Arquivo da categoria: Clubes da Europa

O fim dos vexames? O respiro de esperança italiano

Não, o futebol italiano não saiu da crise feia que se instalou, com a falta de grandes jogadores e a dificuldade de manter os bons valores que aparecem lá e até mesmo conseguir atrair outros, porém os resultados dessa semana, com a classificação da Juventus para as semifinais da UCL e da Fiorentina e Napoli, para as semifinais da UEL(e com possibilidade de final italiana), são um alento para um futebol que vinha de anos de vexames em competições européias.

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Primeira “final” antecipada no Calcio

Nesse domingo acontece a primeira “final” antecipada no campeonato italiano.

Às 13h horário de Brasília, a líder Juventus entra em campo e recebe no Juventus Stadium em Turim a Roma, segunda colocada no Calcio. Liderada pelo argentino Carlitos Tevez, a Velha Senhora busca mais uma vitória para disparar na liderança e abrir pelo menos 3 pontos de vantagem. Continue lendo Primeira “final” antecipada no Calcio

Fase de grupos Champions League: grupos E até H

Dando continuidade a análise dos grupos da Champions(você pode conferir a primeira parte AQUI), finalizarei com os grupos de E até H, com grande destaque para os times do Barcelona, Bayern de Munique, Chelsea, Paris Saint-Germain e Manchester City.

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Fase de grupos Champions League: grupos A até D

Para os apreciadores do bom futebol, está em vias de começar a fase de grupos de Uefa Champions League 2014/15. Como não poderia deixar de ser, o Em cima da linha vai dar seu pitaco sobre os grupos, considerando favoritos e até possíveis surpresas. Começaremos com os grupos de A até D, que disputarão suas partidas nesta terça-feira 16.

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Melhores contratações do meio do ano – Parte 3

Chegamos aqui a última parte das contratações dessa janela de transferência. Chama muito a atenção o quanto o United gastou nesse período, muito em função da reformulação que o time vem passando. Sem dúvida foi um dinheiro alto, mas muito bem investido, pois trouxe 3 peças que irão qualificar absurdamente o elenco. Real por outro lado perdeu duas peças chaves da base campeã e ninguém sabe o porquê deixaram ir. Além deles, alguns outros times também merecem destaque.

(para você que não viu as primeiras matérias, pode conferir a primeira parte AQUI e a segunda AQUI)

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Real Madrid, Barcelona, Bayern de Munique e a extinção do futebol brucutu

Daqui a pouco, ás 15h45, o time do Real Madrid entrará em campo para enfrentar o Sevilha pela final da Supercopa da Europa. Será a primeira partida do time merengue na temporada e a tão aguardada estreia de James Rodrigues e Toni Kroos.

O jogo não marcará apenas a estreia dos dois craques, possivelmente os dois melhores jogadores da última copa do mundo. A final será o enterro definitivo da posição de volante tradicional, contenção, marcação, o famoso brucutu. Continue lendo Real Madrid, Barcelona, Bayern de Munique e a extinção do futebol brucutu

Os Novos da Velha

Muito tem se falado de contratações após a Copa do Mundo. Os mais badalados dos últimos dias foram as idas de Luis Suarez para o Barcelona e de Tony Kroos e James Rodriguez para o Real Madrid, mas outro gigante europeu que conta com bom elenco e que vem com contratações fortes, mas não de muito nome é a La Vecchia Signora – Juventus. Continue lendo Os Novos da Velha

Como a contratação de James Rodríguez resolve vários problemas do Real Madrid de uma vez só

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Assim como aconteceu após a Copa de 2010, quando contratou dois dos destaques da competição (Özil e Khedira), o Real Madrid trouxe mais dois galácticos para se juntar à sua constelação.

Depois de Toni Kroos, meia/segundo volante alemão ex-Bayern de Munique e um dos melhores jogadores da Copa segundo a FIFA e enquete com torcedores, hoje foi a vez do colombiano James Rodríguez, ex-Monaco. O meia de 23 anos foi o artilheiro da Copa do Mundo e autor do gol premiado como o mais belo do campeonato, o que o credenciou como uma das principais estrelas da competição. Continue lendo Como a contratação de James Rodríguez resolve vários problemas do Real Madrid de uma vez só

André Villas Boas: A crônica de uma tragédia há muito já anunciada.

Como uma pedra lançada ao céu ou um martelo batendo a fronta de um réu André, por hora já não mais falará “In the left, in the right, in the middle” em Stanford Bridge. Villas Boas, jovem treinador português, caiu sentenciado numa sucessão de resultados negativos, sendo o último capítulo neste sábado contra um módico carrasco: West Bromwich 1, Chelsea 0. Bastou. Convenhamos, desde o início Villas Boas não vinha apenas como novo treinador do Chelsea, em substituição a Carlo Ancelloti, mas sim como substituto de José Mourinho, uma nova espécie de “Mou”. Não obstante esse fardo André também tinha que lidar com a pouca idade para um comandante uma vez que era apenas um ou dois anos mais velho que estrelas do elenco como Lampard e Drogba – cujos já tiveram um histórico de derrubar treinadores, que o diga o Luiz “Big Phill” Scolari. Diante do em cima exposto imagino que boa parte do insucesso do treinador passa pelos bastidores, uma mera hipótese, mas se pegarmos uma sucessão de resultados do Chelsea temos que a nau capitaneada por Villas Boas começou a adentrar mares tenebrosos após a derrota por 3 a 1 em casa para o Aston Villa no último jogo de 2011. Daí em diante foram 8 jogos na liga: 3 Vitórias, 3 Empates e 2 Derrotas, o que resulta numa diferença de 20 pontos diante do líder Manchester City, da calculadora para lógica: The End para a Barclays Premier League. Tudo até agora dito são hipóteses, algumas fundamentadas com números outras não, entretanto para concluir é necessário pensar sob o prisma Roman Abramovich. O magnata russo e proprietário do Chelsea deve enxergar como iminente o “fora” que vai levar da menina dos olhos, a UEFA Champions League que deverá ir para próxima dança com Lavezzi, Cavanni, Hamsik e cia Napolitana após o baile dos 3 a 1 no San Paolo. A próxima rodada além de definir o sonho de Abramovich responderá se Villas Boas contava ou não com apoio do time. Como diria um senhor quase centenário que conheci “vamos aguardar e esperar”, frase válida para o português não mais sentado a beira do gramado e sim em frente a TV.

