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A final da Copa do Brasil e o grande duelo de 2014: Cruzeiro x Atlético-MG

Assistimos na última quarta a dois confrontos épicos e que credenciaram ainda mais as duas equipes a essa final que, exceção aos torcedores dos times derrotados(caso de Flamengo e Santos), todos queriam ver nessa Copa do Brasil: Cruzeiro x Atlético-MG

Sem dúvida nenhuma será a final daqueles que tem jogado o futebol mais vistoso, além dos times que podem ser considerados os melhores do Brasil na atualidade, sendo que o Cruzeiro é atual campeão brasileiro, mineiro e segue para o bi do nacional, enquanto o Atlético-Mg, o último campeão brasileiro da libertadores, campeão da recopa, além de estar entre os 4 primeiros do brasileiro.

O que mais impressiona ao se analisar ambos os times, é que muitos dos jogadores chegaram com status de “refugos” de outros times, porém o rendimento deles lá é algo que impressiona.

Peguemos por exemplo os dois maiores destaques de ambos, casos de Diego Tardelli e Everton Ribeiro.

O primeiro era aquele jogador que sempre se esperava algo, mas quando parecia que ia, não ia. Teve uma boa primeira passagem no time mineiro(quando sua carreira começou a recuperar), foi para fora, voltou e desde então tem jogado um futebol que salta os olhos, tamanha qualidade, não para menos foi chamado para a seleção e ainda decidiu no clássico contra a Argentina, está jogando demais!

O segundo apareceu com alguma expectativa no Corinthians, porém não deu certo, foi descartado para o Coritiba, onde começou a render e o Cruzeiro resolveu apostar nele, aposta muito certeira, diga-se. Foi o melhor do time no título brasileiro do ano passado, vem sendo um dos destaques esse ano novamente(apesar de não estar com o mesmo nível de 2013) e também conseguiu uma convocação para a seleção. Entrou bem, mas ainda é difícil saber se ele terá carreira longa no time do Brasil.

Isso sem contar tantos outros jogadores, como Borges, Dagoberto, Nilton, Marquinhos(aquele ruim que jogou no Palmeiras mesmo), Léo(outro pereba ex-palmeiras). Já no lado do galo podemos colocar o Leonardo Silva, Pierre, Jô(apesar de ter saído agora no fim do ano, ainad teve grande participação na campanha do time), Maicossuel, entre outros.

Os dois times tem como principal característica jogar um futebol mais ofensivo, sempre em busca do gol, o que foge a regra dos times brasileiros em geral, que privilegiam a defesa, para depois ver se sai algum gol. Não chegam a ter uma defesa horrível, mas seguem mais a lógica do “tomo 3, mas marco 4”

O Cruzeiro teve uma campanha com menos percalços que o galo(pegou alguns times mais fracos e atropelou sem dó, exceção ao ABC, que tomou certo sufoco), porém contra o Santos chegou a estar eliminado durante parte do segundo tempo e conseguiu buscar o empate mesmo jogando na Vila Belmiro. Mostras também do poder de reação do time.

Já o Atlético-Mg… Bom o time do galo foi responsável por dois dos momentos mais épicos do futebol nacional neste ano. As viradas que ele conseguiu em casa contra Corinthians e Flamengo, são daqueles momentos que tanto vem rareando no Brasil, de que o futebol daqui ainda pode ser emocionante. Foram grandes partidas, que mesmo sem torcer para nenhum dos times, você ficava tenso junto. Além do que, a torcida mostrou sua força e sem dúvida empurrou o galo para essa final, igual em 2013 na libertadores, onde o time sempre conseguia reagir em casa.

Eu ainda cito mérito dos técnicos, um que chegou sem muito holofote, caso do Marcelo Oliveira, que atualmente é disparado o melhor do Brasil e o Levir Culpi, que sempre achei uma porcaria de técnico, mas que faz um trabalho no galo realmente impressionante. Tirou o Ronaldinho Gaúcho e acertou o time para que ele continuasse rendendo mesmo sem seu maior astro(que estava em queda, diga-se).

Não bastasse tudo isso, ainda tem a rivalidade local, que com os times em ótima fase, fica ainda mais acentuada. É o tipo de jogo que se o cara já entra para ganhar, só por ter o prazer de vencer em cima do maior rival, entra com vontade dobrada.Uma pena não se ter o estádio dividido, faria do espetáculo ainda mais bonito, então os times que se preparem, pois a pressão não será pouca para nenhum deles quando forem visitantes.

