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E agora, Adenor?


E agora Adenor?

Qual será a desculpa? Falta de treinabilidade? De ofensibilidade? Vergonhanacarabilidade?

O Corinthians está jogando no lixo o título mais fácil de todos os tempos.

Um time que praticamente não sofreu com desfalques por lesão, convocações, não perdeu ninguém na janela, teve bons reforços, estava entrosado… como pode cair tanto de produção?

É nítido que o Corinthians não tem um padrão tático, uma jogada ensaiada, há muito tempo a equipe de Parque São Jorge não faz um gol de bola parada, principalmente pelo alto.

E a defesa então? O ponto alto do time sofre com a falta de confiança dos zagueiros, um goleiro ruim. O grande ponto forte da equipe agora é seu calcanhar de aquiles.

A tabela do campeonato é muito bondosa com o Corinthians, e permite a recuperação em 3 rodadas, quando há o confronto direto com o São Paulo, um jogo em casa contra o desfalcado Bahia, já que metade dos jogadores é do time paulista, e depois a decisão contra o Vasco, em São Januário.

Não dá mais para tropeçar, é tudo ou nada.

Mas quem confia no time do Tite?

Qual o tamanho do Mito Rogério ceni?

Dias após a comemoração do milésimo jogo de Rogério Ceni pelo São Paulo Futebol Clube e o assunto ainda está na pauta do jornalismo esportivo.

Até que ponto é o tamanho do Mito Rogério Ceni?  Muitos adversários, em sua maioria os rivais paulistanos, contestam a qualidade do goleiro em baixo das traves, o que é indiscutivelmente é a sua função principal, e com isso alegam que se trata apenas de um caso bem sucedido de mídia.

No meu entender essa avaliação de que Rogério é fraco como defensor, é a única saída, único argumento (infundado) pra que torcedores rivais não deem o braço a torcer por esse monstro do futebol chamado Rogério Ceni.

Números de recordes de Rogério são intermináveis, não são meros detalhes, não são apenas número de jogos, ou de gols. São recordes de jogos sem levar gol, minutos sem levar gol, recorde de bolas de pratas da revista placar como melhor goleiro, jogador que mais recebeu bola de prata na história, único goleiro a receber bola de ouro, único capitão a erguer 3 vezes seguidas a taça do brasileirão e por aí vai. São 31 títulos e dezenas de recordes pelo mesmo clube.

Estreia como profissional contra o Tenerife na espanha, e ele defendeu um pênalti. Campeão da Copa Conmembol como titular, quando ainda era junior.

Rogério é iluminado, isso é inegável. Quantos e quantos momentos que o SPFC precisou dele, seja final, ou um simples jogo de campeonato, e o goleiro fez milagre, defendeu aquele pênalti, fez aquele gol.

Isso é talento, é concentração, é determinação, é força de vontade. É sinal de quem nasceu pra vencer, de quem tem algo a mais que os demais, algo genial.

Rogério não levou 63.000 torcedores (PM estipulou mais de 5000 do lado de fora sem ingresso) para o Morumbi, apenas por estar a 21 anos vestindo essa camisa. Ou por ter feito gols, ou mesmo ganhado um mundial. Rogério Leva uma nação a um estádio porque ele veste a camisa e porque ele é BOM. É CRAQUE.

Bem articulado, inteligente, independente, sempre enfrentou dificuldade no trato com a imprensa acostumada a jogadores sem cérebro, sem pensamento próprio. Até por isso RC sempre teve afinidade com jornalistas acima da média intelectual. Armando Nogueira, Alberto Helena, Juca Kfouri, Calçade, Mauro Beting, etc.

Rogério é Mito no Brasil e no exterior, doa a quem doer. Quando atua fora na libertadores é sempre o centro das atenções. Dá autógrafo atrás de autógrafo, entrevistas, especiais, documentários, e por aí vai. Não a toa foi escolhido pela IFFHS o 13º melhor goleiro da década, e o primeiro na lista a atuar exclusivamente fora da europa.

O que faltou para Rogério ser o maior goleiro da história foi ter abaixado a cabeça para a CBF e ter disputado uma copa como titular. Mas ele não teve a sorte que tiveram Marcos e Dida de o técnico do clube deles ter sido técnico da seleção.

