Arquivo da categoria: Corinthians

Muita calma nessa hora

O primeiro jogo do Allianz Parque entre Palmeiras e Corinthians, acabou virando um verdadeiro pesadelo para a torcida palmeirense. O time ainda em formação, com apenas 3 jogadores do time titular que estavam também em 2014(Prass, Tobio e Allione) e com alguns jogadores ainda por estrear(casos de Cleiton Xavier e Arouca), acabou perdendo por 1 a 0 para o time misto do Corinthians(que contava também com jogadores chegados em 2015, porém em número bem menor, casos de Edílson, Edu Dracena e Mendoza).

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Teve humildade

Eu sempre fui e continuo sendo contra ver meu time jogando como um pequeno, lá atrás, fechadinho, mais preocupado em não perder do que em vencer.

A maior crítica que faço ao trabalho do Mano Menezes – e fazia ao trabalho do Tite também – é exatamente a mania de mandar todo mundo pra defesa quando faz 1 a 0, em casa, ou quando está 0 a 0, fora. Eu sei que se ganhar todas em casa e empatar a maioria fora, ganhando uma ou outra, consegue o título. Mas não tem jeito, eu não gosto. Continue lendo Teve humildade

Tem coisa errada

entrevista

 

Segunda-feira ocorreu uma cena muito estranha no Corinthians. Ralf, Renato Augusto e Fabio Santos, supostamente líderes do time, deram uma entrevista defendendo o treinador Mano Menezes, sob os olhares atentos do presidente em final de exercício Mario Gobbi.

O mesmo Mario Gobbi que demorou exatos 18 minutos na resposta à primeira pergunta para defender o retranqueiro treinador corinthiano. Continue lendo Tem coisa errada

Queria ver o campeão

Tem uma coisa que eu odeio no futebol: reclamações de bairrismo movidas pelo complexo de inferioridade de algumas pessoas. Via de regra, reclamam que o destaque para os times de São Paulo e Rio de Janeiro é desproporcional aos resultados obtidos em campo.

Discordo. Os números estão aí pra provar que não é bem assim. Mas… (sempre tem um mas). Continue lendo Queria ver o campeão

Copa do Brasil – oitavas de final

Depois das zebras da semana passada, onde Inter, Fluminense e São Paulo saíram de forma patética da Copa do Brasil(difícil dizer qual delas foi mais ridícula, apesar de eu achar que foram os 5 a 2 do Flu em casa), foi feito o sorteio com os 10 times classificados, mais os 6 oriundos da libertadores.

Agora analisaremos os confrontos e ver quais as maiores chances de classificação de cada um deles:

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Carta Aberto ao sr. Paulo Nobre

Excelentíssimo senhor presidente Paulo Nobre, boa tarde.

Você não me conhece, nunca ouviu falar de mim, então permita-me uma breve apresentação. Meu nome é Fernando, tenho 29 anos, sou publicitário e professor universitário. Sou corintiano roxo (pleonasmo, eu sei) e tão apaixonado por futebol que resolvi fazer disso meu ganha pão, estudando marketing esportivo em meu mestrado e hoje começando a escrever os primeiros artigos e livros nesta área. Continue lendo Carta Aberto ao sr. Paulo Nobre

Precisava parar

cansado

13 de Julho de 2014.

A Alemanha bate a Argentina no Maracanã e é coroada como a grande campeã do mundo.

16 de Julho de 2014.

O Campeonato brasileiro tem o início de sua décima rodada.

É demais, meus amigos. Hoje teremos vários jogos importantes pela Copa do Brasil, o segundo campeonato mais importante do país. E a verdade é que ninguém está ligando pra isso. Continue lendo Precisava parar

Desgraça anunciada

Domingo, antes do Derby, tive a oportunidade de cruzar com alguns ônibus levando torcedores de uma uniformizada para o estádio.

Eu, acostumada a frequentar estádios desde bebê, confesso que fiquei assustada com a cena que vi enquanto esperava dois policiais escoltarem os ônibus e van dos torcedores pelos faróis vermelhos de uma das avenidas mais movimentadas da cidade.

Ali, parada com meu carro no farol vermelho, fiquei chocada com a agressividade gratuita da torcida. Torcedores pendurado nas janelas dos ônibus, gritando, brigando, xingando e fazendo provocações para torcedores até de outros clubes que passavam tranquilamente com suas famílias pelas ruas.

O que vi ali, não vou esquecer tão cedo, o que senti ali naqueles minutos não vou esquecer tão cedo: foi o prenúncio de uma tragédia anunciada.

Confesso que não quis ver o jogo. Fui para um parque e só nos minutos finais fui atrás de uma TV para saber o resultado. O jogo nem tinha acabado. Mas pra mim, quem ganhasse ou quem perdesse, já tinha saído no prejuízo. O resultado mesmo, já não tinha mais tanto valor.

A briga (ou seria GUERRA) entre torcedores antes do jogo já tinha decretado quem tinha ganhado e quem tinha perdido.

Ganhou a intolerância, o preconceito, o medo e a dor. Perdeu a vida, a alegria e o futebol.

Nosso futebol está agonizando na UTI e antes que ele dê seu último suspiro, quero dizer que estou em luto desde já.