Um palpite? Acredito que pelos jogos das fases anteriores, o vencedor será o Atlético-MG, porém clássico é praticamente impossível dar um prognóstico.

Por tudo dito aqui, é uma final que certamente entrará para a história e que todo amante de futebol, está proibido de perder!

A coisa ficou preta para o Grêmio

Ontem foi um dia histórico no futebol brasileiro, pois o Grêmio foi julgado pela acusação de racismo de sua torcida, depois das muitas ofensas proferidas ao goleiro Aranha e foi punido com a eliminação da Copa do Brasil, ainda tomou mais uma multa. Os outros punidos foram os torcedores identificados, que levarão um gancho de 720 dias sem poder ir ao estádio acompanhar qualquer jogo que seja do Grêmio, além de o juiz ter sido suspenso por 90 dias e o bandeirinha por 60.

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Copa do Brasil – oitavas de final

Depois das zebras da semana passada, onde Inter, Fluminense e São Paulo saíram de forma patética da Copa do Brasil(difícil dizer qual delas foi mais ridícula, apesar de eu achar que foram os 5 a 2 do Flu em casa), foi feito o sorteio com os 10 times classificados, mais os 6 oriundos da libertadores.

Agora analisaremos os confrontos e ver quais as maiores chances de classificação de cada um deles:

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Precisava parar

cansado

13 de Julho de 2014.

A Alemanha bate a Argentina no Maracanã e é coroada como a grande campeã do mundo.

16 de Julho de 2014.

O Campeonato brasileiro tem o início de sua décima rodada.

É demais, meus amigos. Hoje teremos vários jogos importantes pela Copa do Brasil, o segundo campeonato mais importante do país. E a verdade é que ninguém está ligando pra isso. Continue lendo Precisava parar

BI-CAMPEÃO

Finalmente!! Depois de tempos difíceis, finalmente o Palmeiras retoma sua devida posição de protagonista no cenário nacional e conquista pela segunda vez a Copa do Brasil, depois de um empate em 1 a 1 com o Coritiba no Couto Pereira.

Acredito que fui um dos poucos que desde o começo acreditava nessa conquista. Mesmo quando o time desandou no Paulista, culminando em uma eliminação ridícula contra o Guarani, eu via um time diferente na Copa do Brasil, pois ele seguia jogando com segurança, e se impondo contra seus adversários, tal qual a campanha mostra:

Primeira fase:

Coruripe 0 x 1 Palmeiras Palmeiras 3 x 0 Coruripe

Segunda fase:

Horizonte 1 x 3 Palmeiras(se classificou por marcar 2 na casa do adversário)

Oitavas de final:

Paraná 1 x 2 Palmeiras Palmeiras 4 x 0 Paraná

Quartas de Final:

Atlético-PR 2 x 2 Palmeiras Palmeiras 2 x 0 Atlético-PR

Semi-Final:

Grêmio 0 x 2 Palmeiras Palmeiras 1 x 1 Grêmio

Final:

Palmeiras 2 x 0 Coritiba Coritiba 1 x 1 Palmeiras

O time por diversas vezes foi desacreditado no torneio. Nas quartas quando o Atlético-PR vinha de uma classificação em cima do Cruzeiro, consideravam imenso o risco do Palmeiras cair. Chegando na semi, tratavam o Grêmio como bicho-papão e na final o Coritiba como o time de melhor futebol, porém o Palmeiras soube jogar com raça, até quando não apresentou um bom futebol(caso do primeiro tempo contra o Coritiba por exemplo) e assim trazer mais essa conquista para o clube.

Muito mais do que o título em si, o resgate da força do clube que é o maior campeão de torneios nacionais(10 títulos) e a prova de que quando se tenta fazer um pouco a coisa certa, o time anda.

Fundamental para essa conquista, a entrada do César Sampaio como diretor, que deu mais tranquilidade ao Felipão, o afastamento do Frizzo dos holofotes, e claro as boas contratações que o clube fez.

Chegaram: Juninho Barcos Artur Daniel Carvalho Mazinho Wesley(coloco na lista pela qualidade da contratação) Roman Fernandinho

Alguns com menos chance(caso dos dois últimos), mas que mesmo quando entraram não comprometeram. Os outros ou são titulares absolutos, ou jogam com grande frequência e esse simples aumento de opções já mudou a cara do time, que passou a ter mais opções de jogo, de criação e até a chegada de um homem-gol(Barcos).

