A expressão que resume a Costa Rica nessa copa: Futebol Moderno (Globalizado)

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A Copa de 2014 no Brasil está nos proporcionando um oceano de sentimentos. Muitos momentos épicos, momentos nostálgicos, momentos dramáticos, felizes, tristes, engraçados e mais uma porção de consequências. Pode parecer óbvio que uma copa do mundo gere em nós todos esses resultados visto que é o maior torneio de futebol do mundo. Pois é, não é tão óbvio assim. Durante 44 anos a competição veio periodicamente diminuindo sua média de gols e cada vez mais institucionalizando o futebol pragmático de resultados no lugar da imprevisibilidade do futebol, o futebol jogado na várzea, o futebol amador, o futebol de rua.

Mas em 2014 isso mudou, e muito, e mais incrédulo ainda ficamos quando chegamos a uma conclusão de que não há uma razão clara e definitiva para descrever o que mudou no cenário mundial e que explique o que está sendo essa copa do mundo de 2014, mas uma coisa é certa, algo está diferente está acontecendo, e para melhor. Nos sonhos quem sabe não foram os ares brasileiros que chegaram para resgatar o futebol.

Eu como colunista responsável pelo grupo D não poderia falar sobre essas 2 rodadas desse grupo sem adicionar essa introdução acima, pois o que estamos vendo é algo acima da simples compreensão comum. O que a Costa Rica fez não é apenas uma zebra, como tantas outras que já aconteceram em copas, mas a Costa Rica é resultado de um efeito chamado futebol globalizado. Tolo é aquele que ainda acredita que as seleções campeãs mundiais são anos luz superiores a todas as outras e apenas fazem amistosos na primeira fase a espera do confronto com seus rivais nas finais.

Italy v Costa Rica: Group D - 2014 FIFA World Cup Brazil

 

 

 

 

 

A Costa Rica tem seus jogadores jogando em clubes europeus, a sua maioria em times médios é verdade, mas eles estão em confronto sistematicamente com os melhores do mundo. A Costa Rica assiste os grandes times do mundo jogar, a Costa Rica recebe profissionais do futebol do mundo todo que pretendem trabalhar em seus país. Ou seja, apesar da diferença gritante de recursos financeiros, apesar das estruturas ínfimas e de um campeonato de futebol quase inexistente, é possível sim que uma seleção como a Costa Rica vença Itália e Uruguai e seja favorita a terminar o grupo da morte como líder da chave.

É possível que uma Costa Rica tenha uma revelação como Campbell, é possível que um país pequeno da América Central seja o centro do futebol mundial durante alguns dias e é possível sim acreditarmos que o futebol nunca, mas nunca deixará de ser o futebol que amamos. Não acredito na tese de que Itália e Uruguai subestimaram a seleção costa riquenha, tanto é verdade que Prandeli técnico da Itália alterou seu time inicial numa forma de neutralizar as principais qualidades do adversário, e ainda assim não deu resultado como sabemos.

Muitos que costumeiramente não acompanham o futebol podem achar clichê e mentira a expressão não existe mais bobo no futebol. Mas quem está acostumado a ver campeonatos do mundo todo, recheado de jogadores de todos os 4 cantos do planeta, sabe que mais do que nunca a globalização atingiu o futebol. Não que seja uma consequência totalmente satisfatória, mas se tem um ponto positivo nessa relação mais curta entre todos os países do futebol é o crescimento de seleções até então inexpressivas no cenário mundial.

Viva a costa Rica!! Viva a Copa no Brasil!! Viva o Futebol!!

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