Para concluir, só digo uma coisa e que será repetido por uma geração, ou gerações. Não vi Pelé, mas vi Rogério Ceni. Só os dois foram Mitos ou como diz a torcida São Paulina, M1TO. E quem viver verá. Nunca se esquecerão de Rogério Ceni, como nunca se esqueceram de tantos e tantos Mitos dos esportes, música, cinema, artes, etc.

 

 

Rogério Ceni – o MITO dos 1000 jogos

Presenciei boa parte dos mil jogos realizados pelo capitão Rogério Ceni na meta tricolor. Como já tenho mais de 30 anos, assisti jogos do Rogério desde os juniores, como no título da Copa São Paulo de 1993, vi seus jogos pelo “Expressinho” campeão da Conmebol de 1994, sofri no período em que diziam que ele nunca conseguiria um título de expressão pelo tricolor (culminando com o Paulistinha de 1998), tive o privilégio de vê-lo erguer por 3 vezes a taça de campeão brasileiro (2006, 2007 e 2008) e também as taças de campeão da Libertadores e Mundial (ambas em 2005).

Muitos jogos passam pela minha cabeça: a final do Mundial 2005 foi muito marcante, assim como o jogo do recorde de gols contra o Cruzeiro em 2006, uma das poucas notas 10 distribuídas pelo Prêmio Bola de Prata da Placar, o jogo do centésimo em 2011 contra o SCCP, mas a partida que considero a melhor atuação do MITO com a camisa tricolor foi a vitória épica contra o Rosário Central nas oitavas da Libertadores de 2004.

Esta era a primeira Libertadores do tricolor em 10 anos, desde a final de 1994, o tricolor não havia conseguido se classificar para o torneio mais desejado das Américas. O tricolor havia perdido o primeiro jogo em Rosário por 1X0 e precisava vencer por 2 gols de diferença para se classificar (não existia a babaquice do desempate por gols fora).

O tricolor saiu perdendo logo aos seis minutos do primeiro tempo, com um gol de Herrera, em uma besteira da defesa tricolor. O São Paulo se abateu com o gol, os argentinos pressionavam e o Rogério mostrava segurança quando era exigido. Aos 22 minutos o lance que poderia ser a redenção tricolor, pênalti (mal marcado) para o tricolor – o lance havia sido fora da área. Luis Fabiano bate e o goleiro defende a cobrança.

Aos 47, Grafite de cabeça empata o jogo. Ao final do primeiro tempo o tricolor não desce para os vestiários, e recebe as orientações do técnico Cuca no gramado do Morumbi.

No segundo tempo, o tricolor pressionou do inicio ao fim.  Perdia muitos gols até que aos 32 minutos, surge o gol mais sofrido que já vi, Grafite, de novo, aos trancos e barrancos faz 2X1.

O jogo foi para os pênaltis, logo na primeira cobrança Cicinho perde, os argentinos acertam 4 cobranças seguidas e o tricolor acerta as 3 seguidas com Grafite, Luis Fabiano e Fabão.

O jogo estava agora nas mãos e nos pés do capitão, ele precisa converter sua cobrança e pegar o pênalti seguinte para que o tricolor empatasse a disputa e levasse para as cobranças alternadas.

Ele bateu com maestria a sua cobrança e empatou a disputa. Na sequência com a frieza que só os grandes jogadores da história têm defendeu a 5ª cobrança dos argentinos no cantinho ­direito – é bom lembrar que ele não escolheu um canto e sim aguardou a cobrança e foi em direção da bola depois da cobrança direito – e manteve as esperanças dos tricolores.

Nas cobranças alternadas Gabriel fez para o tricolor e o MITO defendeu a cobrança do argentino, desta fez no canto esquerdo.

O São Paulo, infelizmente, não venceu aquele torneio, porém escolho este jogo como o jogo inesquecível do MITO, pois esta atuação fez com que os torcedores tricolores tivessem certeza que a trajetória de glórias do tricolor continuar.

Esta partida mostrou que Rogério Ceni é um excelente goleiro, embora seus feitos com a bola nos pés façam com que muitos críticos se esqueçam de suas qualidades debaixo das traves, um grande líder e principalmente um jogador capaz de mesmo nos momentos mais difíceis de uma partida de demonstrar a frieza necessária.

