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André Villas Boas: A crônica de uma tragédia há muito já anunciada.

Como uma pedra lançada ao céu ou um martelo batendo a fronta de um réu André, por hora já não mais falará “In the left, in the right, in the middle” em Stanford Bridge. Villas Boas, jovem treinador português, caiu sentenciado numa sucessão de resultados negativos, sendo o último capítulo neste sábado contra um módico carrasco: West Bromwich 1, Chelsea 0. Bastou. Convenhamos, desde o início Villas Boas não vinha apenas como novo treinador do Chelsea, em substituição a Carlo Ancelloti, mas sim como substituto de José Mourinho, uma nova espécie de “Mou”. Não obstante esse fardo André também tinha que lidar com a pouca idade para um comandante uma vez que era apenas um ou dois anos mais velho que estrelas do elenco como Lampard e Drogba – cujos já tiveram um histórico de derrubar treinadores, que o diga o Luiz “Big Phill” Scolari. Diante do em cima exposto imagino que boa parte do insucesso do treinador passa pelos bastidores, uma mera hipótese, mas se pegarmos uma sucessão de resultados do Chelsea temos que a nau capitaneada por Villas Boas começou a adentrar mares tenebrosos após a derrota por 3 a 1 em casa para o Aston Villa no último jogo de 2011. Daí em diante foram 8 jogos na liga: 3 Vitórias, 3 Empates e 2 Derrotas, o que resulta numa diferença de 20 pontos diante do líder Manchester City, da calculadora para lógica: The End para a Barclays Premier League. Tudo até agora dito são hipóteses, algumas fundamentadas com números outras não, entretanto para concluir é necessário pensar sob o prisma Roman Abramovich. O magnata russo e proprietário do Chelsea deve enxergar como iminente o “fora” que vai levar da menina dos olhos, a UEFA Champions League que deverá ir para próxima dança com Lavezzi, Cavanni, Hamsik e cia Napolitana após o baile dos 3 a 1 no San Paolo. A próxima rodada além de definir o sonho de Abramovich responderá se Villas Boas contava ou não com apoio do time. Como diria um senhor quase centenário que conheci “vamos aguardar e esperar”, frase válida para o português não mais sentado a beira do gramado e sim em frente a TV.