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“Meninos da vila” decidem e Santos vence seu 21º paulista

“Meninos da vila” decidem e Santos vence seu 21º paulista

Robinho, Renato, Elano, Ricardo Oliveira… Quem ouve pensa que está se falando do time do Santos dos anos de 2002 à 2004, porém o ano é 2015 e mesmo eles já não sendo mais os “meninos da vila”(apesar de apenas o Robinho ser realmente formado lá, e o Ricardo ter se destacado primeiro na lusa, ainda sim todos ficaram marcados por essa alcunha da época), fizeram novamente história, levando um time desacreditado no começo da temporada ao um surpreendente e merecido título de campeão paulista de 2015, vencendo o também surpreendente(mas por outras razões) finalista Palmeiras nos pênaltis, depois de uma vitória por 2 a 1 no tempo normal(havia perdido o primeiro por 1 a 0).

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Contagem regressiva: Da vantagem à preparação para buscar o título paulista

Contagem regressiva: Da vantagem à preparação para buscar o título paulista

O domingo será bastante especial para o time do Palmeiras, pois pode coroar mais cedo do que todos esperavam, até do que estava no planejamento do time(que era lutar por títulos em 2016) esse bom trabalho que vem sendo feito no departamento de futebol. A semana após a vitória de 1 a 0 no domingo foi de total concentração, tanto que o time reserva foi mandado para o primeiro jogo contra o Sampaio Corrêa pela Copa do Brasil e o mesmo empatou em 1 a 1 com o time maranhense.

Olhar o resultado do primeiro jogo e as reações(certa resignação palmeirense e comemoração santista), pode até se justificar quando se pensa que o Palmeiras perdeu um pênalti e jogou com um mais praticamente todo o segundo tempo, porém indo mais a fundo, se nota que o resultado foi muito mais significativo do que somente o 1 a 0.

Primeiro, pela forma como a vitória foi conquistada: o time do Palmeiras dominou o jogo inteiro, praticamente não houveram chances de perigo para o time santista.

Segundo, por cada vez mais ficar evidente que o time do Palmeiras consegue ser forte e competitivo na ausência do Valdívia e com o Cleiton Xavier sendo o novo maestro do meio campo, posto que divide com o Robinho. O time ganha muito com a qualidade de passe dos dois, não chega a perder tanto nos lances criativos(apesar de inegavelmente o Valdívia ser o melhor do time nisso) e tem um jogador muito mais confiável, afinal o Cleiton não tem histórico de ficar parado muito tempo.

Por fim, a dependência do time santista no Robinho. Era notável a queda considerável do time sem sua presença. Para os padrões nacionais, ele está muito acima da média e faz diferença para qualquer time, porém o que se via era um time dominado pela marcação alviverde e que não via alternativas para sair dela. Mesmo com seus outros destaques(Lucas Lima, Geuvânio e Ricardo Oliveira) em campo, se via um time pouco criativo e que o máximo que conseguia eram umas tentativas em velocidade com o Geuvânio, já que o Ricardo Oliveira ficou preso a marcação.

O time não entrando para segurar resultado(o que seria suicídio contra um time que ataca demais), tem totais condições de volta da Vila com o título na bagagem. A defesa do Santos mostrou ser o ponto fraco do time e se fazendo pressão desde o início do jogo, o time santista pode ficar mais acuado, justamente preocupado que possa tomar mais um gol e assim complicar de vez suas chances de vencer.

Até pelo estilo de jogar, o Oswaldo não deve apostar em um time defensivo e com a ausência do Arouca, irá confiar em Robinho recuado e alternando com o Cleiton(que também sabe fazer a função de volante) e com o Gabriel um pouco mais fixo, indo menos a frente do que costuma ir.

A dupla de zaga foi bem(os dois Vitors) e além de forte, se mostrou mais rápida. Apesar de ainda achar o Tobio melhor tecnicamente, talvez a aposta em uma zaga mais veloz deva ser mais acertada, até pela velocidade do ataque santista.

Conquistando o primeiro título logo na primeira competição dessa nova era palmeirense, será um resultado acima de tudo que se esperava e mesmo sendo um título paulista, já será mostra de que as coisas serão mto diferentes daqui para frente.

Até mesmo se for derrotado e perder o título, ainda sim é algo a ser muito valorizado, pois já nesse começo de trabalho, o time se mostrou competitivo, voltou a vencer clássicos, eliminou o Corinthians dentro de sua própria casa e disputou de igual com o time do Santos, que mesmo sem um elenco tão vasto, tem um time titular forte. Sinal que o trabalho está no caminho certo.

