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Queria ver o campeão

Tem uma coisa que eu odeio no futebol: reclamações de bairrismo movidas pelo complexo de inferioridade de algumas pessoas. Via de regra, reclamam que o destaque para os times de São Paulo e Rio de Janeiro é desproporcional aos resultados obtidos em campo.

Discordo. Os números estão aí pra provar que não é bem assim. Mas… (sempre tem um mas). Continue lendo Queria ver o campeão

Como fazer os bons jogadores do Brasileirão brilharem?

Que nós brasileiros atravessamos uma entre-safra absurda de craques de futebol não nos resta dúvida.  Mas ainda assim estamos com grandes dificuldade de fazer até mesmo com que os bons jogadores, e possíveis craques, rendam o que podem, ou teoricamente poderiam produzir dentro de campo.

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Manifesto

por TERCIO BAMONTE*

São Paulo, 25 de março de 2012. Domingo de sol, dia de alegria, dia de mais um Corinthians e Palmeiras. Eleita em 2008 como a 9ª maior rivalidade do planeta (junto com Barcelona x Real Madrid, Boca Juniors x River Plate, Nacional x Peñarol, Milan x Inter de Milão), a história do confronto entre os dois clubes ultrapassa a bola, envolve paixões.
Em um universo paralelo, eu vestiria minha camisa do Verdão, pegaria minha mulher com a camisa do Timão e iríamos ao Pacaembu curtir lado a lado e na companhia da nossa filha este espetáculo. Encontraria ao meu lado meu cunhado com o manto alvinegro, meus vizinhos palmeirenses e corinthianos em uma confraternização que ultrapassaria a bola, envolveria família e paixões.
Mas neste nosso universo isto sequer pode ser pensado. A violência gratuita, que não é privilégio tupiniquim, invadiu nossas ruas, nossos estádios e encheu nossos corações apaixonados de medo, consternação, decepção. Bom seria, naquele outro universo pudéssemos sair do Pacaembu e subir a pé a ladeira da Faap, alcançar a Praça Villaboim, tomar um Chopp e comer um lanche na Barcelona, todos juntos, comentando o jogo e entoando os hinos sagrados dos nossos clubes. Que lembrança seria esta para nossos pequenos.
Hoje choramos a morte de mais um irmão, assassinado covardemente em mais uma briga com hora marcada. É a tal tragédia anunciada. Hora morre um palmeirense, outra um corinthiano ou até mesmo os dois.
Sei que isto não vai acabar, e que poderemos exercer a utopia trancados em nossos lares. E sabendo que em dia de clássico a cor das nossas camisas deve ser neutra. A paixão permanece, mas o TESÃO está acabando.
Nem vou comentar a babaquice dos jogadores que se estranham em campo, TODAS as vezes sem motivo. E isto inflama a violência das torcidas.
PALMEIRAS e CORINTHIANS vamos JUNTOS mudar a história.
Se não podemos viver plenamente a UTOPIA, vamos dizer a todos que tentamos. No próximo Derby, vamos dar uma aula de civilidade e jogar com as camisas trocadas. Vamos envolver todos os jogadores, comissão técnica, dirigentes e mídias neste movimento. Mostremos aos CIMINOSOS UNIFORMIZADOS que somos todos iguais, reunidos em torno de uma paixão. Neste jogo não importarão as cores, os uniformes, mas a igualdade.
E como irmãos separados no nascimento nos reuniremos sob o mesmo teto, unidos pelo laço da paixão e da PAZ.
FICA A DICA.

 

*Tercio Bamonte tem 36 anos, é advogado, palmeirense, pai de família, paga suas contas mais ou menos em dia e sabe que futebol é apenas entretenimento, e não guerra.

Ganhou mais um clássico, mas… e daí?

Mais uma vez Danilo marcou em um clássico.

Ontem, em um jogo até que emocionante e brigado, o Corinthians ganhou o clássico contra o São Paulo por 1 a 0, gol de Danilo, no Pacaembu.

Fora a alegria de vencer mais uma vez o rival, o que esta vitória acrescenta ao Corinthians?

