Arquivo da categoria: Campeonato Paulista

Uma semana de redenção

A semana começou com uma grande apreensão da torcida: estréia na libertadores e clássico contra o Corinthians. O time sendo desmontado e começando a ser remontado, desentrosado e com carência em diversas posições… o cenário nem de longe era animador, porém ao final da semana, o torcedor termina muito mais esperançoso com pelo menos uma campanha mais digna do time. Uma vitória 2 a 1 em casa na libertadores e um empate no clássico com chances reais de sair com a vitória foram resultados bem acima das expectativas dos torcedores.

Há que se exaltar a dedicação, entrega e muita raça do time em ambos os jogos, coisa que por exemplo não se via no ano passado(méritos para o Kleina). O time joga de forma solidária, acredito por saber das suas limitações(e o elenco tem diversas, diga-se), então eles buscam compensar uma eventual falta de qualidade técnica com disputar cada jogada como se fosse a decisiva do jogo.

Os dois jogos dessa semana mostraram isso. O time marca em cima desde a saída de bola do adversário, tem um meio de campo forte(apesar de pouco técnico), que impede o adversário de criar livremente jogadas. Foi notável nos jogos os problemas dos setores criativos do Sporting(que foi presa muito mais fácil por ser muito limitado tecnicamente) e do Corinthians, que mesmo tendo um time mais técnico, teve muitos problemas em sair com a bola e para criar jogadas, muitas vezes se viam apenas os zagueiros e o Ralf para iniciar as jogadas.

Acredito que o ponto mais louvável desse time, seja o ataque rápido, que foi principalmente notado no clássico. A boa saída de bola do Souza e do Wesley, diversas vezes pegaram em velocidade os atacantes Patrick Vieira(esse me parece ter muito potencial) e Vinícius, e os dois caindo pelas pontas, preparavam lances para chegada de trás dos volantes(tanto que o primeiro gol foi em um lance desse, onde o Wesley recebendo um passe de contra-ataque, pegou a bola na lateral e cruzou para a chegada surpresa do Vilson).

O Kleina com isso mostrou que pode conseguir compensar os defeitos do time com adaptação do esquema e principalmente rigidez tática: o time tem de jogar no limite e de forma obediente, principalmente na marcação, para suprir uma falta de maior técnica. Apesar de tudo, o Kleina tem se mostrado falho ao mexer no time. No clássico ele mexeu mal duas vezes: ao tirar o Patrick e colocar o Charles e ao Tirar o Vinícius e colocar o Ronny. Ele deixou o time sem ataque, e fatalmente como presa fácil, já que não agredia, apenas tentava conter a pressão, tanto que acabou tomando o gol justamente nesse momento do jogo. O Kleina apenas precisa ter menos medo de agredir o adversário na vantagem e não se fechar quando se está na frente. Creio que esse seja o único defeito que ele ainda precisa corrigir.

Acredito que principalmente na Libertadores, o time jogando assim como foi nessa semana, deve passar sem muito susto pela primeira fase, pois mostrou que pode engrossar muito o jogo como visitante com essa marcação pressão, elemento fundamental para jogar contra os sul-americanos. O problema é que ao chegar na fase eliminatória, o time já deverá ter contratado 3 REFORÇOS(letra maiúscula mesmo) para encarar a fase, pois com o time que foi inscrito, passar a primeira fase é possível, mas ser campeão, extremamente improvável, pois há a necessidade de um fator de desequilíbrio e isso até o momento o Palmeiras não tem.

Hora de decisão

Terminou a fase de classificação do Paulista, e agora com as oitavas de fina da Copa do Brasil, podemos dizer que o Palmeiras entrou naquele momento onde erros não serão mais perdoados.

O jogo de domingo contra o rebaixado Comercial, foi uma verdadeira aberração… o time estava completamente perdido em campo, errava passes fáceis, falhava na marcação, tanto que tomou um gol de contra-ataque por total desatenção do time. Custou a empatar, mesmo estando com 2 a mais, ainda tomou um gol e empatou no susto no final. Independente do time ter tido um gol muito mal anulado no final, que daria a vitória, a atuação pífia é de se chamar a atenção.