Mérito para o Oswaldo que fez o time “dar liga” muito antes do esperado, já se nota padrão de jogo, muito mais entrosamento e jogadores com rendimento acima do esperado(casos por exemplo de Gabriel, Robinho, Lucas, Vitor Hugo, Victor Ramos), e opções, pois além dos titulares, diversos jogadores podem entrar, sem que o time caia de nível.

Para não passar batido, vale algumas considerações sobre o empate do meio de semana:

– Gabriel Jesus de fato não pode ser titular, ele ainda precisa continuar como opção, talvez para ganhar mais confiança

– Alan Patrik, Kelvin, Amaral e Jaílson são boas opções para o time, não comprometem e tem se mostrado razoavelmente confiáveis.

– Ryder foi horrível, uma péssima partida

– Renato, Victor Luís e Ayrton oscilaram demais, mas ainda tiveram alguns bons momentos

– Cristaldo e Tobio mostraram que são jogadores tanto quanto ou melhores que os atuais titulares, acredito que devam voltar a fazer parte dos 11.

O Palmeiras pegou um adversário que disputará a série B do brasileiro e tem um time bem entrosado, com um time que nunca havia jogado junto praticamente, ainda sim criou mais, apanhou muito(e contou com erros do banderinha a seu favor também) e trouxe um resultado para São Paulo que será apenas para ratificar a passagem na próxima partida, aí já com os principais jogadores ou pelo menos boa parte deles. Decisão acertada de mandar os reservas, o time que se mantenha focado e não se desgaste com uma viagem tão longa, assim como o Santos que teve a semana livre.

A decisão será em pé de igualdade tecnicamente, mas com uma vantagem alviverde pelo resultado em casa. Há grandes chances do time sair vencedor, mas dependerá dele jogar com a mesma aplicação que mostrou nos 3 últimos clássicos, caso se confirme isso, ao final da partida, estarão os palmeirenses comemorando o 23º paulista.

O fim dos vexames? O respiro de esperança italiano

O fim dos vexames? O respiro de esperança italiano

Não, o futebol italiano não saiu da crise feia que se instalou, com a falta de grandes jogadores e a dificuldade de manter os bons valores que aparecem lá e até mesmo conseguir atrair outros, porém os resultados dessa semana, com a classificação da Juventus para as semifinais da UCL e da Fiorentina e Napoli, para as semifinais da UEL(e com possibilidade de final italiana), são um alento para um futebol que vinha de anos de vexames em competições européias.

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Em dia de Prass, Palmeiras dá primeiro passo na volta  ao protagonismo

Em dia de Prass, Palmeiras dá primeiro passo na volta ao protagonismo

O cenário não poderia ser mais desfavorável: a classificação como o pior dos 4 grandes, jogo na casa do rival, com ele invicto no ano e no estádio há mais de 20 jogos. O Corinthians era amplamente favorito e alguns até davam a classificação como certa do alvinegro. Indo contra tudo que se esperava, o Palmeiras não só fez um grande jogo(em boa parte melhor que o rival) e conseguiu nos pênaltis com uma atuação brilhante de Fernando Prass, uma classificação que certamente será daqueles grandes jogos da história.

Será muito em função de toda carga emocional, de ter sido o primeiro clássico decisivo no itaquerão, da classificação dramática nos pênaltis e da entrega de ambos times no jogo.

O Corinthians, por mais que tenha mantido o ótimo retrospecto em casa, ainda não se sabe como os jogadores irão assimilar uma eliminação dessas(ainda mais por ter sido para o maior rival, em casa…), apesar da competição não ser nem de longe uma das prioridades do time no ano, porém jogos como esses sempre são marcantes.

Principalmente pelo fato de ser algo marcante, que a vitória foi tão importante para o time do Palmeiras, pois além da questão moral, é um resultado que vem muito antes do esperado, pois o que se espera desse time é que ele realmente comece a dar resultados no ano que vem, porém essa disputa de título já no primeiro torneio, dá ainda mais crédito ao ótimo trabalho realizado pelo Oswaldo de Oliveira.