Pode dar um pouco de moral para o jogo de quarta-feira, contra o Deportivo Táchira, é verdade, e se tivesse perdido talvez houvesse um pequeno borburinho em torno do resultado.

Mas taticamente, não foi possível analisar nada, pois o ataque era o reserva.

Tecnicamente, é muito mais fácil perceber a péssima fase de Julio Cesar e Alessandro do que qualquer outra coisa.

Fisicamente, é impossível analisar um time que faz a pré-temporada com o campeonato já em andamento (no que o Corinthians não tem culpa, diga-se de passagem, é a zona que nosso futebol brasileiro proporciona mesmo).

Nessa época do ano é muito importante relativizar os resultados, e muito difícil analisar as atuações. Poderia aqui elogiar Danilo, Jorge Henrique e Fabio Santos, que jogaram bem ontem, assim como o Cortez e o Denis pela equipe São Paulina. Acho que seria muito mais produtivo que as equipes estivessem se preparando fisicamente, disputando torneios amistosos, sem compromisso com resultados.

Vejo grande parte da mídia massacrando o técnico Leão e o João Filipe, que jogou improvisado na lateral direita. Mas será que tinha outra opção também? Não corria o risco de estourar outro jogador, pior preparado fisicamente?

E vocês, o que acham, essa vitória acrescenta alguma coisa à equipe do Corinthians ou foi apenas mais um jogo em que não perder era mais importante do que ganhar?

Cortes, o símbolo da vitória de ontem e do futuro almejado

Enfim, um futebol ao menos gostoso de assistir. Mais rápido, mais toque de bola, mais jogadores lúcidos, mais consciência tática, mais cabeça erguida, menos desespero com a bola, enfim, esse foi o SPFC no jogo de ontem. Também temos que ressaltar a vontade e empenho de todos os jogadores, parece que ao menos isso esse ano está sobrando. Quando temos um time sem estrelas, sem craques, o mínimo que se espera é uma entrega dentro das 4 línhas que seja acima da média e do comum. E esse time atual do SPFC parece ter isso de sobra.

É claro que o fato de termos apenas 1 volante no time ajudou, a presença fixa de Wellington lá atrás, como 1º volante, marcador, não armador, foi essencial. Lembrou tempos áureos de chicão, pintado, mineiro e Josué. Volante incansável. Maicon e Jadson levaram bastante rapidez ao meio de campo, toques ligeiros, nem sempre precisos, mas falta entrosamento ainda é verdade.

Lucas no meu entender provou que é atacante, é falta de bom senso deixar ele vir lá de trás precisando driblar 3,4 adversários ao invés de fixar-se no ataque e ter 1, no máximo 2, para serem superados. Wiliam José com toda sua falta de técnica foi bem, oportunista, esperamos que engrene e seja um reserva ao menos razoável. Méritos a Paulo Miranda, na minha visão um monstro ontem na zaga, não tinha visto ele ainda atuando pelo tricolor, e fiquei surpreso e feliz.

Méritos para o futuro titular absoluto Casemiro, que veio do banco, e, humildemente, mostrou que é craque. Duas saídas de jogo excepcionais que resultaram no 2º e 3º gols. Mas indiscutivelmente o melhor em campo ontem foi Cortes. Marcação exemplar, antecipações maravilhosas, velocidade, saída de jogo, entrega, habilidade, precisão, tudo. Baita contratação da diretoria. Lateral esquerdo que nos lembra, Nelsinho, Leonardo, Serginho e Junior.

Se o São Paulo mantiver a atuação de ontem, com a volta do capitão RC, do artilheiro Luis Fabiano e com a estreia de fabricio e Osvaldo, o time tem peças para evoluir e lutar, ainda que no 1º semestre. Para o Brasileiro é necessário mais, mas por enquanto parece que a limpeza que a diretoria fez deu resultado. Ao menos no espírito

2012 duvidoso do SPFC. Sem Fabuloso, sem esperanças.

