no Air Force One.

A Esquizofrenia Uruguaia

Suárez mordeu Chiellini! Não se discute isso. As imagens são claras.

No entanto, os uruguaios, ao se negarem em ver o óbvio, conseguem partir de seleção mais querida por todos, para a seleção mais odiosa por muitos. E não pela mordida do seu melhor jogador, mas pela reação de todos em face da provável e necessária punição.

Para dar uma ideia do que os nossos vizinhos têm vociferado, separei algumas declarações. Segundo jornal uruguaio a mordida teria sido “photoshopada”; para Lugano, não houve mordida, a imprensa mundial se virou contra o Uruguai; Tabarez, o técnico, afirmou tratar-se de um campeonato de futebol que não poderia ser substituído por moralidade barata; Luiz Suárez teve o despeito de mandar uma carta a Fifa e dizer que não mordeu o jogador italiano.

Sim, não foi o ato em si que espanta, são tais declarações, são essas distorções da realidade que impedem, qualquer ser humano em sã consciência de defender tais atitudes.

O caso ultrapassou as barreiras do futebol e foi lido na ESPN Brasil hoje pela manhã, declaração do presidente do Uruguai, o muito elogiado José Mujica, que teria dito, em outras palavras, que caso Suárez seja punido pela imagem da televisão, então muitos pênaltis teriam que ser dados, que o futebol não pode ter esse tipo de influência. Continuou dizendo que não queria Suárez para filósofo, mas era um grande jogador de futebol.

Não é novidade um chefe de Estado abrir a boca para falar de futebol e proferir bobagens. E não creio nem que tais declarações mereçam resposta. Essa discussão foi encerrada em 1994 já, com Tassotti.

De novo, não devemos nem entrar no mérito do tamanho da punição, deva ela ser de 2, 4, 6 ou 1 jogo, o fato é que em um lance fora da disputa da bola, um jogador foi por trás de outro e o mordeu. Simples assim.

Seja ele uruguaio, brasileiro, ganês ou espanhol, tem que ser punido, é contra as regras do jogo, é conduta tipificada e que merece uma sanção disciplinar.

Essa tentativa de criar guerra contra o mundo, todos contra nós, para assim unir o grupo, é velha, e não funciona. Ganha campeonato time que joga bem, isso sim ganha título. Ganha sim uma antipatia tremenda. É patético, é ridículo e quem faz tal coisa não merece respeito futebolístico.

Não se pode confundir garra com mordida. Desculpem-me, uma coisa não tem nada a ver com a outra. E caro Lugano, se falamos mais da mordida do que da vitória do Uruguai, culpe seu colega de time, não os espectadores, torcedores e o jornalista que lhe fez a pergunta na coletiva. A comparação também com outros lances é uma tentativa infeliz e desesperada de distorcer a realidade.

Uma pena, até ontem, torcia muito para a celeste ir longe, mas não dá, com ou sem Suárez, a Colômbia tem que vencer.

 

Foi bom, pero no mucho.

E acaba de terminar a primeira  fase para os times do Grupo F.

Argentina, com 9 pontos, e Nigéria, com 4, são as equipes classificadas. A Bósnia com 3 e o Irã com 1 voltam para casa.

Se por um lado os eliminados saíram até melhor que o esperado (Se bem que achei que a Bósnia classificaria), Argentina e Nigéria ficaram devendo nesta primeira fase.

Por um lado, os hermanos mostraram uma excessiva dependência de Lionel Messi. Para se ter uma ideia, dos 6 gols marcados pela Argentina, 4 foram de La Pulga, e um foi contra. Ou seja, apenas um gol foi marcado por outro jogador de nossos vizinhos-irmãos. Porém, refletindo um pouco mais profundamente, talvez seja melhor ter um Messi de quem depender, e ele corresponder, do que não ter nenhum talento no time ou os talentos não fazerem o que deles se espera. Vejo a situação da Argentina muito parecida com a de Portugal, com a diferença de que o Cristiano Ronaldo não está conseguindo render, fisicamente.

messi2

De qualquer forma, as dificuldades da defesa argentina bem como a armação deficitária são evidentes, e no confronto da próxima fase, muito provavelmente com a Suíça, prevejo dificuldades.

Já a Nigéria, conforme falei aqui, demonstrou a mesma dificuldade das outras seleções africanas, com uma generalizada falta de talento, habilidade e criatividade. Classificou-se mais pela inocência da Bósnia, que poderia ter vencido o confronto direto, do que por méritos. Acredito que seja saco de pancadas para a França, e pode consagrar o Benzema na artilharia.

