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Luciano Sant’Anna é professor, tem 38 anos, é casado (e muito bem casado!) e pai de duas lindas meninas, apaixonado pelo futebol bem jogado e pelo São Paulo Futebol Clube, necessariamente nesta ordem. Acredita que raça deve ser exigida somente para animais de estimação e que jogador de futebol precisa ter TALENTO.

DUNGA. A Melhor Escolha?!

Muitos têm questionado a contratação de Dunga como técnico da Seleção Brasileira de Futebol. As reclamações vão desde o seu relacionamento com a imprensa, passando pela falta de educação, pela falta de experiência e até por ser retranqueiro, e embora todas estas queixas tenham fundamento elas são facilmente derrubadas com os números da primeira passagem do treinador gaúcho pela Seleção (42V-12E-6D, 76,7% de aproveitamento) que são muito melhores do que os da última comissão técnica.

Porém, é preciso entender que a razão da mudança de técnicos na CBF é em teoria iniciar um processo de renovação visando a Copa de 2018 na Rússia – porque na prática a verdadeira razão é a derrota por 7×1 contra a Alemanha – e sendo assim o novo treinador deveria ser alguém capaz de mesclar experiência e juventude nas convocações dos próximos quatro anos até a convocação final para o próximo Mundial, alguém que observe e aproveite jogadores das seleções de base, alguém que observe os Jogos Olímpicos e aproveite jogadores desta equipe.

Dentro deste “projeto de renovação” (deixei entre aspas, pois na verdade não existe um projeto) devemos analisar a primeira passagem de Dunga na Seleção para vermos se ele tem o perfil necessário para renovar a seleção.

Em sua primeira passagem pela Seleção Dunga convocou  80 jogadores (9 goleiros, 16 laterais, 13 zagueiros, 15 volantes, 12 meias, 15 atacantes). Destes jogadores os mais convocados e que mais jogaram por posição foram: Julio César (GOL), Maicon (LD), Lúcio (ZAG), Gilberto (LE), Gilberto Silva (VOL), Elano (MEI), Robinho (ATA), todos eles estiveram na lista final de Dunga.

O primeiro jogo de Dunga como técnico da seleção foi um empate de 1X 1 contra a Noruega com gol do hoje gordinho Daniel Carvalho, dos convocados em seu primeiro jogo nove estavam presentes na Copa de 2010 (Gomes, Juan, Lucio, Luisão, Maicon, Gilberto, Elano, Julio Baptista, Robinho).

Dunga não era muito chegado em convocar jogadores jovens, deixou fora da lista final da Copa (e não convocou nenhuma vez) os dois melhores jogadores brasileiros na época: Ganso (21 anos) e Neymar (18 anos), além de ter utilizado somente dois jogadores da Seleção medalha de bronze nas Olimpíadas de 2008 (Thiago Silva e Robinho – dois dos três jogadores acima da idade nos Jogos). O jogador mais jovem em sua seleção na Copa era Ramires com 23 anos.

O treinador com nome de anão priorizou a experiência em seu trabalho anterior. A média de idade da seleção de 2010 era de quase 29 anos (28,7 anos), dos 23 convocados, 9 tinham experiência em Copas do Mundo – Julio César (2006), Luisão (2006), Lúcio (2002 e 2006), Juan (2006), Gilberto (2006), Kleberson (2002), Kaká (2002 e 2006), Gilberto Silva (2002 e 2006), Robinho (2006) – tendo inclusive vários jogadores com mais de 30 anos de idade.

O que isto significa? Nem o treinador e muito menos a CBF estão preocupados com o processo de renovação da seleção ou com um trabalho de longo prazo visando à próxima Copa (2018) e a continuidade de uma base para as Copas seguintes (2022 e 2026). O trabalho é de curto prazo visando à competição mais próxima (Copa América) e será reavaliado a depender dos resultados. Não havendo nenhuma garantia de que o treinador seguirá depois da Copa América, ou seja, estamos colocando um “band-aid” em uma fratura exposta.

A seleção continuará sendo um “catado” que se reúne de vez em quando para enriquecer a CBF e os seus dirigentes. Não veremos nenhuma mudança na filosofia de trabalho muito menos o resgate do jeito brasileiro de jogar futebol.

Diante de tudo isto só se pode dizer que Dunga é um excelente nome para (falta de) o projeto da CBF. A CBF merece o Dunga e o Dunga merece a CBF.

A Copa de 2018 começa agora.