Um Niño nesse planeta bola. O paradoxo de Fernando e Craig.

 

 

 

Sejam muito bem vindos amigos leitores do Em cima da linha, eu sou o Reginaldo Cezar e, a convite do Fernando e do meu amigo Fábio, inicio minha primeira postagem no site.

 

Fernando Jose Torres Sanz, o “El Niño” é um consagrado jogador espanhol que atualmente joga (ou pelo menos é escalado) no Chelsea da Inglaterra. Campeão do Mundo com a Fúria em 2010 despontou profissionalmente pelo Atlético de Madri, aonde permaneceu entre 2001 a 2007 antes de se transferir para o Liverpool na temporada 2007/08. Craig Douglas Bellamy, em contra partida a Torres, é um menos badalado, apesar de ser famoso por ter um comportamento mais enérgico, jogador Gales que iniciou a carreira aos 9 anos no modesto Bristol Rovers e profissionalmente no Norwich City.

 

Apresentações feitas, vamos ao ponto de convergência, o paradoxo entre um jogador campeão do mundial por uma das seleções mais poderosas e o outro titular do nem tão expressivo selecionado do País de Gales: o fato de ambos terem passado pelo Liverpool FC e a atual temporada. Para melhor explicar vamos aos não mentirosos números de ambos por competições com a camisa do clube:

 

Fernando Torres chegou ao Liverpool pela “módica” quantia de £ 20.000.000,00 e marcou 65 gols. Põe, tira, deixa ficar: £ 246.913,58 por gol marcado. E haja gol! 81 gols em 142 jogos, média de 0,57 gols, sendo 33 destes somente na primeira temporada, entretanto saiu da terra dos Beatles rumo ao Stamford Bridge alegando para a mídia que finalmente iria para um time em condições de ser campeão e, por um assustador valor aproximado de £ 50.000.000,00, rumou sem títulos e sem o respeito dos torcedores dos Reds. Em contrapartida Bellamy custou aos cofres do Liverpool £ 6.000.000,00 o que dá um valor de £ 333.333,33 – e mais alguns “3333” de centavos fracionados – por gol marcado e ganhou além de uma Supercopa da Inglaterra o respeito dos torcedores do time vermelho de Liverpool e daqueles que admiram quem joga com raça.

 

Na atual temporada 2011-12, Bellamy chegou ao time como opção sem custos para suprir a carência de homens de ataque resultado da saída de jogadores como N’Gog e Jovanovic para Bolton e Anderlecht respectivamente. Provou dentro de campo o quanto é visto com bons olhos pelos torcedores no último encontro do Liverpool com o Manchester City pela Carling Cup (ou, para os não adeptos do “Naming Rights”, Copa da Liga Inglesa) aonde foi decisivo para classificação a final após marcar aos 74 minutos de jogo o gol de empate garantindo ao time a única e real possibilidade de disputa título contra o Cardiff City, dia 26 de Fevereiro no lendário Wembley.

 

Num Chelsea digno de ser chamado de “Galáctico” por seu proprietário Roman Abramovich (tema que em um futuro post será desenvolvido), Torres chegou com status de estrela para ameaçar a titularidade de Drogba, cuja idade já vem se aproximando, uma vez que jogaderes como, Anelka (que fora destacado mais como ponta até se transferir para China nesta última janela), Kalou (que é tido como peça de composição de elenco) e o recém-chegado Lukaku (ainda sem experiência) não parecem aptos para tal. Entretanto as esperanças depositadas em Torres vêm sendo diluídas a cada rodada que o “matador sem balas” deixa de marcar, resumindo, na atual temporada o atacante marcou apenas 4 gols (na derrota por 3 a 1 contra o Manchester United em setembro e contra os modestos Swansea e Genk, sendo este último alvejado por dois gols do Niño).

 

Pois bem, Bellamy, como já explicado, foi e voltou para um Anfield que o recepcionou de portas abertas, portas estas por onde entraram outro “matador” com o objetivo de substituir Torres: Andy Carroll, que pelos escassos gols marcados parece que esqueceu suas balas no Newcastle, seu último clube, tendo marcado na atual temporada apenas 5 gols. É aqui, portanto, que nos lançamos no seguinte questionamento: com o péssimo desempenho de Carroll e a possibilidade contratar o espanhol por 20 Milhões de Libras na janela de inverno – valor pedido pelo Chelsea segundo o tablóide DailyMail – teria o Liverpool tentado sua reintegração ao elenco se não fossem as declarações do Niño? Afinal os Reds precisam de um atacante e se a formula deu certo no passado por que não tentar novamente? Pois bem, imagino numa adaptação do cântico “You’ll Never Walk Alone” dos adeptos a seguinte resposta em uníssono: “Alone… You’ll never walk alone” (traduzindo: “Sozinho… Você andará sozinho”).

 

Despeço-me aqui com um grande abraço e contanto com críticas e sugestões, afinal os elogios somente virão do trabalho árduo e como este é somente o meu primeiro post ainda me falta muito para recebê-los.