Hoje é dia de celebrar os 1000 jogos do maior e melhor goleiro da história do futebol brasileiro, de um jogador que honra a camisa que veste, de um vencedor (são 31 títulos com a camisa tricolor).

Portanto, torcedor tricolor no jogo de hoje no Morumbi esqueça as vaias, esqueça as fragilidades da equipe, a defesa de brucutus, o meio sem criatividade e o ataque que não faz gols. Celebre, aplauda, incentive e comemore no jogo de hoje.

Porque todos têm goleiro, nós temos Rogério Ceni!

Brasileirão – Corrida maluca

A rodada maluca do último fim de semana foi favorável a somente um dos clubes que teoricamente brigam pelo título, o São Paulo Futebol Clube.

Os principais rivais do tricolor (SCCP, CRF, Vasco), com exceção do Botafogo que não jogou, tiveram um fim de semana para ser esquecido.

Flamengo e Vasco foram derrotados por equipes que lutam contra o rebaixamento, e o SCCP jogou muito mal e perdeu para o sempre perigoso Coritiba.

O tricolor todo remendado conseguiu uma vitória inesperada contra o bom Figueirense em Santa Catarina. Vitória inesperada, pois o tricolor jogou com somente 4 jogadores considerados titulares, e também porque poucos clubes conseguiram vencer o Figueirense em seu estádio.

É claro que o tricolor não demonstrou um bom futebol, se com o time titular tem faltado futebol imagine com 7 desfalques, mas conseguiu novamente se aproximar do grupo que briga pelo título e ocupa a vice-liderança (por pontos perdidos é  3º colocado).

Os jogadores mostraram muita vontade, dedicação e luta durante todo o tempo de jogo, mas não é suficiente. O torcedor tricolor acostumou-se com times que venciam e encantavam, e este time está longe disto.

Ainda falta futebol, mas neste campeonato que mais parece um desenho animado  que eu assistia na década de 1980 chamado corrida maluca tudo pode acontecer. Quem sabe até o tricolor, com estes jogadores limitadíssimos, ser campeão.

Pode até ser campeão devido a incompetência dos concorrentes, mas o time (com raras exceções) não tem agradado o torcedor tricolor.

 

Cansei…

Cansei de escrever sobre como o time do São Paulo é um time que só sabe jogar no contragolpe, que não sabe se portar quando o adversário jogo com todos os jogadores atrás da linha da bola e que para mudar este estilo de jogo é necessário um jogador capaz de prender a bola no ataque e principalmente ser referência no ataque para fazer os gols quando o time fica sem opção de jogadas.

Cansei também de dizer que a culpa não é do técnico ou dos técnicos que passaram recentemente pelo tricolor, vale lembrar que o contestado Ricardo Gomes foi campeão da Copa do Brasil com o Vasco que tem um elenco mais modesto que o tricolor.

Desta forma prefiro falar das perspectivas tricolores para este Brasileirão, que não parecem muito boas.

O São Paulo Futebol Clube tem se apequenado! O clube que sem foi referência tanto dentro quanto fora do campo tem se tornado igual a todos os seus concorrentes, é mais do mesmo.

O tricolor que sempre (até 2005) montou times que tinham ao menos um pouco de talento, agora se limita a jogar para conseguir 3 pontos – sempre que sai na frente recua como time pequeno e fica esperando o jogo acabar.

Mesmo o time campeão da Libertadores e Mundial em 2005, que era muito fraco por sinal, que tinha jogadores limitadíssimos como Lugano, Edcarlos, Fabão, Mineiro, Josué, Danilo e Aloísio possui talentos em outras posições como o veloz e eficiente Cicinho, o talentoso Amoroso, o experiente Júnior, sem contar o melhor goleiro brasileiro de todos os tempos Rogério Ceni.

Neste time exceção feita à Rogério Ceni, o tricolor tem apenas duas promessas (Casemiro e Lucas) e um time repleto de jogadores sem talento para jogar em um clube com a história do tricolor.

Sinceramente, não sei até onde este time pode chegar, já cheguei a pensar que brigaria pelo título (confesso que exagerei),  já temi pelo rebaixamento (e me lembrei que time grande não cai), e  hoje tenho certeza que se mantiver esta irregularidade  ficará em uma posição intermediária da tabela.