Mas antes de terminar esse texto, faço uma provocação: tem mesmo que ser assim?

Manifesto

por TERCIO BAMONTE*

São Paulo, 25 de março de 2012. Domingo de sol, dia de alegria, dia de mais um Corinthians e Palmeiras. Eleita em 2008 como a 9ª maior rivalidade do planeta (junto com Barcelona x Real Madrid, Boca Juniors x River Plate, Nacional x Peñarol, Milan x Inter de Milão), a história do confronto entre os dois clubes ultrapassa a bola, envolve paixões.
Em um universo paralelo, eu vestiria minha camisa do Verdão, pegaria minha mulher com a camisa do Timão e iríamos ao Pacaembu curtir lado a lado e na companhia da nossa filha este espetáculo. Encontraria ao meu lado meu cunhado com o manto alvinegro, meus vizinhos palmeirenses e corinthianos em uma confraternização que ultrapassaria a bola, envolveria família e paixões.
Mas neste nosso universo isto sequer pode ser pensado. A violência gratuita, que não é privilégio tupiniquim, invadiu nossas ruas, nossos estádios e encheu nossos corações apaixonados de medo, consternação, decepção. Bom seria, naquele outro universo pudéssemos sair do Pacaembu e subir a pé a ladeira da Faap, alcançar a Praça Villaboim, tomar um Chopp e comer um lanche na Barcelona, todos juntos, comentando o jogo e entoando os hinos sagrados dos nossos clubes. Que lembrança seria esta para nossos pequenos.
Hoje choramos a morte de mais um irmão, assassinado covardemente em mais uma briga com hora marcada. É a tal tragédia anunciada. Hora morre um palmeirense, outra um corinthiano ou até mesmo os dois.
Sei que isto não vai acabar, e que poderemos exercer a utopia trancados em nossos lares. E sabendo que em dia de clássico a cor das nossas camisas deve ser neutra. A paixão permanece, mas o TESÃO está acabando.
Nem vou comentar a babaquice dos jogadores que se estranham em campo, TODAS as vezes sem motivo. E isto inflama a violência das torcidas.
PALMEIRAS e CORINTHIANS vamos JUNTOS mudar a história.
Se não podemos viver plenamente a UTOPIA, vamos dizer a todos que tentamos. No próximo Derby, vamos dar uma aula de civilidade e jogar com as camisas trocadas. Vamos envolver todos os jogadores, comissão técnica, dirigentes e mídias neste movimento. Mostremos aos CIMINOSOS UNIFORMIZADOS que somos todos iguais, reunidos em torno de uma paixão. Neste jogo não importarão as cores, os uniformes, mas a igualdade.
E como irmãos separados no nascimento nos reuniremos sob o mesmo teto, unidos pelo laço da paixão e da PAZ.
FICA A DICA.

 

*Tercio Bamonte tem 36 anos, é advogado, palmeirense, pai de família, paga suas contas mais ou menos em dia e sabe que futebol é apenas entretenimento, e não guerra.

Tem elenco e tem padrão

Padrão do time corinthiano.

Não tenho me animado a escrever aqui porque sinceramente o Campeonato Paulista não é muito passível de análises, por falta de competência técnica dos competidores.

Mas tenho observado algumas coisas no Corinthians que se confirmaram ontem na Copa Santander Libertadores.

Antes de mais nada, gostaria de deixar claro que ainda acho o Tite um técnico muito fraco para comandar o Corinthians. Porém, quando ele acerta devemos aplaudir e reverenciar.

Independente dos resultados dos jogos, que aliás é o que menos importa a essa altura, principalmente no Paulistinha, a equipe do Parque São Jorge tem mostrado que possui duas coisas muito importante no futebol atual: Padrão de Jogo e Elenco.

Mesmo mesclando várias vezes os jogadores titulares com os reservas, o Corinthians tem mantido uma forma de atuar, que gostemos ou não (eu, particularmente, prefiro um time mais agressivo) tem dado certo. Foi com o futebol “burocrático”, de toque de bola e muito 1 x 0 que o time chegou ao título brasileiro do ano passado, e tem mantido isso neste ano.

Pode-se argumentar que é um jogo feio, mas mantendo a posse de bola e marcando à frente do meio de campo, como fez ontem contra o Nacional do Paraguai, o Corinthians corre muito pouco risco, e sua defesa nem é verdadeiramente testada. Quando se fala da defesa pouco vazada, deve-se lembrar que estamos falando de um sistema, e não somente de dois zagueiros que fazem o trabalho sozinhos.

Além disso, é de se admirar o conhecimento sobre o elenco e a excelente utilização que vem sendo feita pelo técnico Tite. Priorizando a condição física dos seus atletas (vale lembrar que no ridículo futebol brasileiro pré-temporada é luxo), ele vem fazendo um rodízio e dando oportunidade a todos, e ninguém está jogando somente com o nome, têm ficado no time titular os melhores jogadores. Tudo isso sem que haja crise de ciúmes, chilique em público ou reclamações sobre a insatisfação de não jogar.

Sou um crítico contumaz dele, mas neste momento, palmas para o Tite.