Díficil dizer o que acontece, pois parece que além de ter de ouvir as bobagens que saem na imprensa, visando justamente jogar outra crise no clube, as vezes parece que os jogadores de fato acreditam naquele monte de baboseiras que falam, pois o que se viu nesses jogos foi justamente o time sem confiança e com medo de perder e de falhar.

Se já houveram times/elencos que falharam, o time tem de saber diferenciar o que é aprender com os erros, de achar que porque aconteceu com um, que acontecerá com eles também.

O time terá a primeira prova domingo contra o Guarani, em uma “revanche” daquele primeiro jogo, onde foi derrotado por 3 a 1. Uma vitória já serviria para recupera a moral do time, que na quarta seguinte, encara o Paraná pelas oitavas de final da Copa do Brasil.

Apesar dos jogos horríveis e derrotas inexplicáveis, o time ainda perdeu quando poderia perder, e agora eles terão a chance de escolherem: se vão jogar com garra para ter um ano bom, ou jogar como vem jogando e aí sim dar razão a possíveis temores com mais um ano pífio. Depende apenas dos jogadores mudar esse cenário e domingo pode ser o divisor entre um ano promissor e mais um ano na fila.

Classificado!

Depois de alguns jogos realmente dignos de vergonha, hoje mesmo sem fazer seu melhor jogo, o Palmeiras conseguiu fazer bem seu papel, venceu por 3 a 1, com destaque para o Leandro Amaro, autor de dois gols e foi o único time que se classificou diretamente.

O Palmeiras entrou para esse jogo disposto a apagar as últimas pífias atuações e contou com uma escalação q eu particularmente não gostei, com 4 volantes, o Daniel Carvalho e o Barcos isolado na frente. Até entendo que no caso do Wesley, ele tinha liberdade para ir ao ataque e os laterais avançavam constantemente, porém uma tática assim força o Barcos a voltar muito pra buscar jogo, o que acaba prejudicando seu desempenho, tanto que hoje até ele sair, mal recebeu bolas com condições minimamente boas. Daniel Carvalho e Juninho se destacavam, e até o Wesley fazia algumas jogadas(a cada jogo seu desempenho vem melhorando, mostrando que o caso é exatamente ritmo de jogo) e o Cicinho também aparecia no ataque, porém novamente o time pagou por errar nas finalizações e acabou por sair atrás no placar, em falha ridícula do Leandro Amaro, que cortou a bola pro meio da área, dando quase uma assistência para o atacante adversário. A impressão que deu, era que a história ia se repetir e o time ia se afobar e ir de forma desorganizada à frente, porém ao contrário o time manteve a calma e criou diversas chances perigosas, principalmente pelos pés do Daniel, que fez ótimo primeiro tempo, porém em mais um bom lance de bola parada Leandro Amaro se redimiu e empatou.

O segundo tempo contou com a entrada de Maikon Leite no lugar do Wesley(eu deixaria pra dar mais ritmo) e com uma opção de dupla de ataque… Barcos mal pode aproveitar, pois logo ele foi sacado para a entrada do Ricardo Bueno(deus do céu!), e o jogo ainda reservava surpresas, pois além do gol da virada ter sido feito também pelo Leandro Amaro, Maikon Leite voltou a marcar após bom lance individual e uma tabela meio involuntária com o Ricardo(porque ela bateu no pé dele e não ele q passou) e com uma boa finalização, marcou o gol que garantiu a classificação do time de forma direta.

O jogo hoje mostrou um Palmeiras diferente daquele dos últimos jogos, pois era um time que criava, disputava todas as bolas e não desistia dos lances, porém sem ser afobado ou atacar de qualquer jeito. Até quando tomou o gol o time mostrou calma e buscou de forma organizada retomar o controle do jogo e conseguiu, ao contrário das últimas partidas, uma reação mais rápida e ainda teve calma para conseguir virar e fazer o gol da classificação.

Algo tem me desagradado muito no Felipão: suas mexidas tem sido demasiado óbvias, ele não arrisca algo diferente, e pior está jogando de uma forma que vem prejudicando e muito o Barcos, pois este jogando isolado na frente, constantemente é visto na intermediária e até mesmo no meio campo pra buscar bola e assim não consegue estar bem posicionado quando os meias ou laterais, chegam em condição de dar-lhe uma assistência.

