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Libertadores 2014 – Felicitaciones Cuervos!

Libertadores 2014 – Felicitaciones Cuervos!

romagnoli

Acabou mais uma edição da taça libertadores. E como virou praxe desde 2012 cai um mito de um grande time que nunca havia conquistado esse título, e de uma torcida fantástica que merecia fazer uma festa imensa por esse conquista, ao exemplo do que aconteceu com Corinthians e Atlético mineironos anos anteriores, dessa vez a festa foi dos hinchas do San Lorenzo de Almagro. Festa merecida pela torcida que estava com a ausência do título de uma libertadores entalada e também pelo time que jogouo melhor futebol na competição. (mais…)

Libertadores 2014- Vamos Bolívar!

Libertadores 2014- Vamos Bolívar!

bolivar

 

Acabou a copa, voltamos a nossa realidade de campeonatos de clubes tanto nacionais quanto internacionais e aqui na América o futebol volta com a reta final da competição mais importante, a taça libertadores.

E a competição não podia voltar em data melhor, amanhã dia 24/07 comemoramos o aniversário do mais importante entre os libertadores da América, Simón Bolívar. E em homenagem ao espírito do libertador hoje temos em campo no estádio Nuevo Gasometro a equipe que carrega seu nome, o Bolívar de La Paz.

Com uma campanha surpreendente o Bolívar já superou dentro e fora de casa favoritos como o Flamengo do Brasil e o León do México e até o momento só sofreu uma única derrota na competição para os equatorianos do Emelec, os comandados pelo veterano treinador espanhol Javier Azkagorta tem uma equipe interessante que sabe se fechar fora de casa e matar os jogos como mandante. Com a transferência de seu principal jogador o uruguaio Willian Ferreira mercenário traidor que abandonou o time na reta final da libertadores para o futebol mexicano os destaques do time são os espanhóis Capdevilla e Callejón (irmão gêmeo do Callejón do Napoli) e o ex-corinthiano Arce.

Independente do favoritismo do San Lorenzo e das orações do Papa Francisco, hoje o futebol boliviano está em festa, desde o feito do Blooming em 1985 que nenhuma equipe boliviana chega tão longe em uma libertadores, e com alguma chance de passar mais adiante. Por isso uma caravana de 400 torcedores chegou hoje a Buenos Aires se juntando a comunidade boliviana residente na cidade porteña e promete fazer muito barulho apoiando os celestes, com destaque para o cantor de salsa norte-americano de origem porto-riquenha Marc Anthony que por sua amizade com o presidente/dono do Bolívar, o empresário Marcelo Claure, Anthony se tornou torcedor da equipe e hoje viajou a Buenos Aires para apoiar a acadêmia paceña.

O jogo promete ser acirrado e difícil, Azkargorta escalará uma equipe defensiva com 3 zagueiros e 2 volantes de marcação, apenas Callejón na armação e apostando na velocidade de Arce para puxar contra-ataques. Do outro lado os comandados de Edgardo Bauza entram com esquema mais ofensivo e apostando no talento de Romagnoli.

Com resultado positivo ou não, hoje a cidade de La Paz está em festa desde os boliches (como se chamam as baladas por lá) do centro e da zona sul, até as chicherías (bares) de El Alto. E toda a Bolívia (e grande parte da América do sul) está com Marc Anthony dizendo que hoje é Bolívar desde wawa (criancinha).

Brasil x Colômbia. Não faltam motivos para torcer! (pelos dois).

Sexta-feira quatro de julho de 2014, data importante pois é o dia em que se comemora 2 anos da libertação corinthiana e nada mais importa. Dia de grandes jogos abrindo a fase de quartas-de-final da copa do mundo. Entre esses grandes jogos teremos um duelo sul-americano. Brasil x Colômbia, o duelo entre o gigante de tradição (único pentacampeão do mundo) mas que vem jogando um futebol apenas razoável até o momento contra uma equipe de muito menos tradição (nunca havia chegado tão longe) mas que vem sendo até agora o time mais agradável de se ver jogando. (mais…)

O que seria da geração “tictac” se Óscar Cardozo não tivesse perdido o pênalti em 2010?

