Escolha uma Página
Precisava parar

Precisava parar

cansado

13 de Julho de 2014.

A Alemanha bate a Argentina no Maracanã e é coroada como a grande campeã do mundo.

16 de Julho de 2014.

O Campeonato brasileiro tem o início de sua décima rodada.

É demais, meus amigos. Hoje teremos vários jogos importantes pela Copa do Brasil, o segundo campeonato mais importante do país. E a verdade é que ninguém está ligando pra isso. (mais…)

Desgraça anunciada

Desgraça anunciada

Domingo, antes do Derby, tive a oportunidade de cruzar com alguns ônibus levando torcedores de uma uniformizada para o estádio.

Eu, acostumada a frequentar estádios desde bebê, confesso que fiquei assustada com a cena que vi enquanto esperava dois policiais escoltarem os ônibus e van dos torcedores pelos faróis vermelhos de uma das avenidas mais movimentadas da cidade.

Ali, parada com meu carro no farol vermelho, fiquei chocada com a agressividade gratuita da torcida. Torcedores pendurado nas janelas dos ônibus, gritando, brigando, xingando e fazendo provocações para torcedores até de outros clubes que passavam tranquilamente com suas famílias pelas ruas.

O que vi ali, não vou esquecer tão cedo, o que senti ali naqueles minutos não vou esquecer tão cedo: foi o prenúncio de uma tragédia anunciada.

Confesso que não quis ver o jogo. Fui para um parque e só nos minutos finais fui atrás de uma TV para saber o resultado. O jogo nem tinha acabado. Mas pra mim, quem ganhasse ou quem perdesse, já tinha saído no prejuízo. O resultado mesmo, já não tinha mais tanto valor.

A briga (ou seria GUERRA) entre torcedores antes do jogo já tinha decretado quem tinha ganhado e quem tinha perdido.

Ganhou a intolerância, o preconceito, o medo e a dor. Perdeu a vida, a alegria e o futebol.

Nosso futebol está agonizando na UTI e antes que ele dê seu último suspiro, quero dizer que estou em luto desde já.

Mas antes de terminar esse texto, faço uma provocação: tem mesmo que ser assim?

Manifesto

por TERCIO BAMONTE*

São Paulo, 25 de março de 2012. Domingo de sol, dia de alegria, dia de mais um Corinthians e Palmeiras. Eleita em 2008 como a 9ª maior rivalidade do planeta (junto com Barcelona x Real Madrid, Boca Juniors x River Plate, Nacional x Peñarol, Milan x Inter de Milão), a história do confronto entre os dois clubes ultrapassa a bola, envolve paixões.
Em um universo paralelo, eu vestiria minha camisa do Verdão, pegaria minha mulher com a camisa do Timão e iríamos ao Pacaembu curtir lado a lado e na companhia da nossa filha este espetáculo. Encontraria ao meu lado meu cunhado com o manto alvinegro, meus vizinhos palmeirenses e corinthianos em uma confraternização que ultrapassaria a bola, envolveria família e paixões.
Mas neste nosso universo isto sequer pode ser pensado. A violência gratuita, que não é privilégio tupiniquim, invadiu nossas ruas, nossos estádios e encheu nossos corações apaixonados de medo, consternação, decepção. Bom seria, naquele outro universo pudéssemos sair do Pacaembu e subir a pé a ladeira da Faap, alcançar a Praça Villaboim, tomar um Chopp e comer um lanche na Barcelona, todos juntos, comentando o jogo e entoando os hinos sagrados dos nossos clubes. Que lembrança seria esta para nossos pequenos.
Hoje choramos a morte de mais um irmão, assassinado covardemente em mais uma briga com hora marcada. É a tal tragédia anunciada. Hora morre um palmeirense, outra um corinthiano ou até mesmo os dois.
Sei que isto não vai acabar, e que poderemos exercer a utopia trancados em nossos lares. E sabendo que em dia de clássico a cor das nossas camisas deve ser neutra. A paixão permanece, mas o TESÃO está acabando.
Nem vou comentar a babaquice dos jogadores que se estranham em campo, TODAS as vezes sem motivo. E isto inflama a violência das torcidas.
PALMEIRAS e CORINTHIANS vamos JUNTOS mudar a história.
Se não podemos viver plenamente a UTOPIA, vamos dizer a todos que tentamos. No próximo Derby, vamos dar uma aula de civilidade e jogar com as camisas trocadas. Vamos envolver todos os jogadores, comissão técnica, dirigentes e mídias neste movimento. Mostremos aos CIMINOSOS UNIFORMIZADOS que somos todos iguais, reunidos em torno de uma paixão. Neste jogo não importarão as cores, os uniformes, mas a igualdade.
E como irmãos separados no nascimento nos reuniremos sob o mesmo teto, unidos pelo laço da paixão e da PAZ.
FICA A DICA.