Outra coisa é o Bueno… tenho sido repetitivo e acho que até mesmo implicante, mas não tem a menor condição dele continuar a jogar pelo Palmeiras. Ele é muito fraco tecnicamente, mesmo entrando e jogando com relativa frequência, não progride em nada e principalmente: sua mira parece estar cada dia pior, pois ele acerta tudo, menos o gol. Sorte do time que ele está apenas por empréstimo, porque seria difícil arrumar alguém disposto a contratá-lo.

Apesar da vitória ter sido meio aos trancos e barrancos, valeu mais pela questão moral e pra tirar as cornetas de plantão que por conta de dois resultados, já queriam tumultuar o ambiente do time(cheguei ao cúmulo de ligar a tv em um “debate” no começo da tarde, e estar lá o tema: a crise no Palmeiras! ridículo…)

Acredito que o time com isso tenha recuperado o rumo e que contra o Guarani domingo, o time já mostre uma postura diferente daquela mostrada nos três últimos jogos do Paulista.

Irreconhecível…

Ouvi o jogo entre Palmeiras e Mirassol e confesso que ao final do jogo, quando ficou em 1 a 0 para os visitantes, pensei: era pra ter sido mais. Com o futebol que o time apresentou, no mínimo uns 3.

O jogo tinha tudo para ser mais uma vitória(tranquila ou não), porém algo havia com o time, que nada dava certo, pois a dupla de zaga formada por Henrique e Mauricio Ramos, errava constantemente nas saídas de bola e a todo momento propiciava contra-ataques para o time do Mirassol que pela sua baixa qualidade técnica desperdiçava. O Palmeiras no seu setor ofensivo também não fazia muito melhor, pois errava demais no passe inicial e a bola ou chegava em péssimas condições, ou sequer chegava para a dupla Barcos/Maikon Leite. Quem procurava jogo ainda era o Wesley, que diferente da primeira partida, apareceu muito mais e foi um dos bons destaques do time durante o jogo.

Mesmo na etapa final o time do Verdão criava pouco e errava muito e continuava a dar espaços para o visitante, que só não estava marcando agora por conta da excelente partida do Deola, que praticou diversas defesas que estavam garantindo o empate até aquele momento. O Felipão pra mim errou de novo nas substituições, ao tirar o Artur e por o Chico, depois tirar o Daniel Carvalho e por o Pedro Carmona e sem comentários a primeira: tirar o Maikon e por o Ricardo Bueno, que só pra variar, foi figura nula e quando aparecia, era pra errar algum lance. Tanto errou que acabou sendo castigado pelo gol do Preto, e depois não teve competência pra virar, já que ia de forma desorganizada e pouco criava de jogadas consistentes.

Em termos práticos, essa derrota não significa praticamente nada, pois o time já está classificado, porém acho q tanto essa derrota, como a sofrida para o Corinthians, servem como alerta para que o time não se perca pensando que pode ganhar o jogo a qualquer momento, como eu vinha citando que estava acontecendo em algumas partidas. Talvez essas “sacudidas” acordem o time e façam eles perceberem que não podem entrar em campo achando que o gol saíra do nada, que eles não tem de se esforçar para buscar o resultado, coisa que vinham fazendo durante aquela excelente série de jogos invictos, mas que nas últimas partidas parece que esqueceram. Positivo para o time, que isso aconteceu em um momento onde o efeito da derrota é menor, pois se o time seguisse no ritmo que estava indo e continuasse a vencer jogando com soberba, poderia acabar levando um tombo muito pior em fases decisivas, tanto da Copa do Brasil, como do Campeonato Paulista.

O próximo jogo será no Ceará, contra o Horizonte, ainda com a possibilidade de eliminar a segunda partida. Não vou cravar uma classificação antecipada, porém acredito que a postura do time será totalmente diferente dessa apresentada contra o Mirassol. O time evoluiu muito, mas ainda precisa encontrar o equilíbrio emocional para não se deixar levar por séries de bons resultados e procurar sempre melhorar e não achar que porque conseguiu uma série invicta, que deve se contentar só com aquilo e não almejar progressos.