O jogo contra o Fluminense foi um exemplo da mediocridade tricolor, um time sem nenhum talento tentando desesperadamente conseguir o empate depois de tomar um gol com um erro patético do sistema defensivo.

Mesmo a boa campanha fora de casa deve logo terminar, provavelmente já hoje contra o Figueirense, jogo em que o tricolor terá muitos desfalques.

Temo que o tricolor se apequene de tal forma que fique somente comemorando marcas individuais (100 gols, milésimo jogo, 700 jogos como capitão) e deixe de ganhar títulos e alegrar torcedores.

Hoje a única razão de orgulho do torcedor tricolor é o capitão, goleiro e MITO Rogério Ceni.

Por esta razão cansei. Cansei do JJ, cansei da mediocridade, cansei do futebol feio, cansei de não ter centroavante, cansei do Dagoberto, cansei do Carlinhos Paraíba, cansei…

 

SPFC X Fluminense – Quem não sabia?

Se existe algo que podemos chamar de jogada cantada, ou cartas marcadas no futebol, a contratação e a consequente decepção de Adilson Batista pelo SPFC foi uma delas. Eram vários trabalhos seguidos frustrados, todos por grandes clubes. E se o objetivo era mudar o comando, Carpeggiani por Adilson, não era lá uma mudança.

Hoje a derrota para o fluminense foi só mais uma etapa de sua eminente decaída no comando do time. Vamos aos números: São 12 jogos com 4 vitórias, 3 derrotas e 5 empates. Nos últimos 7 jogos somente 1 vitória. Nos 6 jogos em casa, são 2 vitórias, 2 derrotas e 2 empates.

Não há o que contestar sobre seu trabalho. É péssimo. Não fosse a sorte dos resultados adversários ajudarem, estariam bem abaixo da tabela. Não só os resultados são decepcionantes. O time não cria. Salvo os jogos fora de casa que ainda consegue ter certa movimentação e contra ataque, o futebol apresentado na grande maioria do tempo é deprimente, sem criatividade, sem tática, sem técnica e o mais preocupante, sem garra, sem brio e sem vontade. Time frio, sem vontade de vencer.

Já escrevi semana passada, sobre como o SPFC chegou a esse ponto. Não vou entrar no mérito maior de quem é a culpa. Mas a derrota de hoje foi a cara desse time sem graça, sem beleza, de um time sem o brilho necessário para se almejar algo no campeonato

Dentro de campo Fred deu uma aula de centroavante. O que o time do Morumbi carece e muito. Luis Fabiano precisa voltar urgentemente. Abel deu aula para Adilson, mostrou que não adianta apenas tirar um volante, colocar um meia e pronto. Ele precisar ajustar taticamente o time.

O mais desesperador é a apatia do elenco. São jogos seguidos sem vencer e tudo parece bom, tudo parece que está no caminho certo. Lucas some dos jogos, Dagoberto escolhe quando quer jogar bem. Se os dois que são os lampejos de talento não rendem, o que esperar do restante que em sua grande maioria é do nível de Bragantino?

O caminho para o SPFC é a troca de técnico, é uma boa conversa com o grupo e buscar de todas formas a vaga na libertadores. Para aí sim em janeiro montar um time a altura desse clube tão grandioso.

 

Rodada dos sonhos


É até difícil de acreditar. Em um jogo épico, com erros de arbitragens para os dois lados, o Corinthians ganhou de 3 a 2 do Grêmio no Pacaembu, atuando com dois jogadores a menos durante quase meia hora.

O Flamengo perdeu por 3 a 2 do Avaí, e agora perde Ronaldinho Gaúcho para a rodada do final de semana.

O São Paulo perdeu em casa para o Fluminense, não conseguindo tirar proveito da mãozinha dada pela arbitragem.

O Palmeiras deu mais um vexame daqueles, levando 3 do Botafogo.

O Santos levou 3, conseguiu empatar, mas definitivamente está fora da briga.

Posso queimar minha língua, mas considerando as próximas rodadas, desfalques, etc, afirmo: o título do campeonato brasileiro fica entre Corinthians e Vasco.

Qual o fim do túnel para o SPFC?