A Seleção Brasileira encerrou sua participação na Copa do Mundo de maneira melancólica na derrota por 3 a 0 contra a Holanda. Este Mundial embora tenha mostrado uma melhor colocação em comparação em relação às duas últimas Copas, mostrou uma seleção sem nenhuma consistência tática vencendo somente adversários sem tradição nenhuma no futebol (Croácia, Camarões, Chile e Colômbia) e tendo muita dificuldade com adversários com um pouco mais de história (México, Alemanha e Holanda).

Muitos erros foram cometidos nesta campanha, porém é preciso assimilar estes erros, corrigi-los e iniciar o planejamento para Copa de 2018. A atual seleção tem média de quase 28 anos (27,78), o que inviabiliza a continuidade de vários jogadores desta seleção que teriam mais de 30 anos na próxima Copa.

Para se pensar em uma seleção em condições de disputar as próximas Copas, faz-se necessário uma análise dos jogadores da atual seleção e das últimas seleções de base (olímpica e sub 20) para mesclar experiência e juventude.

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O Símbolo de Lições Aprendidas

Muitos falam em vergonha, vexame e tristeza. Este é com certeza a sensação da maioria dos brasileiros em virtude da vexatória desclassificação da Seleção Brasileira na Copa do Mundo de 2014. Muitas teorias têm sido desenvolvidas, entre elas o excelente texto de nosso colunista Fernando Rossini aqui para o Em Cima da Linha. Mas, eu não quero escrever sobre tragédias.

Muitas coisas passaram despercebidas no jogo deste 8 de Julho: a) superioridade técnica e tática alemã; b) a experiência dos jogadores da seleção bávara (12 dos 23 convocados jogaram a Copa de 2010); c) a longevidade do trabalho do técnico Joachim Löw (foi auxiliar técnico na Copa de 2006 e assumiu a seleção logo após – são quase 8 anos de trabalho); d) são 4 semifinais seguidas (sem vencer a Copa em nenhuma delas); e) a seleção alemã aprendeu lições com seus recentes fracassos (a arrogância de 2002, a renovação e fracasso em casa de 2006, a superioridade na posse de bola do adversário de 2010).

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Um Craque… Fora da Copa

As quartas de final fizeram mais uma vítima. Assim como na fase de grupos quando vimos o melhor do mundo (CR7) se despedir melancolicamente com apenas um gol e nas oitavas de final quando vimos o melhor goleiro da Copa (Howard) – com uma partida fora do comum – também se despedir do Mundial. Esta fase fez com que mais um craque desse “tchau” à competição.

Um craque de apenas 22 anos,  que veste a camisa amarela de número 10, responsável por 50% dos gols de sua equipe e que foi caçado pelos adversários em seu último jogo, mas ainda assim conseguiu fazer uma boa partida de despedida

Não, não estou “falando” de Neymar Júnior, que infelizmente também está fora da Copa, mas por contusão. Falo de James Rodrigues, craque colombiano, artilheiro da Copa com 6 gols e que foi apresentado ao mundo neste Mundial.

James já vinha despertando o interesse do mundo do futebol desde que jogou no Porto e principalmente por causa de sua última temporada pelo Mônaco – embora muitos digam que o campeonato francês é muito fraco e não pode ser usado como parâmetro.

Esta Copa revelou ao mundo um jogador diferenciado. Bom toque de bola, visão de jogo, goleador, aguerrido e um atleta que não se esconde em meio a marcação dura. Um dos grandes, para muitos o melhor da Copa.

James saiu de campo em lágrimas de tristeza, de frustração e de decepção por saber que poderia ter ido ainda mais longe.

É bem provável que o garoto termine o Mundial como artilheiro, pois tem 6 gols, e isto sirva a ele como um prêmio de consolação, mas o melhor de tudo foi o reconhecimento de seu talento por um outro gigante.

O abraço e as palmas de David Luiz para James revelam que naquele momento estávamos diante de dois gigantes do futebol. Um craque de bola (James) e um craque de bola e de caráter (David Luiz). Um esta fora desta Copa e o outro ainda tem dois jogos para entrar para história, mas isto é assunto para outra coluna.

Torço para que a Colômbia se classifique para o Mundial de 2018 na Rússia para apreciarmos ainda mais o talento de James Rodrigues.

Müller, nome de artilheiro

A briga pela artilharia da Copa do Mundo de 2014 tem um concorrente com nome de peso, Müller – Thomas Müller. Ele carrega o sobrenome do segundo maior artilheiro de todas as Copas com 14 gols, o também alemão Gerd Müller.