O time deve ter algumas mudanças ao término do Paulista, principalmente no setor ofensivo, que contará com a volta de Luan e que finalmente nos veremos livres do Ricardo Bueno, que definitivamente não tem condições de jogar no Palmeiras. É muito fraco tecnicamente, e peca principalmente pela péssima pontaria. O Fernandão, apesar de não ser um primor tecnicamente, erra muito menos e consegue fazer um papel razoável de pivô, ou seja, pra compor elenco é uma peça até interessante, diferente do Bueno, que cada vez que entra dá a impressão que não conseguirá fazer nada para mudar o panorama da partida.

Em dia de Wesley, João Vitor é quem decide

Quarta foi um dia de festa, onde uma das grandes novelas de contratações desse começo de temporada, teve final feliz e o Wesley finalmente estava estrando no time do Palmeiras, porém o dia em que ele era a estrela, foi seu reserva muito menos badalado e contestado em muitos momentos, João Vitor, que roubou a cena e garantiu o gol da vitória por 1 a 0 contra o Paulista de Jundiaí.

Dizer que a partida foi algo atrativo seria um exagero, pois o jogo no primeiro tempo foi uma grande monotonia, os times estavam pouco inspirados e apenas o Palmeiras conseguia alguns lances de mais emoção. O estreante da noite até teve chance de deixar o seu, porém finalizou mal.

O segundo tempo mudou com a entrada do Daniel Carvalho, que em pouco tempo deu outra movimentação ao time e quase abriu o placar em um belo chute. O jogo acabou caindo de novo na mesmice do primeiro tempo, depois de algumas paradas demoradas devido a contusão de alguns jogadores, porém quando Wesley deixou o campo e o João Vitor entrou, o time voltou a ir pra cima e em um bom lance e uma finalização excelente, ele marcou o gol que garantiu os 3 pontos para o Verdão.

Acho que esperar muito dessa estréia era otimismo demais, pois o jogador apesar de bem preparado fisicamente, há meses que não joga e no Palmeiras ele não realizava coletivos, até pelo risco de contusão, portanto só o tempo mesmo para dar o ritmo adequado para ele. Deve assumir de vez o posto de titular em pouco tempo, mas por enquanto ainda deve alternar entre o time titular e o reserva.

O principal motivo de ele não ser peça cativa no time titular é o próprio João Vitor, que contra todas expectativas, vem mostrando a cada dia melhor futebol. O jogador que eu muitas vezes chamei de “jogador nada”, pois ele nunca tinha algo a acrescentar ao time, esse ano resolveu jogar e bem. Já foi destaque em clássico(contra o São Paulo), fora outras partidas que demonstrou uma evolução um tanto quanto inesperada. Vem marcando melhor, passando melhor, até lances individuais ele vem arriscando e acertando alguns inclusive, sem contar que com esse, já tem dois gols na temporada. Acredito que ainda é cedo pra dizer se isso é apenas uma fase, ou se de fato estamos vendo outro jogador agora, porém no momento dá pra dizer que ele tornou-se uma opção excelente para o elenco, já que pode entrar tranquilamente no time, sem que o mesmo perca em qualidade no meio-campo.

Valdívia se contunde, de novo e para por um mês

Sinceramente eu não sei mais o que falar sobre ele… ele vinha atuando de forma apenas razoável(o Daniel vem jogando muito melhor que ele), estava retomando seu melhor ritmo, porém novamente tem interrompida sua sequência de jogos por uma contusão, agora na coxa. Foi um investimento extremamente caro e desde que voltou ainda não deu nenhum retorno. Apesar de achá-lo um jogador de muito bom nível técnico, começo a não ter mais tanta certeza do quanto o time pode contar com ele, pois afinal o Palmeiras vai chegar na fase decisiva da competição estadual e justamente agora não poderá contar com um de seus principais jogadores. Vejo como importante e diria mais, necessária, a contratação de um meia para o Brasileirão, pois até o momento o Valdívia infelizmente é um jogador com o qual não se pode contar e ter apenas o Daniel Carvalho e o ainda irregular Pedro Carmona é muito pouco.