Muitos tentam entender qual é o problema do São Paulo Futebol Clube. Os mais acomodados diriam, como assim problema? O time está em 3º no Brasileirão e apenas 3 pontos atrás do líder, com um turno todo ainda pela frente.

Se pararmos para analisar essa colocação é sensata, mas não condiz com a história do time e principalmente do que ele produziu nos últimos anos. O time que se autodenomina time de 1º mundo, supercampeão, com estrutura, ética, organização e tudo mais, tem jogado todos esses elogios no lixo nos últimos três anos.

Creio que para entender onde se perdeu o rumo dentro do SPFC, é preciso inverter a pirâmide e ter a total convicção que o menor dos problemas é dentro de campo. Um clube de futebol para que seja vitorioso nas quatro linhas, carece muito mais que “jogar bem”. Esse jogar bem é oriundo de uma dezena de fatores que somados criam uma geração vencedora dentro de campo.

Começamos pelo mais grave erro cometido dentro de uma instituição, seja ela qual for, que é a quebra de seu estatuto. Ainda mais a quebra de uma norma, de uma regra, que durava há tantos anos e que era justamente um diferencial dentro do clube. A troca ininterrupta de presidentes a cada 2 ou no máximo 4 anos. A partir do momento que um presidente pleiteia a permanência por um tempo maior que a lei do clube permite, a partir do momento em que sua diretoria permite, e a esmagadora maioria dos conselheiros apoia e defende, pode ter certeza que está tudo errado e que resultados positivos não virão.

Ainda que os resultados do atual presidente fossem excepcionais, a atitude seria imoral, pior ainda essa decisão, se nos basearmos no cenário atual do departamento de futebol.

Após o título de 2008 e o tri campeonato consecutivo brasileiro, o Presidente Juvenal Juvêncio, provavelmente como muitos líderes ambiciosos na história da humanidade, deixou a humildade pra segundo plano e começou a tomar decisões inexplicáveis e depreciativas para o SPFC. Primeiramente uma atitude ridícula e abominável pela parte do Sr Presidente foi a recusa em admitir o Flamengo como primeiro Penta Campeão Brasileiro. JJ era da diretoria do clube dos 13 na ocasião e um dos maiores defensores que Flamengo e Internacional não jogassem contra Sport ou Guarani a final da Copa União. Gostaria de entender, baseado no que o cidadão hoje nega que o time carioca seja campeão Brasileiro daquele ano.

Além desse fato, no extra campo, vamos a brigas com CBF e Rede Globo. Eu sou totalmente a favor que se diga um NÃO bem grande a essas duas instituições que desmoralizam e desrespeitam o futebol brasileiro. O que inicialmente a diretoria são paulina fez, o que muito me orgulhou. Mas na verdade foi apenas um tiro no pé, visto que o clube perdeu grandes oportunidades e, ainda assim, foi obrigado a voltar atrás em muitas dos seus atritos com as instituições que mandam em nosso futebol. Ou se mantém uma relação amena e se negocia com o “diabo”, ou se joga tudo para o alto e luta pelo o melhor para seu clube e pros campeonatos nacionais. Na verdade o SPFC não fez nenhum, nem outro. Se queimou e voltou atrás com as mãos abanando.

Outro fator que o time do Morumbi sempre foi elogiado era pela permanência e qualidade de sua comissão técnica. E misteriosamente para o grande público, foram desligados 2 profissionais de altíssima qualidade e responsáveis diretos pelos últimos grandes títulos do clube. O preparador físico Carlinhos Neves, hoje inclusive na seleção brasileira, e o Fisiologista Turíbio Leite de Barros, que lá estava há 25 anos e foi o grande responsável pela criação do REFFIS, que é centro de excelência mundial em recuperação de atletas.

Não a toa, nesse mês de agosto foi demitido por questões técnicas o preparador físico Riva Carli, e menos a toa ainda o jogador Luís Fabiano ainda não retornou as atividades com bola, por exemplo.

Passando pra direção direta do time de futebol. O técnico. Após a saída de Muricy Ramalho, ainda não teve um técnico de ponta no comando da equipe. Quem obteve os melhores resultados, e que na prática foram muito bons, foi Ricardo Gomes. 3º colocado no Brasileiro de 2009, onde liderou até a penúltima rodada. E semi-finalista da libertadores da américa no ano seguinte. Mesmo com esses resultados, RG não obtinha a simpatia da torcida, nem mesmo da diretoria.