Ótimo principalmente quando se olha a diferença do time que enfrentou o mesmo Corinthians na terceira rodada e agora o da semi. Ele mudou praticamente todo o setor ofensivo e ainda contou com o problema inesperado de remendar toda a defesa, mas ainda sim fez o time jogar de uma forma muito segura, mesmo tendo precisado improvisar o Wellinton, que foi mal, mas não determinante para uma derrota. Contou também com uma atuação muito boa do Victor Ramos(que com o que vem jogando, deveria de entrar no lugar do Vitor Hugo), que até gol marcou.

O time mostrou poder de reação, pois depois de sair na frente no placar(e aqui vai uma crítica ao time, que deu muito espaço ao Corinthians depois disso), tomou a virada, saiu para o intervalo perdendo e mesmo assim teve força para pressionar, empatar e até mesmo ter a chance de virar novamente o jogo. Mérito tanto do bom começo, como da reação, do Oswaldo, que soube montar muito bem o time, soube como marcar as principais jogadas do rival(vide a dificuldade que eles tinham na saída de jogo), assim como inteligência e ousadia nas mudanças(ele soube como virar a situação a favor com as entradas, mesmo improvisadas dos jogadores, dando mais volume de jogo ao time, que passou a pressionar e encurralar o time corintiano

Contou com uma partida excelente do Cleiton Xavier, que foi quase um “maestro” no meio, pois junto com o Robinho e Arouca, iniciava praticamente todas jogadas ofensivas do time, além do que, dava a tranquilidade para os jogadores, pois mesmo atrás no placar, o time não se afobou, procurava construir as jogadas de forma pensada, buscando espaços, procurando os avanços do Rafael Marques e do Dudu(dois que atuaram muito bem também), tanto que a jogada do gol de empate saiu do meio, com um passe para o Dudu, que cruzou para o Rafael fazer de cabeça.

Rafael Marques que se tornou peça muito importante do time, pois avança, volta para marcar e sempre é opção para criação de jogadas. Ainda que durante o jogo eu mesmo quis que ele saísse para a entrada do Cristaldo, por achar que faltava alguém mais fixo na frente, ele mostrou que também pode ser opção para o toque final, aparecendo muito bem na área para marcar. Já é o artilheiro do time no paulista com 6 gols(muito acima do que eu esperava, diga-se). Ganhou definitivamente a posição de titular, ainda mais que mostra faro de gol em grandes jogos, pois já deixou 2 contra o São Paulo e agora um contra o Corinthians, falta o Santos, que o Palmeiras enfrenta na final…

Nota negativa para o Valdívia, que não jogou bem(e diga-se, não é do feitio dele, pois em jogos grandes ele costuma ir bem), saiu e fez bobagem ao ignorar o Oswaldo, quando o mesmo foi cumprimentá-lo, mas acabou que amenizou com a classificação do time(e ainda bem que isso ficou para segundo plano, pois dar destaque as gracinhas dele depois de uma classificação como essa, seria no mínimo um absurdo). Com o que jogou na última partida, deveria de voltar para o banco e entrar durante a partida, dando lugar ao Cleiton Xavier. sobre renovação? com o que fez nesse jogo(contando tudo, inclusive a bobagem da saída), já mostrou que se ficar, tem de ser com salário reduzido, exatamente da forma que quer o Palmeiras.

Por fim, exaltar o herói Fernando Prass, que com duas defesas excepcionais(sendo a primeira no último pênalti, onde era só o corinthians marcar, que estava classificado), garantiu a vitória do time nos pênaltis. Fez uma boa partida também, apesar de ter parecido falhar no gol do Mendoza e mesmo que tenha falhado, foi perdoado com sua atuação gigante nas penalidades. Como disseram, esteve em dia de “São Marcos”. secure web browser Sem dúvida um dos principais jogadores do time, e que passa uma confiança incrível para a defesa.

Sobre a final contra o Santos: o Palmeiras entra mais em pé de igualdade depois da semi, porém o Santos ainda tem ligeiro favoritismo, muito em função do Robinho, que vem sendo decisivo(pelo futebol e pela liderança) e por ser um jogador muito acima da média para os padrões do futebol nacional. A diferença porém fica muito reduzida, quando se tem um jogo na casa de cada time, pois o Palmeiras dentro de casa, consegue igualar e até mesmo fazer pender a vantagem ao seu favor, atuando no Allianz Parque. Dependerá muito de fazer um bom resultado em casa, para levar a vantagem para a Vila Belmiro e assim ganhar o primeiro título dessa nova fase de um Palmeiras que, cada vez mais mostra que está no caminho certo para a volta ao período de glórias.