O time em nenhum momento deixou de ser um dos maiores do país, porém a própria falta de títulos acaba trazendo mais pressão aos jogadores, que muitas vezes são perseguidos injustamente(caso do Luan por exemplo) por aquela necessidade de uma conquista importante. Conquista essa que veio nessa quarta.

Dizer que o time agora é forte e que é favorito ao Brasileirão seria absurdo. O time ainda tem carências e precisa qualificar mais o elenco. Ainda falta um reserva a altura do Barcos, um meia que possa ou jogar junto com o Valdívia ou substituí-lo, um volante para a reserva do Henrique e talvez um zagueiro(não confio no Leandro Amaro). Ver a diferença em relação ao ano passado(quando faltava praticamente tudo no time, que ainda contava com a má fase de diversos jogadores do elenco) é a clara mostra da evolução do time.

Acho que vale destacar alguns jogadores que tiveram um destaque especial nessa conquista:

– Barcos: fundamental em diversos jogos(que infelizmente não pode jogar na final por uma apendicite), fez gols fundamentais e foi decisivo principalmente contra o Grêmio.

– Henrique: talvez a mais grata surpresa, pois ele vinha bem como zagueiro, mas como primeiro volante está com atuações muito acima da média. A escalação dele nessa posição foi o verdadeiro salto de qualidade do time, que passou a ter uma marcação mais forte e uma saída de bola muito mais qualificada(ele faz ambos muito melhor que o Márcio Araújo).

– Bruno: Entrou no lugar do Deola que vinha em péssima fase e assumiu com segurança a titularidade. Apesar de falha ou outra, ele transmite muito mais segurança a defesa e principalmente na primeira partida da final, fechou o gol.

– Mazinho: Ótima peça para o elenco, entrou contra o Grêmio e abriu caminho para a vitória, contra o Paraná marcou duas vezes e na segunda partida da final foi responsável por diversas jogadas de perigo e pelo lance da falta que originou o gol.

– Valdívia: Foi decisivo contra o Grêmio, quando entrou e marcou, contra o Coxa até ser expulso, era o responsável pela criação e jogadas de perigo do time, tendo inclusive marcado o primeiro gol do jogo.

– Marcos Assunção: Como disse o Marcos quando parou “vou deixar o time nas mãos de outro Marcos” e ele assumiu a faixa de capitão e foi de fato a experiência que conduziu o time até a conquista. Suas bolas paradas mortais(os 3 gols contra o Coritba saíram de lances cobrados por ele) e sua liderança em campo, sabendo acalmar o time quando necessário, foram fundamentais para a conquista.

Uma menção honrosa ao Luan, que durante quase 25 minutos jogou praticamente com uma perna só, já que ele havia sentido uma fisgada na coxa em uma dividida, mas como o Palmeiras já tinha feito as 3 alterações, o time ficaria com 10 e ele para não prejudicar o time, ainda se sacrificou e conseguiu até roubar bolas e puxar contra-ataques, cavar faltas. Foi algo realmente de se orgulhar ver a entrega do jogador, que sempre é tão criticado, mas que nunca pode dizer que faltou amor a camisa, pois ele sempre se entrega quando entra em campo.

A partida em si mostrou um Palmeiras muito seguro na defesa e que depois de poucos minutos de empolgação do Coritiba, equilibrou e levou até mais perigo. Sofreu um gol no segundo tempo em uma falta boba, mas soube manter a calma e empatou com Betinho pouco depois. A prova da eficiência defensiva do time, foi a diferença de desarmes(54 a 9) em relação ao Coxa.

O futuro: acredito que o time jogue por uma posição segura no Brasileiro e que entre para ganhar na Sul Americana. Acho que habituar os jogadores a disputas internacionais é bem interessante, para poder fazer uma boa Libertadores no ano que vem.

No mais, parabéns ao Palmeiras, campeão invicto com todos os méritos da Copa do Brasil 2012.

Falta um!

Apesar dos desfalques e da expulsão estúpida do Valdívia, o Palmeiras deu um passo importantíssimo para a conquista do título da Copa do Brasil, ao vencer em casa o Coritiba por 2 a 0.