Escrever sobre a parte técnica do São Paulo Futebol Clube nunca é fácil para mim. É claro que o grau de exigência é muito maior, visto que a paixão exacerbada sempre influencia a espera por bons resultados e qualidade do futebol. Mas sinceramente me considero um dos são paulinos mais coerentes e sinceros com a atual situação do time. Não vou analisar com total propriedade a partida de ontem, pois assisti em um bar com alguns amigos, sem áudio e com atenção dificultada. Mas uma análise geral posso fazer com certeza desse início de ano.

Estive presente na estreia do campeonato paulista, 4×0 no Botafogo de Ribeirão Preto. Como é de costume na torcida são paulina, a ilusão, a esperança criada nas cabecinhas sonhadoras deles gerou uma impressão que o time era outro, que o Fernandinho aprendeu jogar bola, que o Wellington acertaria passes e apareceria na área pra atacar, que a zaga era eficiente, etc..

Como é de costume, saí muito bravo do estádio, com a clara convicção de que o time não mudará nada, a criação continuava pífia, a parte técnica, passes, domínios, chutes, continuavam sendo desesperadores, entre outras críticas. A Raça parecia ter mudado, e isso era um ótimo sinal. Mas apenas a mudança de espírito não ganha jogo, quando o time é fraco, sem talento, não há vontade que ganhe jogo, muito menos campeonatos. Além de jogadores bem limitados, tem a decepcionante constatação que não temos elenco. Iniciar uma partida com Fernandinho e Wiliam José na frente é falta de respeito com a história grande que esse time tri mundial tem.

Nesse momento enxergo um clube perdido, que não sabe o que fazer, que não conseguiu trazer Montillo, que não conseguiu trazer Nilmar, que trouxe apenas médio para bons jogadores, mas nada que desse um pingo de esperança. Como já aconteceu em 2003, quando Luis Fabiano levou o time sozinho para a libertadores, a esperança é que agora 8 anos depois a história se repita. Sem um Fabuloso inspirado e iluminado, as expectativas não são as melhores. O treinador não é nenhum de ponta nos tempos atuais, não tem nenhum trabalho de sucesso nos últimos 6 anos, nossa comissão técnica é nova e sem nenhum respaldo anterior de vitórias. E por aí o time caminha a sonhar com o inesperado.

Que as esperanças de um Jadson brilhante, de um Lucas constante, de um Osvaldo contagiante, de um Fabuloso determinante, de um Rogerio (apenas daqui a alguns meses) comandante, enfim, de um time empolgante, que finalmente se tornem realidade. No momento são sonhos e especulações. Para brigar por Copa do Brasil e Paulistão é suficiente, pro 2º semestre é muito pouco. E o muito pouco parece que se tornou realidade nos lados do Morumbi.

Contratar ou Revelar? Eis a questão!

Com a Final da Copa São Paulo, vendo a festa de meus amigos corintianos pelo merecido título, fui questionado por alguns destes amigos se o mais importante seria revelar jogadores ou vencer o torneio.

Tenho pensado sobre este questionamento e continuo em dúvida, pois quando um time vence a Copinha é mais fácil validar as revelações e muitas vezes quando o clube não vence o torneio são colocados em descrédito tanto os atletas quanto a estrutura (física e recursos humanos).

Olhando para os clubes brasileiros não consigo enxergar a prioridade das categorias de base, tão presente nos discursos dos diretores. O campeão da Copinha deste ano, por exemplo, tem somente um atleta das categorias de base em seu time titular (o goleiro Julio César – que é muitas vezes contestado), e perdeu vários atletas para mercados secundários ou times de menor expressão (Dentinho e William estão na Ucrânia, Lulinha é um nômade, sendo emprestado para clubes pequenos a cada inicio de temporada, Boquita não vingou nem na Portuguesa).

Outros clubes também passam pela mesma situação, mesmo aqueles que alegam ter as melhores estruturas, como é o caso do SPFC, que no time titular tem somente 4 jogadores revelados na base (Rogério, Denilson, Wellington e Lucas) e também “dispensou” muitas jogadores revelados recentemente (Jean, Aislan, Mazola, Sérgio Motta, Alex Cazumba, Juninho, Richard, Denner, Ronielli, Bruno César, entre outros).