Daí em diante foram só fracassos. A começar pela manutenção do desconhecido e sem experiência Sérgio Baresi no comando da equipe por intermináveis 10 rodadas, o que custou a classificação para a libertadores desse ano de 2011. Carpeggiani chegou, sem a menor explicação da diretoria o porque dessa escolha, obteve alguns bons resultados no início do trabalho, mas daí em diante no seu 1 ano de trabalho, não obteve nenhum resultado satisfatório, perdeu a maioria dos clássicos, e conseguiu a façanha de ser eliminado por um Avaí desmontado, após ganhar em casa e sair na frente lá no Sul.

A única ressalva favorável ao trabalho da diretoria nesse 1 ano de Carpeggiani e Baresi, foi a pressão, finalmente, feita sobre os técnicos para que olhassem as divisões de base. Investiram bastante grana em Cotia, o que é um Mérito da atual diretoria, porém até então, não tínhamos nenhum retorno. Nesse primeiro ano de utilização da garotada, já temos propostas milionárias por Lucas e Casemiro, e propostas razoáveis por Henrique e Wiliam José. Espetacular retorno financeiro.

Depois do período inútil de Carpeggiani, temos o que? Adilson Batista. Técnico que passou por quase 1 dezena de clubes nos últimos 12 meses, sem sucesso algum. Qual a explicação para a escolha? Até agora, nenhuma. Eis que chegamos ao décimo jogo exatamente hoje de Adilson no comando do time. São 3 vitórias, 2 derrotas, e 4 empates; São 4 jogos em casa, com 1 vitória, 2 empates e 1 derrota. Empates com 2 clubes na zona de baixa da tabela de classificação diga-se de passagem. Neste momento está a 4 jogos sem vencer, e sabe-se lá como, ainda próximo da liderança do brasileirão.

Depois de falhar eticamente, de demitir profissionais de qualidade, contratar técnicos sem capacidade, eis que chegamos ao ápice da má administração. A péssima formação de elenco para o time profissional. Goleiro não há o que reclamar, Rogério Ceni dificilmente não joga, logo, o reserva tanto faz. Ainda assim, Denis é de qualidade. Laterais. Por incrível que pareça, depois de 5 anos ainda não tivemos um lateral direito de verdade. Desde que Ilsinho deixou o clube em sua primeira passagem, só tivemos improvisações, e não tivemos a capacidade de contratar um “titular” pra posição. Agora temos a chegada do paraguaio Piris. Que é ótimo marcador, esforçado, e nada mais. Lateral esquerdo, 2 decepções seguidas. Junior César e Juan estouraram por seus clubes no Rio de Janeiro e no tricolor paulista, meros coadjuvantes sem brilho nenhum.

Zagueiros, a grande façanha da diretoria. Perderam 2 dos maiores zagueiros da história do clube, Alex Silva e Miranda, de uma só vez, os dois. Não trouxeram nenhum a altura, João Filipe, um mero desconhecido, e mantiveram o fraco Xandão, e os garotos Luiz Eduardo e Bruno Uvini.

Meio de campo, a excelente contratação do volante Denilson, a muito boa vinda de Cícero, a boa aposta em um meia Argentino Cañete, e a ótima aposta em Rivaldo. Porém, ainda faltam jogadores de decisão, de final. Rivaldo não é mais esse jogador. Cañete pode ser, incógnita. Mas cabe ao técnico arriscar menos em jogadores limitados como Wellington e Carlinhos Paraíba, e colocar mais qualidade dentro de campo. Parabéns a diretoria pela renovação com o cracaço Casemiro. Reforço sensacional ao time.

O ataque do time é um hoje e outro quando o Fabuloso retornar. Porém, ainda assim, está longe de ser excelente. Marlos e Fernandinho não rendem quase nunca, e Henrique e Wiliam José não possuem cacife ainda para jogarem no time. Lucas não é atacante, a insistência nisso é tola. E ele precisa ser orientado e logo, pois está se tornando um jogador de muita qualidade mas que não rende quase nunca. Dagoberto não decide quando precisam dele. Joga bem quando quer, é bastante útil durante o campeonato, mas não é jogador que decide um título.