O time contou com um desfalque de última hora, pois o Barcos com um problema de apendicite, acabou inclusive por operar horas antes do jogo, sendo desfalque nesse e muito provavelmente no próximo.

Indo para o jogo, primeiro ressaltar o comportamento excepcional da torcida: apoiou o jogo inteiro, fez uma bela festa antes do início da partida, não cornetou e mesmo quando o time sofria pressão, não deixava de incentivar. É assim que uma torcida tem de se comportar, ainda mais em uma final.

A partida não mostrou nem de longe das melhores atuações do Palmeiras, pelo contrário, o time sentiu muito a falta tanto do Henrique, como do Barcos e tinha problemas na saída de bola e também no setor ofensivo, onde o Betinho apesar de esforçado, não conseguia abrir espaços como o Barcos. O Coritiba aproveitou essa desorganização e teve até chances de abrir boa vantagem, porém parou no Bruno, que teve noite inspiradíssima.

O Palmeiras quando começou a se ajeitar, teve no Valdívia seu grande destaque, pois ia buscar jogo, criava e até cavava algumas faltas e tomou amarelo em um lance besta onde ameaçou jogar uma bola(cartão desnecessário, não era pra amarelo isso). Quando o jogo se encaminhava para um empate, em um lance de falta, agarraram o Betinho na área e no pênalti o Valdívia abriu o placar.

Segundo tempo contou com um Palmeiras muito mais organizado, tendo de novo o Valdívia como cérebro do time, organizando o time e não tardou a sair o segundo gol: falta que Marcos Assunção cobrou e, contando com um desvio de Lincoln, Thiago Heleno marcou o segundo de cabeça.

Chegou o momento inexplicável: o Valdívia sem razão acerta o jogador do Coxa, toma outro cartão e é expulso. O time então acabou por se fechar atrás e mesmo sofrendo grande pressão do Coritiba(até um pênalti não marcado em cima do Tcheco) o Palmeiras segurou a vitória sem sofrer gols em casa(fator fundamental para levar a boa vantagem para o Paraná).

Dá pra dizer que o time venceu muito mais pela raça do que pelo bom futebol(que de fato não mostrou), os jogadores principalmente quando o time ficou com 10, se desdobraram para segurar o placar e conseguiram. Acredito que o jogo de volta, já contando com o Henrique, o time deve ter uma melhor organização dentro de campo(principalmente defensiva) e contar com uma saída de jogo mais qualificada. Não tem nada ganho até o momento, mas considerando as boas apresentações na competição, acredito que o segundo jogo deva apenas confirmar o título.

Sobre a rodada do fim de semana: o time jogou sem nenhum titular e apesar da total falta de entrosamento, valeu para observar alguns jogadores que tiveram atuação destacada: João Denoni, de longe o melhor em campo pelo time, parece ser bom volante. O Luiz gustavo, que se mostrou seguro na defesa e o Caio que apesar de não ter tido muitas chances de finalizar, as vezes que foi acionado, soube fazer muito bem o pivô(fazendo boas jogadas de “um dois” com o Maikon Leite). São três jogadores que vale a pena observar. Destaque negativo para mais uma falha do Deola, que cada vez mais vem se mostrando inseguro quando é acionado(confesso surpresa, pois confiava mais nele do que no Bruno). A derrota foi até certo ponto injusta, pois pelo que os dois times jogaram, um empate seria mais condizente.

Avanti, vitória e Obina: a semana cheia do verdão

A semana do Palmeiras foi um bocado movimentada, apesar do começo forte de ressaca pela derrota ridícula frente aos reservas do Corinthians, o time não se abalou, venceu sua primeira bem por 3 a 1 sobre o Figueirense e como complemento da boa semana, o programa de sócio-torcedor Avanti foi relançado e o Obina tem tudo acertado, faltando apenas os exames para o anúncio oficial.

Os ventos no Palmeiras definitivamente vem mudando. Depois daquela derrota vexatória(ao meu ver, apesar de influenciar pouco na final, ver o time jogando com preguiça é sempre algo que irrita qualquer torcedor), em outros tempos seriam todos contestados, o Felipão posto em xeque(de novo), entre tantas outras coisas que tornaram-se uma triste rotina. Entretanto dessa vez foi diferente, pois o foco na Copa do Brasil, acabou por amenizar o baque da derrota e o foco foi inteligentemente desviado para o anúncio do estádio, comentários sobre a possibilidade de ter ou não o Henrique, entre outros.