Gerd Müller foi artilheiro da Copa de 1970 com 10 gols e fez 4 gols no título alemão em 1974, ou seja fez seus 14 gols em apenas 2 Copas, diferentemente de Klose que fez 14 gols em 3 Copas (5 em 2002, 5 em 2006 e 4 em 2010) e de Ronaldo que fez 15 gols em 3 Copas (4 em 1998, 8 em 2002 e 3 em 2006) e teve atuações heróicas nas partidas de mata-mata na Copa de 1974, levando a Alemanha ao bicampeonato principalmente com dois gols na final.

O novo Müller, o Thomas, tem 26 anos, está em seu segundo Mundial (fez 5 gols em 2010), tem 3 gols – só na primeira rodada – nesta Copa, e já fez mais gols em Mundiais que jogadores muito mais badalados, como Messi (2 gols em Mundiais) e Cristiano Ronaldo (2 gols em Mundiais).

Muitos dizem, inclusive o velho Müller (Gerd) , que Thomas não só pode ser artilheiro desta edição como também se tornar o maior artilheiro de todas as Copas. Para que isto aconteça ainda neste Mundial, Thomas teria que fazer mais 6 gols nas partidas da Seleção Alemã. E é possível!

Se a Alemanha chegar à final ou à disputa do 3º lugar será necessário que Thomas Müller faça um gol em cada jogo para alcançar a marca histórica de 15 gols e o tornaria, provavelmente, artilheiro do Mundial com 10 gols.

Como Müller tem apenas 26 anos, mesmo que está marca não seja batida por ele neste Mundial, poderá ser alcançada no máximo em 2018 quando o atacante, se convocado, jogará seu terceiro Mundial.

Na disputa pelo título de maior artilheiro de todas as Copas, à frente de Müller está seu compatriota (mais ou menos porque é polonês de nascimento) Miroslav Klose que já conta com 14 gols, mas não é titular da seleção. No jogo contra Portugal – vitória de 4X0 – muitos acreditavam que Klose jogaria alguns minutos para pelo menos igualar a marca de Ronaldo, mas Joachim Löw (alemão com nome de português e que come meleca de nariz) não se comoveu com o clamor popular e deixou Klose no banco.

Thomas Müller é, sem sombra de dúvidas, um dos favoritos a artilharia desta Copa . Ele já tem 3 gols, e fez estes gols contra o adversário mais complicado do grupo (Portugal) e agora contra os adversários menos difíceis (Gana e EUA) deve ampliar este número.

Depois disto começa a fase eliminatória e aí deve enfrentar nas oitavas um adversário sem muita tradição (2º do grupo H), o que aumenta as esperanças de chegar a artilharia e quem sabe bater o recorde de 15 gols que pertence a Ronaldo ou ao menos alcançar Klose e seu xará Gerd Müller.

Se ele vai conseguir tudo isto? Não sei, mas uma coisa sei Müller é nome de artilheiro!

Façam suas apostas!

Em apenas 2 dias desta Copa do Mundo três jogadores já despontam na briga pela artilharia deste Mundial – Neymar Jr., Van Persie e Robben, que fizeram dois gols cada nesta primeira rodada.

Parece pouco, mas se levarmos em consideração que desde 1970, em apenas duas Copas (1970 e 2002) o artilheiro fez mais do que 7 gols – Gerd Müller fez 10 em 1970 e Ronaldo fez 8 em 2002, ou seja, a maioria dos artilheiros no período teve uma média inferior a um gol por jogo.

Troféu - Chuteira de Ouro 2010
Troféu – Chuteira de Ouro 2010

Neste mesmo período, os artilheiros foram atletas que participaram de mais jogos, ou seja, foram à final ou à disputa de 3º lugar – as exceções são: Lineker em 1986(caiu nas quartas-de-final) e Salenko em 1994 (caiu na primeira fase, mas fez cinco dos seus seis gols em um único jogo).

O que isto significa? Que os artilheiros Neymar, Van Persie e Robben largaram bem, pois em apenas um jogo e contra os adversários mais difíceis em seus grupos conseguiram abrir vantagem sobre os demais concorrentes.

Resta saber quantos jogos suas seleções farão na Copa, pois ainda aguardamos a estreia dos dois melhores jogadores do Mundo (Cristiano Ronaldo e Messi).

Esta briga promete! Quem será que leva?

Neymar? Van Persie? Messi? Cristiano Ronaldo?

Há algum azarão nesta briga?

Façam suas apostas!

Contratar ou Revelar? Eis a questão!

Com a Final da Copa São Paulo, vendo a festa de meus amigos corintianos pelo merecido título, fui questionado por alguns destes amigos se o mais importante seria revelar jogadores ou vencer o torneio.