Apagão, derrota… e pra compensar uma apresentação

Depois de tantos incidentes lamentáveis, gente morrendo por nada, gente brigando por nada(até onde me consta, futebol é diversão, não guerra), pensava até em deixar o jogo de lado, que de certa forma foi posto de lado, em vista de tantos eventos dignos de meros marginais, que envergonham aqueles que são os verdadeiros torcedores de ambos times. Entretanto com a chegada e apresentação do Wesley, aproveitarei, para além de comentar sobre a chegada do sexto reforço do time, dar um ponto de vista diferente da imprensa corintiana, que na segunda soltava um monte de asneiras(pra não dizer outra coisa), pensando que o ouvido dos outros é privada.

O jogo(o real, não o criado por boa parte da imprensa) teve 3 momentos:

Primeiro tempo – O Palmeiras tendo entrado muito melhor, praticamente dominava as ações do jogo e o Corinthians limitava-se a ficar em seu campo e arriscar umas poucas vezes. Dois lances que pra mim foram no mínimo absurdos, foi a solada do Liédson no Deola(esse pra mim imprudente e nem tanto maldoso) e o pisão do Chicão no Barcos(esse imprudente E maldoso). Já vi muito comentarista de arbitragem e comentaristas mesmo, chiarem por muito menos, ex-árbitros que sempre falam em “imprudência e força excessiva que deve ser punida com expulsão”, dessa vez simplesmente disseram que foi do jogo e que não valia a expulsão. Evidentemente que sim, já que é muito natural durante o jogo você disputar uma bola, indo com o pé na altura da canela do adversário e torcendo o tornozelo do mesmo, é simplesmente ridículo a ruindade do árbitro em não punir um lance desse com expulsão e a tendenciosidade da mídia em dizer que isso não foi nada. O Palmeiras marcou seu gol através de um belo chute do Marcos Assunção(que comemorou ao estilo Professor Raimundo em uma bela homenagem ao Chico Anysio) e o time apesar de ter tido chance, não matou o jogo.

Primeiros 10 minutos do segundo tempo – O time deu o mesmo apagão/acomodada que vinha dando nos últimos jogos(casos de Ponte Preta e (o primeiro contra o Coruripe) e achou que tava tudo certo e o jogo ganho, porém isso em clássico não vale e em duas bobeadas do Márcio Araújo(que diga-se não é costume dele errar de forma tão grotesca), renderam o empate e a virada. O time travou de tal forma que por pouco não levou o terceiro em seguida.

Restante do segunndo tempo – Aproveitando-se da total desorganização alviverde, o Corinthians simplesmente recuou(como é de praxe) e apenas administrou o resultado, pois quando o Palmeiras voltou a se organizar, faltavam poucos minutos pra terminar e as chances criadas já eram puramente base de desespero. O time durante praticamente toda segunda etapa, nem de longe mostrou o toque de bola e organização que tem sido sua marca durante o ano.

O time corintiano mereceu a vitória porque soube aproveitar as oportunidades e o momento de falha(ou pane como queiram) do time do Palmeiras, porém não vi a superioridade dita nos comentários da segunda-feira em boa parte dos programas de esporte. Vi sim dois times muito equilibrados e equivalentes, pois em nenhum dos dois casos os times tem um Neymar por exemplo, como fator de desequilíbrio, tem sim o conjunto como forte.

O maior problema do time palmeirense é depender de jogadores como o Ricardo Bueno para dar um rumo diferente ao jogo. Eu inclusive havia comentado sobre ele na coluna anterior, que achava ele muito pouco confiável e como tal fez jus ao que eu disse, sendo elemento nulo quando entrou, inclusive errando praticamente tudo o que tentava. Daniel Carvalho fez muita falta, pois na minha opinião ele vinha jogando até melhor que o Valdívia e ele sim poderia mudar o rumo do jogo caso fosse uma opção para entrar. Esse ainda é o maior defeito do time, o número reduzido de boas opções ofensivas.

 

Wesley é apresentado!

Como havia comentado há pouco mais de uma semana, era fato que o Wesley chegaria ao final do período daquela arrecadação(que diga-se, foi um algo pra lá de desconexo e sem razão). Tirando tal evento, a chegada dele deixa o meio campo do time muito bem encaminhado, já que passa a ter uma opção diferente para segundo volante e alguém que pode jogar tanto mais recuado, como mais à frente de segundo meia. Deve ser titular rapidamente do time e não tenho a menor dúvida de que fará tanto sucesso quanto as outras contratações do time.