Quinta-feira, foi feita a divulgação do Avanti reformulado e do que pude ver do plano, foi pensado direito dessa vez. Acho que poderia se ter um detalhe maior sobre promoções e formas de beneficiar os sócios de fora de SP, porém o sucesso do novo formato é bem evidente, pois em apenas 3 dias depois do anúncio, mais de 12 mil torcedores já tinham feito sua inscrição e inclusive esgotado todos ingressos da primeira partida da final. Isso apenas comprova que com alguma boa vontade e inteligência, o Palmeiras pode conseguir lucrar muito com sua torcida e o retorno(eram esperado 5 mil até o fim da semana) é a mais clara prova disso.

Voltando ao futebol, contra o Figueirense, mesmo com o time misto e com algumas dificuldades no início do jogo(tanto que acabou saindo atrás no placar), o time soube se impor e conseguiu sua primeira vitória no torneio com gols de Román, Barcos e Maikon Leite. A vitória não tirou o time da zona de rebaixamento, mas o simples fato de se recuperar, já dá mais moral para a equipe na quinta-feira encarar o Coritiba na primeira partida da final. Melhor ainda ver a dupla de ataque marcando e mostrando que o entrosamento continua bom.

Barcos com esse, já tem 13 gols na temporada, faltam 14 para cumprir sua promessa de 27 e devo dizer que quanto mais o vejo jogar, mais tenho certeza que o Palmeiras investiu muito bem na sua contratação, de longe o melhor centroavante que o time tem em anos. Sabe fazer pivô, tem qualidade para tabelar com quem chega de trás, sem contar o faro de gol(é muito oportunista). Só passou por uma fase irregular, quando o time todo vinha inconstante, porém já vem jogando como quando chegou.

Falando em atacante, depois do jogo, foi feito o anúncio do acerto com o Obina até o fim do ano por empréstimo. Devo dizer que foi sorte o time ter acertado com ele só agora, pois se tivesse sido feito no começo do ano, possivelmente o Barcos não teria sido contratado e ele é muito mais jogador que o Obina.

A contratação pra mim é excelente, pois ele vem para qualificar o elenco e não para ser o titular absoluto(coisa que eu não queria), ele é oportunista e dá uma boa opção para o Felipão, quando por algum motivo o Barcos não puder jogar(suspensão, ser poupado, etc) sem perder tanto em qualidade. Ponto para a diretoria que está montando um elenco mais forte e ao meu ver acertou de novo em um contratação.

Essa semana a diretoria foi digna de palmas: escolheu Barueri pensando principalmente no retrospecto, ao invés de ver só o retorno financeiro(alguns queriam o Morumbi), refez o programa sócio-torcedor com mais qualidade e trouxe uma boa opção para o elenco, sem arriscar em outro pereba(Ricardo Bueno, Betinho…).  Eu que tanto critiquei a direção pelas bobagens sem número ano passado, tenho me surpreendido com o saldo positivo desse ano até o momento. Se continuar nesse avanço, acredito que o ano do centenário reservará muitas alegrias para a torcida alviverde.

Enfim, uma final!!

Depois de mais de uma década, o Palmeiras consegue finalmente retornar a uma final de um campeonato importante(a conquista do Paulista, apesar de ter sido em 2008, não teve o peso de outros tempos), ao empatar em 1 a 1 com o Grêmio na Arena Barueri, se classificando graças a excelente vitória no jogo de ida por dois a zero.

Apesar de não ter mostrado uma atuação tão consistente como a do primeiro jogo, aproveitou  a vantagem que tinha conquistado e basicamente jogou com o regulamento debaixo do braço. Teve mais chances que o Grêmio durante o jogo, pois o time gaúcho fazia-se valer principalmente das bolas alçadas na área, que eram repelidas com relativa tranquilidade. Mantendo o mesmo esquema que utilizou no primeiro jogo, porém sem o Assunção que estava contundido, o time aparentemente não sentiu tanta falta do volante, pois o Daniel Carvalho supria razoavelmente bem a falta dele nas bolas paradas, tendo cobrado algumas com muito perigo.

O jogo mostrou além de tudo um Grêmio que abusou da violência e um juiz absurdamente conivente, pois além de deixar jogadores quase apitarem o jogo por ele(casos de Kleber e Pará), ainda deixou jogadores como Fernando, Edilson, Gilberto Silva e André Lima, abusarem de jogadas violentas, sem sequer serem punidos.