 

*Tercio Bamonte tem 36 anos, é advogado, palmeirense, pai de família, paga suas contas mais ou menos em dia e sabe que futebol é apenas entretenimento, e não guerra.

Tem elenco e tem padrão

Tem elenco e tem padrão

Padrão do time corinthiano.

Não tenho me animado a escrever aqui porque sinceramente o Campeonato Paulista não é muito passível de análises, por falta de competência técnica dos competidores.

Mas tenho observado algumas coisas no Corinthians que se confirmaram ontem na Copa Santander Libertadores.

Antes de mais nada, gostaria de deixar claro que ainda acho o Tite um técnico muito fraco para comandar o Corinthians. Porém, quando ele acerta devemos aplaudir e reverenciar.

Independente dos resultados dos jogos, que aliás é o que menos importa a essa altura, principalmente no Paulistinha, a equipe do Parque São Jorge tem mostrado que possui duas coisas muito importante no futebol atual: Padrão de Jogo e Elenco.

Mesmo mesclando várias vezes os jogadores titulares com os reservas, o Corinthians tem mantido uma forma de atuar, que gostemos ou não (eu, particularmente, prefiro um time mais agressivo) tem dado certo. Foi com o futebol “burocrático”, de toque de bola e muito 1 x 0 que o time chegou ao título brasileiro do ano passado, e tem mantido isso neste ano.

Pode-se argumentar que é um jogo feio, mas mantendo a posse de bola e marcando à frente do meio de campo, como fez ontem contra o Nacional do Paraguai, o Corinthians corre muito pouco risco, e sua defesa nem é verdadeiramente testada. Quando se fala da defesa pouco vazada, deve-se lembrar que estamos falando de um sistema, e não somente de dois zagueiros que fazem o trabalho sozinhos.

Além disso, é de se admirar o conhecimento sobre o elenco e a excelente utilização que vem sendo feita pelo técnico Tite. Priorizando a condição física dos seus atletas (vale lembrar que no ridículo futebol brasileiro pré-temporada é luxo), ele vem fazendo um rodízio e dando oportunidade a todos, e ninguém está jogando somente com o nome, têm ficado no time titular os melhores jogadores. Tudo isso sem que haja crise de ciúmes, chilique em público ou reclamações sobre a insatisfação de não jogar.

Sou um crítico contumaz dele, mas neste momento, palmas para o Tite.

Ganhou mais um clássico, mas… e daí?

Mais uma vez Danilo marcou em um clássico.

Ontem, em um jogo até que emocionante e brigado, o Corinthians ganhou o clássico contra o São Paulo por 1 a 0, gol de Danilo, no Pacaembu.

Fora a alegria de vencer mais uma vez o rival, o que esta vitória acrescenta ao Corinthians?

Pode dar um pouco de moral para o jogo de quarta-feira, contra o Deportivo Táchira, é verdade, e se tivesse perdido talvez houvesse um pequeno borburinho em torno do resultado.

Mas taticamente, não foi possível analisar nada, pois o ataque era o reserva.

Tecnicamente, é muito mais fácil perceber a péssima fase de Julio Cesar e Alessandro do que qualquer outra coisa.

Fisicamente, é impossível analisar um time que faz a pré-temporada com o campeonato já em andamento (no que o Corinthians não tem culpa, diga-se de passagem, é a zona que nosso futebol brasileiro proporciona mesmo).