Olhando para o elenco atual, o que fica faltando é basicamente uma opção melhor pra lateral esquerda(Juninho está muito a frente do Gerley) e melhores opções de ataque(os reservas de Barcos e Maikon não chegam nem perto do nível dos titulares), considerando que o Luan esteja de volta para o brasileirão e ele e o Maikon podem se revezar na função, creio que mais duas contratações deixariam o elenco do Palmeiras em condições de entrar no Brasileirão almejando no mínimo uma classificação direta para a Libertadores. As seis peças contratadas até o momento foram muito bem escolhidas e além de qualidade, deram mais profundidade ao elenco que tem mais opções que lances esporádicos de bola parada.

Ainda sobre reforços, esse já está, mas a notícia é boa como se fosse uma contratação: nos próximos dias a direção deve confirmar a contratação em definitivo do zagueiro Henrique, que tinha seu vínculo se encerrando no meio do ano. Ótima notícia, haja visto que ele vem jogando em alto nível esse ano, lembrando sua boa fase da primeira passagem pelo Palmeiras

Pra finalizar: quarta contra o Paulista deve ser a primeira oportunidade de poder apreciar a estréia do mais novo reforço alviverde.

 

Desgraça anunciada

Domingo, antes do Derby, tive a oportunidade de cruzar com alguns ônibus levando torcedores de uma uniformizada para o estádio.

Eu, acostumada a frequentar estádios desde bebê, confesso que fiquei assustada com a cena que vi enquanto esperava dois policiais escoltarem os ônibus e van dos torcedores pelos faróis vermelhos de uma das avenidas mais movimentadas da cidade.

Ali, parada com meu carro no farol vermelho, fiquei chocada com a agressividade gratuita da torcida. Torcedores pendurado nas janelas dos ônibus, gritando, brigando, xingando e fazendo provocações para torcedores até de outros clubes que passavam tranquilamente com suas famílias pelas ruas.

O que vi ali, não vou esquecer tão cedo, o que senti ali naqueles minutos não vou esquecer tão cedo: foi o prenúncio de uma tragédia anunciada.

Confesso que não quis ver o jogo. Fui para um parque e só nos minutos finais fui atrás de uma TV para saber o resultado. O jogo nem tinha acabado. Mas pra mim, quem ganhasse ou quem perdesse, já tinha saído no prejuízo. O resultado mesmo, já não tinha mais tanto valor.

A briga (ou seria GUERRA) entre torcedores antes do jogo já tinha decretado quem tinha ganhado e quem tinha perdido.

Ganhou a intolerância, o preconceito, o medo e a dor. Perdeu a vida, a alegria e o futebol.

Nosso futebol está agonizando na UTI e antes que ele dê seu último suspiro, quero dizer que estou em luto desde já.

Mas antes de terminar esse texto, faço uma provocação: tem mesmo que ser assim?

Manifesto

por TERCIO BAMONTE*

São Paulo, 25 de março de 2012. Domingo de sol, dia de alegria, dia de mais um Corinthians e Palmeiras. Eleita em 2008 como a 9ª maior rivalidade do planeta (junto com Barcelona x Real Madrid, Boca Juniors x River Plate, Nacional x Peñarol, Milan x Inter de Milão), a história do confronto entre os dois clubes ultrapassa a bola, envolve paixões.
Em um universo paralelo, eu vestiria minha camisa do Verdão, pegaria minha mulher com a camisa do Timão e iríamos ao Pacaembu curtir lado a lado e na companhia da nossa filha este espetáculo. Encontraria ao meu lado meu cunhado com o manto alvinegro, meus vizinhos palmeirenses e corinthianos em uma confraternização que ultrapassaria a bola, envolveria família e paixões.
Mas neste nosso universo isto sequer pode ser pensado. A violência gratuita, que não é privilégio tupiniquim, invadiu nossas ruas, nossos estádios e encheu nossos corações apaixonados de medo, consternação, decepção. Bom seria, naquele outro universo pudéssemos sair do Pacaembu e subir a pé a ladeira da Faap, alcançar a Praça Villaboim, tomar um Chopp e comer um lanche na Barcelona, todos juntos, comentando o jogo e entoando os hinos sagrados dos nossos clubes. Que lembrança seria esta para nossos pequenos.
Hoje choramos a morte de mais um irmão, assassinado covardemente em mais uma briga com hora marcada. É a tal tragédia anunciada. Hora morre um palmeirense, outra um corinthiano ou até mesmo os dois.
Sei que isto não vai acabar, e que poderemos exercer a utopia trancados em nossos lares. E sabendo que em dia de clássico a cor das nossas camisas deve ser neutra. A paixão permanece, mas o TESÃO está acabando.
Nem vou comentar a babaquice dos jogadores que se estranham em campo, TODAS as vezes sem motivo. E isto inflama a violência das torcidas.
PALMEIRAS e CORINTHIANS vamos JUNTOS mudar a história.
Se não podemos viver plenamente a UTOPIA, vamos dizer a todos que tentamos. No próximo Derby, vamos dar uma aula de civilidade e jogar com as camisas trocadas. Vamos envolver todos os jogadores, comissão técnica, dirigentes e mídias neste movimento. Mostremos aos CIMINOSOS UNIFORMIZADOS que somos todos iguais, reunidos em torno de uma paixão. Neste jogo não importarão as cores, os uniformes, mas a igualdade.
E como irmãos separados no nascimento nos reuniremos sob o mesmo teto, unidos pelo laço da paixão e da PAZ.
FICA A DICA.