Tenho pensado sobre este questionamento e continuo em dúvida, pois quando um time vence a Copinha é mais fácil validar as revelações e muitas vezes quando o clube não vence o torneio são colocados em descrédito tanto os atletas quanto a estrutura (física e recursos humanos).

Olhando para os clubes brasileiros não consigo enxergar a prioridade das categorias de base, tão presente nos discursos dos diretores. O campeão da Copinha deste ano, por exemplo, tem somente um atleta das categorias de base em seu time titular (o goleiro Julio César – que é muitas vezes contestado), e perdeu vários atletas para mercados secundários ou times de menor expressão (Dentinho e William estão na Ucrânia, Lulinha é um nômade, sendo emprestado para clubes pequenos a cada inicio de temporada, Boquita não vingou nem na Portuguesa).

Outros clubes também passam pela mesma situação, mesmo aqueles que alegam ter as melhores estruturas, como é o caso do SPFC, que no time titular tem somente 4 jogadores revelados na base (Rogério, Denilson, Wellington e Lucas) e também “dispensou” muitas jogadores revelados recentemente (Jean, Aislan, Mazola, Sérgio Motta, Alex Cazumba, Juninho, Richard, Denner, Ronielli, Bruno César, entre outros).

Imagine se os clubes nacionais priorizassem de verdade as categorias da base, assim como o Barcelona faz na Espanha – são 8 revelações do clube entre os titulares (Valdes, Puyol, Piqué, Busquets, Xavi, iniesta, Fábregas e Messi), o tricolor do Morumbi poderia ser escalado com: Rogério, Jean, Luiz Eduardo, Rodolpho, Cortes; Wellington, Casemiro, , Hernanes, e Kaká; Lucas e Luis Fabiano, assim como o Barcelona com 8 jogadores da base (em negrito).

Para que isto aconteça, os clubes precisam entender que entre um jogador mediano contratado e manter uma promessa da base, a revelação é que deve ser utilizada, ou você acha que o Luiz Eduardo é pior que o João Filipe (SPFC), ou o Moraes era melhor que o Lulinha (SCCP), ou Wellington Nem joga muito menos que o Souza (FFC).

Enquanto não tivermos jogadores da base nos elencos dos grandes clubes brasileiros, jogando, ganhando experiência, errando e acertando, não teremos categorias e base com qualidade no Brasil.

Alguns dizem, assim como o Paulo André em seu blog, que os garotos chegam verdes para treinar com os profissionais, mas como serão preparados se não são testados – pouco a pouco – em seus clubes. Jogadores consagrados, ídolos em seus clubes não forma lá muito em seu primeiro ano em um grande clube – o Raí, por exemplo, não jogou nada em seu primeiro ano no tricolor, o Hernanes só vingou depois de muitas idas e vindas.

É preciso colocar a garotada para jogar. O que você acha? Como ficaria seu time se escalado com pelo menos 8 jogadores da base? Comente, critique! Este assunto precisa e deve ser muito discutido.

 

 

Paulistinha 2012 – Estréia Tricolor

Ontem foi a estréia tricolor no Campeonato Paulista (Paulistinha 2012), confesso que não sou um dos maiores admiradores deste torneio – que em minha opinião não deveria existir (sobre isto escreverei outra coluna), mas em função da coluna assisti ao jogo e tirando todas aquelas considerações de início de temporada (falta de pré-temporada, equipe ainda em formação, reforços que ainda não puderam estrear, contusões entre outras) o jogo até que foi agradável.

O técnico Leão escalou o tricolor no sistema 4-2-3-1, com dois volantes com razoável saída de bola (Wellington e Denilson), mais a frente Lucas aberto na direita, Fernandinho na esquerda e Cícero cuidando da armação pelo meio, e somente o Luís Fabiano na frente. Nas laterais,  Piris ficou um pouco mais preso na defesa, com Cortês avançando mais e no miolo da zaga, Rodolfo pela direita (é onde ele rende mais) e o limitado Edson Silva pela esquerda.

Uma montagem simples e óbvia em que o time se portou bem diante de um adversário que provavelmente vai brigar contra o rebaixamento, fazendo a obrigação e vencendo de forma fácil no Morumbi.

Alguns ajustes precisam ser feitos, Cícero não tem condições de ser o “cérebro” desta equipe, os avanços do Cortês precisam ser mais bem aproveitados e precisa haver uma cobertura eficiente por parte dos volantes nestes avanços. Situações que podem ser amenizadas com as estréias de Fabrício e Jadson (que acredito não ser também o meia clássico que o tricolor buscava).