Eliminada precocemente após perder os dois primeiros jogos em 2014, campeã em 2010, ridicularizada em seu próprio país antes de sua primeira grande conquista, se tem uma seleção controversa nos últimos tempos, essa é a Espanha.

Mas imaginemos se esses últimos 4 anos nos quais ela foi super bajulada (a admiração de alguns por esse time beirou a idolatria em alguns momentos) a história tivesse ocorrido de uma maneira um pouco, só um pouco diferente. Pois é, detalhes podem mudar a história de vida das pessoas, de nações e também de um time ou uma seleção de futebol. E a história dessa boa geração de jogadores espanhóis passou muito perto de ser completamente diferente, me refiro especificamente ao jogo das quartas de final da copa de 2010 entre Espanha e Paraguai, sendo mais específico, falo do pênalti perdido por Óscar Cardozo no final da partida e que mudou mais que a história de um jogo, a história de toda a seleção espanhola de futebol.

Johannesburg, 3 de julho de 2010, naquele dia se enfrentaram Espanha e Paraguai. Até então a Espanha vinha jogando um excelente futebol, porém devido a fantasmas de seu passado em copas do mundo gerava desconfiança sobre a possibilidade de ganhar o título. Do outro lado tínhamos a seleção paraguaia, também com uma equipe de muita qualidade, mas que apesar de na primeira fase ter eliminado a campeã Itália com méritos não passava nenhuma confiança de que lutaria por título. Outros componentes que apimentavam mais o jogo eram o fato do Paraguai ter sido um dos grandes algozes da Espanha em 1998 (ocasião em que os espanhóis voltaram pra casa na primeira fase condenando a geração Raúl, enquanto o Paraguai fez bonita campanha consagrando a geração de Gamarra, Arce e Chilavert), e também o confronto de estilos, a Espanha com um time ofensivo, técnico com predominância de jogadores de baixa estatura, oposto ao time defensivo, forte e guerreiro do Paraguai.

O jogo foi muito bom (na minha opinião um dos melhores daquela copa) com um equilibrado confronto de estilos em que ora parecia pender para a técnica espanhola, ora para a força e raça paraguaia, até que já no segundo tempo do jogo chegamos no momento em que parecia que a maldição espanhola em copas ia seguir prevalecendo. Pênalti para o Paraguai! O excelente centroavante Óscar “Tacuara” Cardozo pega a bola e assume a responsabilidade de executar a cobrança. Toda a esperança nos pés do Tacuara (bambu em guarani, apelido dado devido ao biotipo alto e magro do matador benfiquista), espanhóis em pânico, e paraguaios esperançosos, quando Tacuara Cardozo cobra muito mal e Iker Cassillas defende a cobrança. Após o pênalti perdido, os paraguaios se abatem, os espanhóis ganham moral e vencem com gol de Davi Villa e o restante da história todos nós conhecemos.

Mas como seria se Cardozo tivesse feito o gol? (no caso a imaginação é minha e imagino que a Espanha perderia o jogo) Em desvantagem no placar, os espanhóis certamente se abateriam, o aguerrido time paraguaio não deixaria a Espanha chegar em sua área e sairia vencedor, não vou chutar quem seria o campeão, pois isso não vem ao caso, acredito que o Paraguai cairia na semi-final contra a Alemanha o que já seria um grande feito para los guaraníes. Mas o que teria sido da tão idolatrada geração tic tac nos quatro anos seguintes? Um time que foi rotulado por alguns como épico, revolucionário, que mudaria a forma do mundo jogar futebol, cheguei a ver gente (louca) dizendo que os pupilos de Del Bosque eram a melhor seleção de todos os tempos. Me pergunto se essas pessoas que tanto endeusaram um time inegavelmente bom (mas que acaba de nos provar que não é fantástico) teriam o mesmo discurso se o mesmo time, jogando o mesmo bom futebol tivesse caído nas quartas de final frente ao Paraguai? Pois não tenho a menor dúvida de que 99% dos que idolatram esse time estariam fazendo piada da Espanha desde 2010 até hoje.

Pois é, fica a reflexão, um pênalti bem ou mal batido, pode mudar o destino de equipes e gerações, e o nosso conceito sobre elas.tacuara

Política? Religião? Guerra? Nada disso, apenas o bom e velho futebol.