Sossego é algo que parece que não entra muito no vocabulário palmeirense nos últimos tempos e o gol do Fernando após bobeada do Bruno, ao rebater mal uma cobrança de falta, parecia que ia trazer dificuldade a um jogo aparentemente dominado, porém o jogo ainda reservava a redenção de um dos jogadores de quem mais se espera algo no elenco: Valdívia.

Ele entra no meio do segundo tempo e muda totalmente o cenário da partida: cria jogadas de perigo e em uma dessas jogadas, faz um belo gol, garantindo o empate do time. Depois em um lance onde ele faz embaixadinhas e toca para o Barcos, que ia em direção ao gol, até ser parado com falta por Rondinelli, que acaba expulso e aí se inicia a confusão…

Jogadores do Grêmio totalmente descontrolados, ainda agridem o Barcos caído(o jogador claramente deixa a perna para acertá-lo) e depois ainda o Edílson dá um soco no Henrique e também é expulo.

Segue-se aí o fato mais absurdo de todos: o Henrique(sim o mesmo que apanhou) é expulso!!! Eu vejo futebol há muito tempo e não me lembro de ter visto alguém levar vermelho por apanhar, não ter batido, não revidar e apenas ter tirado os jogadores do Grêmio de cima do Barcos, que estava caído. O juiz(que foi totalmente frouxo no apito) ouviu a indicação do bandeirinha(o mesmo que havia dado dois impedimentos absurdos) e o mandou para fora, prejudicando claramente o Palmeiras no primeiro jogo da final.

Lamentável ver um time ser prejudicado de forma tão clamorosa por um árbitro que deixa baterem à vontade e um bandeirinha que simplesmente inventa uma expulsão… A coisa foi de tal forma, que mais parecia algo armado, porém como não se tem certeza de coisas assim, vou apenas considerar que eles deveriam aposentar-se e nunca mais trabalharem em jogo nenhum, pois péssimo para ambos ainda é elogio.

Mérito dessa campanha também para o Felipão, que volta a levar o Palmeiras a uma final nacional e por conseguir manter durante essa campanha o time focado e sem se deixar abater pelos revezes que teve, tanto no Paulista, como nesse começo de Brasileirão.

Com a redenção de duas peças-chave no elenco, o time chega a final contra o Coritiba mais do que preparado para realizar dois bons jogos e trazer esse título ao Palestra Itália.

Destaque ainda para o Barcos, que foi peça importante no ataque, levando sempre perigo nas jogadas e de novo para o Henrique, que fez outra ótima partida atuando como líbero. Aparentemente ele achou uma nova posição e deve permanecer mesmo nela, já que ele trás muito mais segurança para a defesa que o Márcio Araújo.

O que uma vitória não faz…

A vitória pode mudar a cara e a sorte de um time, principalmente se for em uma partida decisiva e ao que parece o Palmeiras está sabendo aproveitar bem a vitória excelente que obteve na última quarta contra o Grêmio, um 2 a 0 convincente, que deixou a vaga na final muito próxima do time alviverde.

Indo contra toda expectativa de meio mundo(inclusive até de muitos torcedores do time), o Palmeiras seguiu mais ou menos a lógica das suas atuações na Copa do Brasil: um time regular, costuma errar muito pouco, além de razoável eficiência defensiva, porém o que ninguém imaginava era uma atuação tão acima da média, pois além de manter o padrão citado, o time simplesmente não deixou o Grêmio jogar, tanto que o goleiro Bruno pouco trabalhou durante os 90 minutos.

Creio que a mudança fundamental no time, foi a entrada do Henrique como líbero(ou zagueiro/volante como alguns disseram), ele tem uma saída melhor que a do Márcio Araújo e também defende melhor do que ele. Opinião minha foi uma ideia excelente, pois o zagueiro vinha descendo com muita frequência(e dá pra dizer que com relativa qualidade), e acabava dando espaços na defesa… isso corrigiu dois problemas, pois além de dar um primeiro passe melhor, dá um primeiro combate mais firme na defesa(já que ele é zagueiro de origem) e não deixa tanto a zaga no mano a mano, pois ele é um jogador razoavelmente rápido.