Imagine se os clubes nacionais priorizassem de verdade as categorias da base, assim como o Barcelona faz na Espanha – são 8 revelações do clube entre os titulares (Valdes, Puyol, Piqué, Busquets, Xavi, iniesta, Fábregas e Messi), o tricolor do Morumbi poderia ser escalado com: Rogério, Jean, Luiz Eduardo, Rodolpho, Cortes; Wellington, Casemiro, , Hernanes, e Kaká; Lucas e Luis Fabiano, assim como o Barcelona com 8 jogadores da base (em negrito).

Para que isto aconteça, os clubes precisam entender que entre um jogador mediano contratado e manter uma promessa da base, a revelação é que deve ser utilizada, ou você acha que o Luiz Eduardo é pior que o João Filipe (SPFC), ou o Moraes era melhor que o Lulinha (SCCP), ou Wellington Nem joga muito menos que o Souza (FFC).

Enquanto não tivermos jogadores da base nos elencos dos grandes clubes brasileiros, jogando, ganhando experiência, errando e acertando, não teremos categorias e base com qualidade no Brasil.

Alguns dizem, assim como o Paulo André em seu blog, que os garotos chegam verdes para treinar com os profissionais, mas como serão preparados se não são testados – pouco a pouco – em seus clubes. Jogadores consagrados, ídolos em seus clubes não forma lá muito em seu primeiro ano em um grande clube – o Raí, por exemplo, não jogou nada em seu primeiro ano no tricolor, o Hernanes só vingou depois de muitas idas e vindas.

É preciso colocar a garotada para jogar. O que você acha? Como ficaria seu time se escalado com pelo menos 8 jogadores da base? Comente, critique! Este assunto precisa e deve ser muito discutido.

 

 

Paulistinha 2012 – Estréia Tricolor

Ontem foi a estréia tricolor no Campeonato Paulista (Paulistinha 2012), confesso que não sou um dos maiores admiradores deste torneio – que em minha opinião não deveria existir (sobre isto escreverei outra coluna), mas em função da coluna assisti ao jogo e tirando todas aquelas considerações de início de temporada (falta de pré-temporada, equipe ainda em formação, reforços que ainda não puderam estrear, contusões entre outras) o jogo até que foi agradável.

O técnico Leão escalou o tricolor no sistema 4-2-3-1, com dois volantes com razoável saída de bola (Wellington e Denilson), mais a frente Lucas aberto na direita, Fernandinho na esquerda e Cícero cuidando da armação pelo meio, e somente o Luís Fabiano na frente. Nas laterais,  Piris ficou um pouco mais preso na defesa, com Cortês avançando mais e no miolo da zaga, Rodolfo pela direita (é onde ele rende mais) e o limitado Edson Silva pela esquerda.

Uma montagem simples e óbvia em que o time se portou bem diante de um adversário que provavelmente vai brigar contra o rebaixamento, fazendo a obrigação e vencendo de forma fácil no Morumbi.

Alguns ajustes precisam ser feitos, Cícero não tem condições de ser o “cérebro” desta equipe, os avanços do Cortês precisam ser mais bem aproveitados e precisa haver uma cobertura eficiente por parte dos volantes nestes avanços. Situações que podem ser amenizadas com as estréias de Fabrício e Jadson (que acredito não ser também o meia clássico que o tricolor buscava).

Individualmente, gostei das atuações do Cortês (sabe marcar e tem muito vigor para o apoio), Lucas (apesar de prender a bola em excesso, mostrou que está afim de algo mais), e do Casemiro (entrou bem jogando com simplicidade e dando mais qualidade ao meio).

E você, o que achou da estréia tricolor?

Balanço do elenco tricolor para 2012

Hoje, depois de muito tempo, volto de férias e confesso que desde o final do Campeonato Brasileiro não tenho lido muita coisa sobre futebol, mas tenho escutado alguns amigos e colegas são-paulinos enaltecendo o elenco que o São Paulo montou para este início de ano,  resolvi então fazer um balanço das perdas e contratações que o tricolor fez com a intenção de ver se houve realmente uma melhora de qualidade no elenco.