Política? Religião? Guerra? Nada disso, apenas o bom e velho futebol.

eua x irã

Começou a copa do mundo!Evento de grandiosidade inquestionável, comprovada pelos bilhões de espectadores ao redor do mundo que param na frente de seus televisores para assistir os jogos.

Desta vez de uma forma muito especial para nós que somos fãs deste esporte o evento ocorre aqui em nosso país, como não podia ser diferente quando estamos próximos de algo tão grande, as polêmicas estão presentes, uns são contra, outros a favor, alguns se exaltam com seus argumentos, o mundo inteiro fala sobre o assunto. Mas não quero entrar em nenhum desses méritos. Quero apenas lembrar de um dos momentos mais bonitos das copas do mundo que acompanhei. Falo do jogo de Irã x Estados Unidos pela copa de 1998 na França.

Desde o dia do sorteio, esse jogo foi assunto recorrente na imprensa mundial, nas mesas de bar, em conversas durante almoços de família, ou nos intervalos das aulas (na época eu era um estudante de 15 anos). Em geral os profetas do caos previam desde uma sangrenta batalha campal com um jogo recheado de cartões vermelhos, passando por violentos conflitos entre torcedores, atentados terroristas e até crises diplomáticas e guerras nucleares. Mas o que vimos naquele dia foi o óbvio, ou seja, o completo oposto do que previam os “profetas”.

Para quem teve o prazer de acompanhar essa partida, vimos um lindo momento de confraternização, quem ainda não entendia teve a grande oportunidade de entender que se poderosos líderes de nações (aqui não estou condenando x, y, ou z) alimentam a discórdia por interesses diversos, o que nós cidadãos temos com isso? Nada! E foi isso que os norte-americanos (estadunidenses para quem preferir) e iranianos demonstraram naquele dia. No momento dos cumprimentos pré-partida os jogadores se cumprimentavam com sorrisos e o time iraniano até presenteou os adversários com flores. Ao contrário do que costumamos ver na maioria dos jogos, onde adversários se cumprimentam por obrigação sem mal olhar um na cara do outro, nessa ocasião vimos o completo oposto disso, gestos gentis de ambas as partes dizendo ao mundo: – Estamos nos cagando para os líderes que semeiam o ódio, isso é apenas um jogo de futebol, daremos a vida para vencer, mas o adversário não é inimigo!

Agora vamos ao que interessa, o jogo!

Em 1998 os Estados Unidos tinham um time inferior ao atual, já não contavam com seu melhor jogador da copa anterior, o talentoso meia Eric Wynalda, e ainda não tinham o que viria a ser seu destaque em copas posteriores, o rápido Landon Donovan. Os destaques daquele time eram o bom volante Claudio Reyna, o velocista Cobe Jones, o grandalhão McBride e o zagueiro Pope. Por outro lado o Irã tinha um time muito, mas muito melhor que o que tem hoje, com vários jogadores que fizeram sucesso na bundesliga, entre eles o grandalhão desengonçado, porém goleador, Ali Daei, o clássico meio-campista Karim Bagheri, o rápido e habilidoso ponta Azizi, e o jovem e raçudo ala Mehdi Mahadavikia.

Ao contrário do que se pode pensar com as gentilezas no momentos dos cumprimentos, o jogo não foi um jogo de moças, pelo contrário, houve muita raça, ambas as equipes entraram em campo com muita vontade de vencer, não houve violência, mas houve muita rivalidade, existe jogo melhor que um jogo assim?

Mais limitados tecnicamente, mas com um time fisicamente avantajado, os norte-americanos abriram o placar com gol de McBride. O Irã que já era melhor na partida, não se abateu com o gol sofrido e seguiu buscando o resultado e logo empatou com gol de Estili, e conseguiu a virada com gol do melhor em campo, escalado na ala direita, Mahadavikia estava tão possuído que até na ponta esquerda aparecia, correu literalmente o campo todo, e foi premiado com o gol da virada, dali em diante Cobe Jones tentou assumir o jogo, correu muito, buscou o gol, mas suas limitações técnicas não permitiram que conseguisse virar o jogo. A técnica de Karim Bagheri tomou conta do meio-campo e os dribles de Azizi mantiveram o jogo sob controle, terminando com vitória iraniana por 2 x 1.