 

*Tercio Bamonte tem 36 anos, é advogado, palmeirense, pai de família, paga suas contas mais ou menos em dia e sabe que futebol é apenas entretenimento, e não guerra.

Vitória e liderança

Sábado o Palmeiras conseguiu uma vitória contra a Ponte Preta, que apesar do placar magro(foi apenas 2 a 1), deu pra se tirar algumas conclusões que podem(e possivelmente farão) muita diferença no futuro, já que ontem surpreendendo a todos, ele escalou Valdívia e Daniel Carvalho no meio-campo, aproveitando a suspensão do Maikon Leite.

Os lances de ambos mostraram que quando se tem técnica, até o fato de ambos ainda não estarem a 100% do seu ritmo(o Valdívia voltou a pouco e o Daniel acredito que ainda possa chegar a uma condição melhor que a atual, apesar de já praticamente aguentar os 90 minutos) acaba tendo pouca influência e o lance do primeiro gol foi a clara prova disso: em bela tabela de ambos, o Daniel deixou Juninho livre para abrir o marcador. Pouco depois, mostrando que o pé continua calibrado, Marcos Assunção faz um lindo gol em cobrança de falta.

O que se viu depois, foi um entrosamento de quem parece que há tempos já joga junto, pois os dois tabelavam com uma facilidade, que dava a impressão de que um já sabia pra onde o outro ia. O Palmeiras criou diversas chances de perigo através dos pés de ambos, porém o único problema nessa escalação, foi o fato de o Barcos ficar isolado entre os zagueiros adversário, pois como ambos chegam de trás, não tem aquele outro atacante para puxar a marcação e abrir mais espaços para ele, tanto que no primeiro tempo ele pouco apareceu no jogo.

O segundo tempo reservou um dos lances mais bonitos do jogo: uma linda tabela entre o Valdívia e o Daniel, só com passes de primeira, uma grande pena que não se converteu em gol o lance. A Ponte ainda descontou com Ferron, mas nada que pudesse de fato ameaçar o jogo seguro alviverde, que teve maior participação do Barcos, onde ele até criou algumas chances de mais perigo, porém sem conseguir converter em gol.

A vitória levou o time aos 32 pontos e garantiu ele na liderança, com um ponto de vantagem sobre Corinthians e São Paulo.

Vendo o jogo, tive a mesma impressão que tinha para imaginar o porquê o técnico não coloca os dois juntos em campo: a recomposição defensiva deles, até devido a condição física de ambos, desgastaria por demais eles, o que no final acabaria sendo prejudicial ao próprio time.

Outro problema é a questão do ataque: o ideal é que eles joguem com dois jogadores à frente, porém atualmente devido a razão citada, acaba-se tendo de sacrificar um homem de frente, para que se possa por ambos em campo. Creio que com o tempo e se ambos mantiverem o ritmo e ganahrem mais condicionamento, esse “time ideal” deva sair, porém por enquanto ou joga um ou outro, ou se jogarem os dois, sai um atacante(no caso o Maikon Leite)

O próximo jogo do time é na quarta contra o Coruripe, pela Copa do Brasil e domingo o Clássico contra o Corinthians e acredito que em ambos jogos, o Felipão use o esquema tradicional, possivelmente com um em cada jogo(Daniel contra o Coruripe e Valdívia contra o Corinthians).