Nessa época do ano é muito importante relativizar os resultados, e muito difícil analisar as atuações. Poderia aqui elogiar Danilo, Jorge Henrique e Fabio Santos, que jogaram bem ontem, assim como o Cortez e o Denis pela equipe São Paulina. Acho que seria muito mais produtivo que as equipes estivessem se preparando fisicamente, disputando torneios amistosos, sem compromisso com resultados.

Vejo grande parte da mídia massacrando o técnico Leão e o João Filipe, que jogou improvisado na lateral direita. Mas será que tinha outra opção também? Não corria o risco de estourar outro jogador, pior preparado fisicamente?

E vocês, o que acham, essa vitória acrescenta alguma coisa à equipe do Corinthians ou foi apenas mais um jogo em que não perder era mais importante do que ganhar?

Contratar ou Revelar? Eis a questão!

Contratar ou Revelar? Eis a questão!

Com a Final da Copa São Paulo, vendo a festa de meus amigos corintianos pelo merecido título, fui questionado por alguns destes amigos se o mais importante seria revelar jogadores ou vencer o torneio.

Tenho pensado sobre este questionamento e continuo em dúvida, pois quando um time vence a Copinha é mais fácil validar as revelações e muitas vezes quando o clube não vence o torneio são colocados em descrédito tanto os atletas quanto a estrutura (física e recursos humanos).

Olhando para os clubes brasileiros não consigo enxergar a prioridade das categorias de base, tão presente nos discursos dos diretores. O campeão da Copinha deste ano, por exemplo, tem somente um atleta das categorias de base em seu time titular (o goleiro Julio César – que é muitas vezes contestado), e perdeu vários atletas para mercados secundários ou times de menor expressão (Dentinho e William estão na Ucrânia, Lulinha é um nômade, sendo emprestado para clubes pequenos a cada inicio de temporada, Boquita não vingou nem na Portuguesa).

Outros clubes também passam pela mesma situação, mesmo aqueles que alegam ter as melhores estruturas, como é o caso do SPFC, que no time titular tem somente 4 jogadores revelados na base (Rogério, Denilson, Wellington e Lucas) e também “dispensou” muitas jogadores revelados recentemente (Jean, Aislan, Mazola, Sérgio Motta, Alex Cazumba, Juninho, Richard, Denner, Ronielli, Bruno César, entre outros).

Imagine se os clubes nacionais priorizassem de verdade as categorias da base, assim como o Barcelona faz na Espanha – são 8 revelações do clube entre os titulares (Valdes, Puyol, Piqué, Busquets, Xavi, iniesta, Fábregas e Messi), o tricolor do Morumbi poderia ser escalado com: Rogério, Jean, Luiz Eduardo, Rodolpho, Cortes; Wellington, Casemiro, , Hernanes, e Kaká; Lucas e Luis Fabiano, assim como o Barcelona com 8 jogadores da base (em negrito).

Para que isto aconteça, os clubes precisam entender que entre um jogador mediano contratado e manter uma promessa da base, a revelação é que deve ser utilizada, ou você acha que o Luiz Eduardo é pior que o João Filipe (SPFC), ou o Moraes era melhor que o Lulinha (SCCP), ou Wellington Nem joga muito menos que o Souza (FFC).

Enquanto não tivermos jogadores da base nos elencos dos grandes clubes brasileiros, jogando, ganhando experiência, errando e acertando, não teremos categorias e base com qualidade no Brasil.

Alguns dizem, assim como o Paulo André em seu blog, que os garotos chegam verdes para treinar com os profissionais, mas como serão preparados se não são testados – pouco a pouco – em seus clubes. Jogadores consagrados, ídolos em seus clubes não forma lá muito em seu primeiro ano em um grande clube – o Raí, por exemplo, não jogou nada em seu primeiro ano no tricolor, o Hernanes só vingou depois de muitas idas e vindas.

É preciso colocar a garotada para jogar. O que você acha? Como ficaria seu time se escalado com pelo menos 8 jogadores da base? Comente, critique! Este assunto precisa e deve ser muito discutido.