Eis o elenco tricolor (em negrito as novidades):

Goleiros: Rogério, Denis, Leonardo e Léo.

Zagueiros: Rodolpho, João Felipe, Bruno Uvini, Luiz Eduardo, Edson Silva e Paulo Miranda. SAIU: Xandão

Laterais: Piris, Henrique Miranda, Juan e Cortês.

Volantes: Denilson, Wellington, Casemiro, Rodrigo Caio, Cleber Santana, Juninho e Fabrício. SAÍRAM: Jean e Carlinhos.

Meias: Cícero, Lucas, Cañete, Rafinha, Maicon e Jadson. SAÍRAM: Marlos e Rivaldo

Atacantes: Luis Fabiano, Fernandinho, William e Henrique. SAIU: Dagoberto

Foram até este momento 6 jogadores contratados (Edson Silva, Paulo Miranda, Cortês, Fabrício, Maicon e Jadson), dos quais acredito que somente 2 devem ser titulares absolutos (Jadson e Fabrício). Os demais vieram para suprir as dispensas e para compor elenco somente.

Dos jogadores que saíram não há muito o que se falar, todos quando chegaram nos novos clubes demonstraram certa insatisfação com a situação que viviam no tricolor e creio que não estavam mais afim de jogar no tricolor.

Vale ressaltar  porém, que ainda não houve reposição da saída do Dagoberto e por enquanto não há um parceiro ideal para o Luís Fabiano, e que pelo que vi até aqui do Jadson ele não é o “DEZ” que o tricolor há tempos não tem, sua principal característica é de carregar a bola.

Não sei se este elenco vai “dar liga”, mas é possível armar um time interessante. Eu escalaria o time no 4-2-3-1, devido a ausência de atacantes: Rogério, Piris, Rodolpho, Luiz Eduardo e Cortês; Denilson e Fabrício; Casemiro, Lucas e Jadson; Luis Fabiano. Um jogador que merece, uma atenção especial no seu retorno ao tricolor é o volante Juninho que se não sentir o peso da camisa, pode aos poucos ganhar espaço.

 

 

A supervalorização de um jogo

Tenho estranhado a maneira como o clássico de hoje à noite (21/09) entre São Paulo e SCCP tem sido abordado pela imprensa, pelos clubes e pelo torcedor.

O jogo da vida, a decisão do campeonato, a última chance se as equipes quiserem brigar pelo título.

Para mim tudo isto é um grande exagero, os 2 clubes estão muito bem colocados (2º e 3º colocados) sendo que somente 2 pontos separam o líder do campeonato do “menos melhor” dos participantes do clássico de hoje, e ainda faltam 14 rodadas, 42 pontos a serem disputados, e os dois ainda enfrentam o Vasco – líder até esta rodada.

O jogo por si só é um grande atrativo para o público, imprensa e atletas, e não é necessário este tratamento para valorizar o espetáculo.

Será um grande jogo, mas não o fim do mundo. Vencedor e vencido ainda continuarão brigando pelo título, vencedor e vencido ainda apresentaram problemas. E a vida continuará para vencedor e vencido.

O Clássico é só um jogo no campeonato, vale somente 3 pontos assim como os jogos contra as pequenas equipes e não pode ser supervalorizado.

Na minha opinião um time não deixa de ser campeão porque perdeu um clássico e sim porque deixou de vencer equipes que todos os outros venceram.

No ano passado o SCCP deixou de ser campeão por causa dos clássicos, mas deixou de ser campeão porque não conseguiu vencer nenhum dos jogos contra o Atlético Paranaense.

O título é ganho nas 38 rodadas e não em um clássico.

Que os dirigentes dos dois clubes entendam isto e deem continuidade ao trabalho de sua comissão técnica e confiança aos atletas.

Chega de supervalorizar um jogo em um campeonato que tem outros 37 jogos.