A relação dos sheiks árabes com os esportes ocidentais

Com ofertas que não permitem concorrência, os árabes estão investindo cada vez
mais no esporte e, principalmente, no futebol. Mas sempre fica uma dúvida nestes
investimentos fora do normal: qual o real motivo dos árabes no esporte?

 

Eles não precisam por simples capricho mostrar sua riqueza. Mas
construíram pistas de corrida para meia dúzia de pessoas assistirem, compraram
equipes de Fórmula 1, times de futebol sem tradição, investem em cavalos,
ciclismo e tênis. Tudo isto sem nunca perder de vista o retorno do investimento.

 

Antes de ser escolhido como sede da Copa do Mundo de 2022 no Qatar, o
mundo árabe já havia feito seus investimentos em infra-estrutura e organização:
Abu Dhabi recebeu por dois anos o Mundial de Clubes da Fifa, além de receber o
Grande Prêmio de Abu Dhabi de Fórmula 1. Também foi sede do campeonato mundial
de tênis. Já o Qatar é palco do Grande Prêmio de Motovelocidade.

 

O crescimento no esporte aconteceu de forma progressiva, com o mundo do
futebol sendo apenas mais um do ramo de entretenimento dos sheiks. O Manchester
City é hoje um dos maiores exemplos de investimento no futebol. O sheik Mansour
Bin Zayed Al Nahyan não poupa dinheiro em contratações milionárias. O time de
Tevez teve um aumento em suas receitas de 150 milhões de dólares.

 

Alguns clubes da Espanha também já falam árabe, como Málaga, Racing
Santander e Getafe. Até o Barcelona se rendeu ao dinheiro dos petrodólares. Pela
primeira vez na história do clube, o Barcelona terá em sua camisa um
patrocinador: a Fundação Qatar. O clube de Messi já recebeu 16 milhões dos 150
que receberá para manchar sua camisa por cinco anos.

 

Na Inglaterra, o Arsenal tem o Emirates na camisa há muito tempo. O
estádio também leva o nome da companhia aérea, que patrocina o Milan e muitos
outros clubes.

 

Agora chegou a vez da França. Um dos times mais tradicionais do país, o
Paris Saint Germain, teve 70% do clube comprado por um dos tantos sheiks do
mundo árabe. Como primeiro presente, tirou Leonardo da Inter de Milão. Com isso,
reacendeu a inveja dos italianos: por que o mundo árabe não investe no futebol
italiano?

 

O principal motivo, sem dúvida, é o sistema fiscal italiano. Um ponto
discutido até na União Europeia. Também joga contra os italianos a ausência de
uma lei que protege adequadamente o marketing esportivo. Além disso, o futebol
italiano está no meio de uma luta interna pelo poder, o que não torna o produto
muito atraente. Isso sem mencionar os recentes escândalos de apostas ilegais.

 

Contudo, os árabes enxergam o futebol diferente de Michel Platini,
presidente da UEFA, que inventou o Fair Play Financeiro. A medida pretende
controlar os gastos excessivos e a inflação no preço das transferências e
salários de jogadores, que ameaçam o futebol nos últimos anos.

Estádio do Arsenal leva o nome da empresa Emirates

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