Agora é esperar os jogos do final da tarde para ter a confirmação dos adversários. Mas pelo que mostraram na primeira fase, os times do grupo F têm muito com o que se preocupar, e ainda bem que a partir das oitavas-de-final as coisas podem mudar completamente.

Saldão do C e, “há uma Colômbia no meio do caminho”.

Como eu disse antes da Copa, o grupo C foi, seguramente, um dos grupos mais disputados dessa primeira fase.

O Japão foi frágil em todos os sentidos. A seleção japonesa não mereceu em momento algum ir além.  Até começou ganhando o seu primeiro jogo, mas nada que pudesse animar.

Por outro lado, tivemos mais do mesmo. Costa do Marfim decepcionou. Menos pela não classificação, mais pelo futebol (não) apresentado. E a Grécia, ah a Grécia… Confesso que não é um futebol que me encha os olhos, mas é impressionante a consciência desse time.

Se algum dia a Grécia tiver uns 4 jogadores muito bons, não sei não. Foram surrados pela Colômbia, não fizeram nada contra o Japão, mas a partir do momento que precisavam apenas vencer da Costa do Marfim, jogaram em cima a partida inteira e mereceram a classificação.

Esse é o resumo do que foi o Grupo C. Mas ele foi muito mais, aliás, a Colômbia foi muito mais.

Fernando já disse isso em seu post mais recente e eu concordo, a Colômbia é a seleção que apresentou até agora o melhor futebol dessa Copa. E o argumento da fragilidade dos adversários não cabe.

Não creio que a Colômbia seja campeã, na verdade imagino que ela pare nas quartas-de-final, se ela passar do Uruguai, é claro. Mas o futebol mais divertido de se ver, rápido, habilidoso e ofensivo, sem dúvida nenhuma é o colombiano.

Cuadrado (foto do post), James Rodríguez (já citei aqui duas vezes), Quintero e mais a frente, especialmente, Jackson Rodriguez, têm nos dado motivos ainda maiores de ficarmos na frente da tv nos jogos colombianos.

Antes da Copa começar, escrevi que a Colômbia não passava das oitavas, e ainda hoje, depois de tudo que o time vem jogando, não vejo ela como favorita contra o Uruguai. Mas tem time, e pode sim, passar.

E aí, Chile e Brasil já sabem, se não se cuidarem, terão uma Colômbia pelo caminho. E pelo que está jogando, é uma pedra grande demais no sapato de qualquer um dos dois.

 

 

6 motivos que provam que a Colômbia é a grande seleção da copa

Resolvi passar aqui rapidinho para elencar cinco motivos pelos quais a Colômbia é a grande seleção dessa copa. Eis:

1 – Futebol

Eu sei, deveria ser motivo mais do que suficiente, mas não é. A Colômbia ganhou os três jogos da primeira fase (ok, grupo fraco, eu sei, mas ganhou com autoridade) jogando um futebol que enche os olhos. Com um time muito rápido e habilidoso, os colombianos têm envolvido a marcação adversária e dado verdadeiras aulas de contra ataque.

2 – Torcida

Tem sido fantástico em todos os jogos o número de colombianos presentes. Conforme já disse aqui, para o jogo de hoje os torcedores estavam desde sábado no aeroporto de Cuiabá. Em quantidade, em animação e beleza a torcida colombiana está ganhando de goleada.

3 – Pablo Armero

É a grande figura dessa copa. Duvido que vocês estejam vendo os jogos da Colômbia sem aguardar ansiosamente pelas comemorações, lideradas pelo autor do famoso “Armeration”. Independente da qualidade técnica, que é discutível, não há como negar que é extremamente carismático.

4 – Mondragon

Quarenta e três anos de idade, recordista em longevidade em jogos de copa. Quem viu o jogo agora há pouco certamente se emocionou com a entrada do goleiro, sendo homenageado e aplaudido até pelos adversários japoneses – e ainda deu tempo para fazer uma grande defesa.

5 – Romarinho

Cuadrado, com suas madeixas à la Romarinho, é no mínimo um personagem interessante, não só pelo futebol mas pelas piadas futebolísticas que proporciona pela semelhança com o atacante corintiano.

Separados pelo nascimento?
Separados pelo nascimento?

6 – Shakira

Uma imagem vale mais que mil palavras.

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