Individualmente, gostei das atuações do Cortês (sabe marcar e tem muito vigor para o apoio), Lucas (apesar de prender a bola em excesso, mostrou que está afim de algo mais), e do Casemiro (entrou bem jogando com simplicidade e dando mais qualidade ao meio).

E você, o que achou da estréia tricolor?

Balanço do elenco tricolor para 2012

Hoje, depois de muito tempo, volto de férias e confesso que desde o final do Campeonato Brasileiro não tenho lido muita coisa sobre futebol, mas tenho escutado alguns amigos e colegas são-paulinos enaltecendo o elenco que o São Paulo montou para este início de ano,  resolvi então fazer um balanço das perdas e contratações que o tricolor fez com a intenção de ver se houve realmente uma melhora de qualidade no elenco.

Eis o elenco tricolor (em negrito as novidades):

Goleiros: Rogério, Denis, Leonardo e Léo.

Zagueiros: Rodolpho, João Felipe, Bruno Uvini, Luiz Eduardo, Edson Silva e Paulo Miranda. SAIU: Xandão

Laterais: Piris, Henrique Miranda, Juan e Cortês.

Volantes: Denilson, Wellington, Casemiro, Rodrigo Caio, Cleber Santana, Juninho e Fabrício. SAÍRAM: Jean e Carlinhos.

Meias: Cícero, Lucas, Cañete, Rafinha, Maicon e Jadson. SAÍRAM: Marlos e Rivaldo

Atacantes: Luis Fabiano, Fernandinho, William e Henrique. SAIU: Dagoberto

Foram até este momento 6 jogadores contratados (Edson Silva, Paulo Miranda, Cortês, Fabrício, Maicon e Jadson), dos quais acredito que somente 2 devem ser titulares absolutos (Jadson e Fabrício). Os demais vieram para suprir as dispensas e para compor elenco somente.

Dos jogadores que saíram não há muito o que se falar, todos quando chegaram nos novos clubes demonstraram certa insatisfação com a situação que viviam no tricolor e creio que não estavam mais afim de jogar no tricolor.

Vale ressaltar  porém, que ainda não houve reposição da saída do Dagoberto e por enquanto não há um parceiro ideal para o Luís Fabiano, e que pelo que vi até aqui do Jadson ele não é o “DEZ” que o tricolor há tempos não tem, sua principal característica é de carregar a bola.

Não sei se este elenco vai “dar liga”, mas é possível armar um time interessante. Eu escalaria o time no 4-2-3-1, devido a ausência de atacantes: Rogério, Piris, Rodolpho, Luiz Eduardo e Cortês; Denilson e Fabrício; Casemiro, Lucas e Jadson; Luis Fabiano. Um jogador que merece, uma atenção especial no seu retorno ao tricolor é o volante Juninho que se não sentir o peso da camisa, pode aos poucos ganhar espaço.

 

 

A supervalorização de um jogo

Tenho estranhado a maneira como o clássico de hoje à noite (21/09) entre São Paulo e SCCP tem sido abordado pela imprensa, pelos clubes e pelo torcedor.

O jogo da vida, a decisão do campeonato, a última chance se as equipes quiserem brigar pelo título.

Para mim tudo isto é um grande exagero, os 2 clubes estão muito bem colocados (2º e 3º colocados) sendo que somente 2 pontos separam o líder do campeonato do “menos melhor” dos participantes do clássico de hoje, e ainda faltam 14 rodadas, 42 pontos a serem disputados, e os dois ainda enfrentam o Vasco – líder até esta rodada.

O jogo por si só é um grande atrativo para o público, imprensa e atletas, e não é necessário este tratamento para valorizar o espetáculo.

Será um grande jogo, mas não o fim do mundo. Vencedor e vencido ainda continuarão brigando pelo título, vencedor e vencido ainda apresentaram problemas. E a vida continuará para vencedor e vencido.

O Clássico é só um jogo no campeonato, vale somente 3 pontos assim como os jogos contra as pequenas equipes e não pode ser supervalorizado.

Na minha opinião um time não deixa de ser campeão porque perdeu um clássico e sim porque deixou de vencer equipes que todos os outros venceram.

No ano passado o SCCP deixou de ser campeão por causa dos clássicos, mas deixou de ser campeão porque não conseguiu vencer nenhum dos jogos contra o Atlético Paranaense.

O título é ganho nas 38 rodadas e não em um clássico.

Que os dirigentes dos dois clubes entendam isto e deem continuidade ao trabalho de sua comissão técnica e confiança aos atletas.

Chega de supervalorizar um jogo em um campeonato que tem outros 37 jogos.