Conclusão da história: Diretoria corrupta, comissão técnica debilitada, treinadores frcos e jogadores limitados e sem personalidade. 2 anos e meio sem título e sem horizontes bons pela frente. Ou o SPFC, volte a ser SPFC. Ou o período de recesso de títulos está longe de terminar.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Parece que ninguém quer.

O Corinthians tá se esforçando para perder a liderança.

O Flamengo faz de tudo para não alcançar o tpo.

São Paulo e Vasco se dedicam à manutenção da posição intermediária.

O Palmeiras e o Botafogo não conseguem se aproximar.

Ninguém quer ser campeão brasileiro?

Nas rodadas finais do primeiro turno, vemos vários times derrapando e não conseguindo abrir vantagem perante os concorrentes. Muitos são os fatores, como desfalques por contusão, convocações da seleção brasileira e jogadores novos que ainda não entrosaram com o time.

Mas quem arrisca, a esta altura do campeonato, fazer uma previsão?

Quem pode dizer quem será o campeão brasileiro? Os classificados para a libertadores? O artilheiro do torneio?

Falando do Corinthians especificamente, o começo da tabela foi muito mais difícil, e a equipe abriu uma enorme vantagem. Quando pegou adversários mais fracos, perdeu a oportunidade de estar disparado na liderança.

Qual será a próxima surpresa pregada pelo time do professor Adenor?

Liderança distante

Não costumo escrever logo após os jogos do tricolor porque prefiro “digerir” o resultado e emitir minha opinião com isenção mas, como terei um domingo muito corrido respirei bem fundo e contei até 633 para escrever esta coluna. Então vamos lá:

Posso parecer repetitivo (e estou sendo), mas o São Paulo vai continuar tendo dificuldades para jogar no Morumbi devido as características do time, boa parte dos jogadores do meio para frente é de característica para este tipo de jogo, são velocistas, correm e não conseguem pensar o jogo. Dagoberto, Lucas, Fernandinho, Ilsinho e Marlos jogam assim. O único jogador com característica e condições de pensar o jogo e saber o momento de cadenciar ou acelerar é o Rivaldo que não tem condições físicas de jogar em alto nível 2 vezes na semana – 1 vez já está díficil. Outro agravante é o fato de não ter no elenco um jogador com capacidade de jogar de costas, prender a marcação e segurar a bola na frente para chegada dos meias, já que Luis Fabiano não deve estrear tão cedo.

No jogo de hoje o tricolor, apesar de ter uma defesa completamente remendada com Zé Vitor improvisado na zaga ao lado de João Filipe (que diga-se de passagem é limitadíssimo), começou razoavelmente bem o jogo, com toques rápidos e insinuantes, embora sem levar perigo ao gol do Atlético Paranaense. Até em uma falta idiota do único zagueiro tricolor, bola na área e GOL do Atlético.

Felizmente, o tricolor na jogada seguinte empatou o jogo com um golaço de Ilsinho (que só fez isto no jogo) e equilibrou o jogo que no primeiro tempo foi muito feio – apesar da dedicação dos atletas que estavam em campo.

No segundo tempo a história continuou 2 times muito dedicados e sem nenhuma demonstração de talento, até que em uma jogada de contra-golpe os paranaenses fizeram 2X0  e fizeram com que a torcida começasse a jogar contra o próprio time.

No final do jogo o tricolor achou um gol e empatou o jogo e tornando ruim um resultado que era horrível.

Não se pode reclamar de falta de empenho dos jogadores, até porque isto é o máximo que alguns deles podem fazer (João Filipe, Jean, Fernandinho e Piris principalmente) muito menos do técnico que escalou o que podia diante dos inúmeros desfalques (principalmente na defesa).

O que precisa ficar claro para o torcedor tricolor é que esta será a normalidade do grupo tricolor, ou seja, jogos fora melhor que os de casa, instabilidade emocional e muitos sustos.

Ao que parece o tricolor não terá regularidade para brigar pelo título e a Libertadores de 2012 pode ficar mais distante principalmente se outra equipe brasileira vencer a Sul Americana, o que diminui para 3 as vagas do Brasileirão para o principal torneio continental.

Os time sonhava dormir na liderança, mas demonstrou não ser merecedor dela.

A cada rodada a liderança fica mais distante.