O time tendo essa segurança defensiva, conseguia armar bem as jogadas na frente, pois o Marcos Assunção tinha mais liberdade para sair, assim como os laterais(ou melhor o Juninho de cara e o Cicinho no fim, quando entrou no lugar do Artur, que sentiu e teve de sair) e tendo bolas mais bem colocadas, o Barcos teve uma atuação de destaque na frente, levando muito perigo ao gol tricolor.

A recompensa acabou vindo no final, quando o Mazinho, que entrou no lugar do Daniel Carvalho, que teve apenas atuação regular, entrou bem e abriu o placar, e depois em bom cruzamento pela esquerda, que o Barcos marcou.

Dois gols de vantagem em um confronto desses é uma vantagem até além das expectativas, ainda mais contra um time que vinha com 100% no campeonato. O jogo terá estádio cheio e deve levar o Palmeiras de volta a uma final de campeonato importante depois de mais de 10 anos.

O resultado deu um ânimo extra ao time, que no Brasileirão, apesar de não ter vencido, teve um boa atuação contra o líder Vasco, tendo domínio de boa parte do jogo, quando saiu na frente com um bonito gol do Mazinho, porém em uma falha do Bruno, acabou sofrendo empate no final.

Depois de duas boas partidas, é de se imaginar que o time suba de produção, pois além de tudo a confiança vem sendo resgatada, e seguindo até o exemplo do Vasco, que no começo do ano passado, era tratado como um time de “refugos”, hoje é considerado um dos favoritos ao Brasileiro(claro que contratou alguns bons nomes, como o Juninho Pernambucano), justamente depois de ser campeão da Copa do Brasil do ano passado.

Para finalizar um comentário sobre o Mazinho: ele vem sendo uma peça importante que o Palmeiras não tinha há muito tempo: alguém que pode entrar durante o jogo e mudar a cara do time, pois por ser um jogador de velocidade e ter até boa habilidade, consegue dar uma opção ao técnico de mudar o esquema de jogo do time colocando alguém que se pode esperar algo(diferente do Ricardo Bueno, que quando entrava, já se sabia que nada ia sair dali). Bom achado do competente César Sampaio, que vem se mostrando um bom diretor de futebol.

 

Hora de Decisão

O Palmeiras entra em campo nesta quarta-feira para o primeiro jogo da semifinal contra o Grêmio, depois de uns dias de folga pelos amistosos e dois jogos pelo Brasileirão, o time basicamente tem de esquecer essas atuações e lembrar apenas das boas apresentações que teve nas fases anteriores.

Jogos contra o Sport e Atlético-MG, são para serem esquecidos… O primeiro o time até criou, mas pecou demais nas finalizações e principalmente a zaga continua tendo erros bestas em momentos cruciais e novamente isso foi responsável pela derrota do time.

Contra o Galo, o time além de jogar mal, não se impôs como mandante e ainda falhou no gol do Jô(deus do céu). Foi um jogo muito abaixo do esperado, onde novamente o time não rendeu o que poderia.

Difícil conseguir explicar o que acontece com o elenco, que quando mais parece que vai… para!

Time por time, se analisarmos todos elencos, o Palmeiras tem tranquilamente time para brigar pela libertadores e talvez com alguns reforços pelo título, porém o time joga um futebol tão abaixo do que pode, que até uma vaga pra sul-americana parece algo distante. Não existem supertimes no futebol nacional e praticamente todos tem setores muito falhos(pra pegar times de SP como exemplo, o Corinthians não tem ataque e o São Paulo não tem defesa), o que nivela boa parte dos times. A diferença é que no caso dos outros os jogadores geralmente rendem o que se espera deles, mas no Palmeiras isso não vem acontecendo…

Para completar ainda teve o caso do Valdívia, que mostra que a fase anda realmente feia.

A impressão que se tem é q mesmo quando o time faz td certo, ainda dá errado. Esse ano mesmo, o time acertou em diversos aspectos, contratou bem, conseguiu boas peças inclusive pra compor o elenco, trouxe um centroavante que o time não tinha há tempos(Barcos) e ainda trouxe um ótimo nome para o meio(Wesley), porém o segundo sequer conseguiu mostrar futebol e depois de quatro jogos se contundiu e está fora do resto da temporada.

A única parte a se elogiar é que na Copa do Brasil o time vem jogando o futebol que se espera dele: eficiente e com resultado. Contra o Grêmio será o teste para ver se esse time ainda consegue mudar essa maré de azar, ou se o ano será perdido… de novo.