Interessante ver que hoje em dia se discute qual a opção ideal do time jogar, quando ano passado, tentava-se encontra ao menos uma opção. Hoje em dia temos ao menos 3: Valdívia ou Daniel e Maikon e Barcos, Valdívia e Daniel/Barcos, Valdíva e Daniel/Maikon e Barcos. Pena que essa última ainda está mais distante de ocorrer, pois seria um futebol no mínimo bonito de se ver.

 

Vitória convincente e atuação de gala de Juninho

O Palmeiras vem surpreendendo a cada rodada. Nessa era até esperada uma vitória, porém acho que poucos palmeirenses esperavam um massacre como acabou sendo esses 6 a 2, com atuações de gala de Juninho e boa participação de Barcos, que com mais dois gols, já chega a impressionante marca de 7 gols e 8 jogos.

O jogo já começou com o Palmeiras pressionando e buscando o gol, com alguns meros lances de ataque sem muito risco do Botafogo. Com Valdívia iniciando de titular e buscando jogo(essa partida dele foi incomparavelmente melhor q a anterior) o gol não demorou por sair e por um tempo ainda acabou sendo dado ao próprio Valdívia, porém foi o zagueiro do Botafogo que fez contra. Esse gol empurrou o time de Ribeirão para frente e acabou pagando pelo ataque desenfreado: Juninho em belo lançamento para o Maikon Leite, que tirou o defensor e chutou para ampliar.

Segundo tempo iniciou e o time manteve o ritmo e marcou o terceiro em uma bela jogada, que terminou em assistência do Valdívia e gol de Barcos. O time relaxou e acabou levando um gol(isso com um a mais já), mas o ímpeto ofensivo continuou e o quarto saiu com o Ricardo Bueno de cabeça(quem diria!). O time vacilou na defesa de novo e tomou o segundo, mas depois  Juninho deixou o seu em rebote de um chute do Daniel Carvalho e coroou assim sua bela atuação. Ainda sobrou tempo para o Barcos conseguir a expulsão do goleiro(em entrada violenta) e fazer o sexto com o lateral improvisado de goleiro Alessandro.

A vitória, a maior desde os 5 a 0 contra o Avaí no começo do Brasileirão e quando ainda se esperava um bom papel do time(antes de tudo Adesandar com o caso Kleber) é uma mostra que o time a cada jogo vem adquirindo mais opções e recursos ofensivos. O Juninho ontem foi um bom exemplo disso. O primeiro reforço do time, que chegou logo após o Campeonato Brasileiro, praticamente resolveu o problema da lateral-esquerda, pois não se ouve mais falar “a avenida que é a lateral esquerda” ou “a agonia dos torcedores quando vem quem é escalado na esquerda”, entre tantas outras. Apesar da sua falha no gol do Alessandro, ele participou de 4 dos 6 gols de ontem, sendo peça mais que fundamental para a vitória.

Outra consideração a fazer é a dupla Maikon-Barcos, que juntos já marcaram 11 gols no campeonato(4 e 7 respectivamente). O Maikon entrou apenas por uma fatalidade, já que começou a jogar devido a contusão do Luan, porém na minha opinião, atualmente é titular incontestável do time, mesmo quando o Luan se recuperar. Ele com o Barcos se entrosaram muito rapidamente e dá pra dizer que o estilo de um “casa” com o do outro. Durante o jogo eles tabelam, fazem corta luz para o outro e dão opções para quem chega de trás, ao invés do antigo inoperante ataque do time, que geralmente vivia preso a marcação adversária.

O próximo jogo do time, será na quarta-feira, contra o Coruripe de Alagoas e sem poder contar com Valdívia, o time deve ter como mudança significativa, apenas a volta do Daniel ao time titular. Na opinião desse colunista, o time passa no primeiro jogo, sem a necessidade do segundo(isso se jogar como ontem e não pensando que pode vencer a qualquer hora).