A falta do cão de guarda Adriano mostra a fragilidade do sistema defensivo Santista

Arouca faz a proteção a zaga do Santos
Arouca faz a proteção a zaga do Santos

Não é fácil. Como explicar o atual momento do Santos no Campeonato Brasileiro? Dispersão natural pós-Libertadores? Essa é uma das hipóteses. Porém, nada justifica um time com um ataque poderoso e um meio de campo acima da média – pelo menos no papel – realizar dois jogos com derrotas para os rubros-negro Flamengo e Atlético-PR. Podería dizer também que contra o Flamengo o time se jogou ao ataque e não se importou com a defesa. Esse seria o DNA santista. Já contra o Atlético-PR, poderia dizer que o gramado não ajudou e que, por conta de um verdadeiro lamaçal, o Santos não conseguiu desenvolver seu toque de bola rápido e característico. Talvez boas justificativas, porém, tenho minhas próprias convicções, minha própria forma de ver esses dois últimos jogos da equipe praiana.

Na Libertadores o Santos tinha um volante jogando a frente da defesa, esse volante era Adriano. Num esquema onde Adriano oferecia de maneira eficiente um último combate antes do ataque adversário bater de frente com os zagueiros Edu Dracena e Durval. Mas, mesmo antes de Adriano, Arouca já fazia a marcação no meio campo ao lado de Danilo. Note que forma-se aí um certo tipo de couraça, daí o motivo de o Santos sofrer pouquissímos gols na Libertadores da América depois que Muricy Ramalho assumiu a equipe.
Hoje, o Santos joga com seu sistema defensivo totalmente desprotegido e oferece somente o combate de Arouca, que fica responsável também por fazer com que a bola saia com com velocidade da defesa e chegue com mais qualidade nos pés de Paulo Henrique Ganso, passando por Ibson e Elano. Arouca se perde tendo que defender e sair rápido para eventuais contra-ataques. Note que o meio de campo do time de Vila Belmiro é um losango com Arouca, Ibson e Elano e, fornecendo a bola aos atacantes Neymar e Borges, está Ganso – que aliás, não vem jogando bem. Lógico, parte desse mecanismo defensivo possui o veterano Léo e o coringa (e muito fraco) Pará como alas.
A falta do lateral direito Danilo e a entrada de mais um volante – ou Adriano ou Henrique ao lado de Arouca será o ideal para a equipe tenha mais poder de defesa. Em contrapartida, Muricy Ramalho teria que abrir mão de Ibson, perdendeo assim um pouco do poderio de ataque. Uma dor de cabeça a mais para o treinador.
Hoje o Santos enfrenta o Vasco em São Januário e se apresentará com o mesmo esquema dos dois últimos jogos. Como o time precisa da vitória, creio que podemos esperar um jogo com muitos gols, visto que este esquema proporciona à equipe praiana um grande libertade ao ótimo ataque que possui.
Neste losando central, resta saber se Arouca, Elano voltam a jogar o futebol que apresentaram no primeiro semestre e, se P.H. Ganso volta definitivamente ao time, pois, pelos últimos jogos, seu futebol ficou na Copa do Brasil de 2010.

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